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Tu tens a mania

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Livros Lidos: Outono

Se há coisa que estou grata deste ano é de ter conhecido a escrita de Ali Smith. Depois de Amor Livre e de A Primeira Pessoa e Outras Histórias, chegou a vez de Outono

 

Este livro gira em torno da amizade entre Elisabeth Demand e Daniel Gluck, amizade construída após Elisabeth se ter mudado, ainda criança, com a sua mãe para a casa ao lado de Daniel, o "velho maricas" que "provavelmente nem sabe falar bem inglês" (palavras da mãe)

 

Esta amizade nasceu após Elisabeth ter escrito um texto sobre o vizinho para a escola e que a sua mãe achou que deveria mostrar a Daniel

 

" Retrato escrito do nosso vizinho do lado

O vizinho da porta ao lado da nossa nova casa para a qual nos mudámos é o vizinho mais elegante que tive até agora. Ele não é velho. A minha mãe não me deixa fazer-lhe as perguntas que me disseram para fazer sobre o que é ser vizinho para o projeto dos retratos em palavras que é obrigatório fazer-mos. Ela diz que não me deixa ir incomodá-lo. Ela disse que nos vai comprar um leitor de VHS novo e a cassete da Bela e o Monstro se eu fingir que faço as perguntas em vez de as fazê-las na vida real. Para ser sincera preferia não ter a cassete nem o leitor VHS preferia perguntar-lhe-as, como é ter visinhos novos e para ele como é ser vizinho. Aqui estão as perguntas que eu lhe perguntava 1 como é ter vizinhos 2 como é ser vizinho 3 como é ter idade de velho mas não ser velho 4 porque é que a casa dele está cheia de imagens porque é que não são como as imagens que temos na nossa casa e finalmente 5 porque é que está música a tocar sempre que se passa perto da porta da rua do nosso vizinho do lado"

 

Ao longo do livro temos a possibilidade de conhecer partes da infância da Elisabeth, a sua relação com a mãe e a sua amizade com Daniel, interligadas com a Elisabeth após o Brexit e o Daniel acamado num lar hospitalar

 

"Por todo o país havia angústia e júbilo"

 

Eu adoro a escrita de Ali Smith. É uma escrita incrivelmente fluída, que interliga o passado e presente de forma perfeita, com interrupções nos sítios certos,  sem que se quebre o ritmo de leitura. Para mim, é uma escrita viciante e, neste livro em particular, me custou chegar às últimas páginas, pois eu só queria poder mais. Felizmente, não terei de esperar muito, pois já saiu em Portugal o segundo livro da saga, Inverno

 

"Amo-o"

 

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Dias de Outubro

Finalmente é Outubro. Não creio que é o meu mês preferido por ser o mês do meu aniversário. É neste mês que as árvores já estão todas em tons de castanho e vermelho, em que se começa a vestir sweathers e gorros, e o chá quente torna-se mágico. Os casacos grossos e as botas saem do armário e as mantas regressam à cama.

 

Infelizmente, neste ano, Outubro começa quente e a exigir que se use t-shirts. Mas não me dou por vencida. Ao final do dia, munida de casaco grosso, gorro e chá, lá vou eu para a minha varanda ver o mini pôr-de-sol que consigo observar entre o telhado e a árvore do meu vizinho. E, durante as minhas caminhadas, já posso saltitar por cimas das folhas caídas e caminhar durante mais tempo pois o ar está mais fresco.

 

O tempo ainda está quente, mas já se nota o frio do Outono.

 

Bem-vindo Outubro

 

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P.S.: Ide votar, seus malandros!

Domingos de Outono

O Outono é, sem dúvida, a minha estação preferida (seria a Primavera se não fosse o facto de a minha rinite estar a piorar a cada ano que passa à custa dessa senhora estação). Gosto de ver o verde das árvores a tornar-se vermelho e castanho. Gosto de acordar e adormecer com a chuva a cair. Gosto de ter mantas na cama, pijama grosso vestido e meias anti-derrapantes nos pés. Gosto de voltar a usar as botas que se encontravam religiosamente guardadas no armário e do guarda-chuva escondido no meio dos casacos de Inverno. Gosto das camisolas de lã de gola alta e dos cachecóis e  écharpes largos.

 

É tempo daquela sensação de calor reconfortante e relaxante do chá quente que não conseguia ter com o calor do Verão.  O chocolate quente volta a saber bem. As abóboras estão à porta, esperando que lhes pegue e que as utilize nalgum cozinhado ou doce (e não, não há cá pumpkin spice latte. Aqui a menina não tolera o café). Chegou, finalmente, a altura de ligar o forno ao domingo e experimentar uma receita nova. E hoje foi o  primeiro dia desde o mês de Março que retomei este hábito. A ideia era fazer uma tarte de maçã, mas acabei por ir para os muffins de abóbora. Já tinha saudades do sabor da abóbora e como tinha uma por aqui, decidi matar as saudades. Esta viagem a Outonos passados podia ter corrido melhor: tive direito a queimar a minha mão e a soltar uma catrefada de asneiras e, consequentemente, a minha mãe a rir-se da minha pessoa. Mas fora isso, até correu bem. Tenho a casa a cheirar a muffins e isso deixa-me bastante feliz e  torna a dor da queimadura mais fácil de suportar (não é que me doa muito, mas o sítio em questão é chato e não consigo estar com a mão parada).

 

Vou agora enfiar-me no sofá com uma manta, as minhas gatas, uma caneca de chá e a J. K. Rowling (estou a ler Uma Morte Súbita), enquanto que a chuva caí e os muffins arrefecem.

 

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