Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Tu tens a mania

Tu tens a mania

Livros Lidos: Giovanni's Room

"David, a young American in 1950s Paris, is waiting for his fiancee to return from vacation in Spain. But when he meets Giovanni, a handsome Italian barman, the two men are drawn into an intense affair. After three months David's fiancee returns and, denying his true nature, he rejects Giovanni for a 'safe' future as a married man. His decision eventually brings tragedy"

 

Descobri este livro por acaso, enquanto pesquisava um outro livro (que acabou por ficar para segundo plano após ter descoberto este). Assim que li a sinopse, fiquei curiosa e não consegui resistir

 

"Perhaps home is not a place but simply an irrevocable condition"

 

O livro, tal como a sinopse diz, centra-se em David, um jovem americano em Paris que, enquanto espera que a sua noiva regresse de Espanha, conhece Giovanni. Estes acabam por se envolverem e, assim que a sua noiva regressa, David vira as costas a Giovanni, o que leva a que este tome algumas decisões que o levarão à tragédia

 

“People who believe that they are strong-willed and the masters of their destiny can only continue to believe this by becoming specialists in self-deception. 

 

Este livro explora temas como a identidade sexual, identidade de género e masculinidade. Um livro escrito nos anos 50 com temas ainda bastante pertinentes para a sociedade actual. Gostei imenso da forma como a história é contada e como estes temas são explorados. O final do livro deixou-me com um pequeno nó na garganta, mas adorei o livro e não mudaria nada nele. Tenho é pena que não se encontra este livro traduzido para português, bem como a grande maioria dos livros de Baldwin (só existe um livro traduzido). Fiquei bastante curiosa em relação aos restantes trabalhos do escritor e acredito que ainda irei adquirir outro livro dele este ano

 

“If you cannot love me, I will die. Before you came I wanted to die, I have told you many times. It is cruel to have made me want to live only to make my death more bloody" 

 

“Love him,’ said Jacques, with vehemence, ‘love him and let him love you. Do you think anything else under heaven really matters? And how long, at the best, can it last, since you are both men and still have everywhere to go? Only five minutes, I assure you, only five minutes, and most of that, helas! in the dark. And if you think of them as dirty, then they will be dirty— they will be dirty because you will be giving nothing, you will be despising your flesh and his. But you can make your time together anything but dirty, you can give each other something which will make both of you better—forever—if you will not be ashamed, if you will only not play it safe.’ He paused, watching me, and then looked down to his cognac. ‘You play it safe long enough,’ he said, in a different tone, ‘and you’ll end up trapped in your own dirty body, forever and forever and forever—like me."

 

2019-06-17_07.36.03_1[1].jpg

 

Livros Lidos: A Educação de Eleanor

"Eleanor Oliphant tem uma vida perfeitamente normal – ou assim quer acreditar. É uma mulher algo excêntrica e pouco dotada na arte da interação social, cuja vida solitária gira à volta de trabalho, vodca, refeições pré-cozinhadas e conversas telefónicas semanais com a mãe. Porém, a rotina que tanto preza fica virada do avesso quando conhece Raymond – o técnico de informática do escritório onde trabalha, um homem trapalhão e com uma grande falta de maneiras – e ambos socorrem Sammy, um senhor de idade que perdeu os sentidos no meio da rua

A amizade entre os três acaba por trazer mais pessoas à vida de Eleanor e alargar os seus horizontes. E, com a ajuda de Raymond, ela começa a enfrentar a verdade que manteve escondida de si própria, sobre a sua vida e o seu passado, num processo penoso mas que lhe permitirá por fim abrir o coração"

 

Este é um daqueles livros pelos quais me sentia inexplicavelmente atraída. Vi-o, por diversas vezes, à venda, mas só li a sinopse no dia em que o comprei

 

"LOL could go and take a running jump. I wasn’t made for illiteracy; it simply didn’t come naturally"

 

Eleanor é uma pessoa a quem chamaríamos de social awkward, ou seja, alguém com poucas aptidões sociais. No entanto, é algo que muda quando conhece Raymond e vai desenvolvendo a sua primeira amizade na vida. À medida que a estória se desenrola, nos são dados detalhes que explicam o porquê da inaptidão social da Eleanor e vemos a evolução dela a enfrentar o que lhe é estranho. Tem os seus momentos de comédia, centrados na falta de conhecimento da Eleanor no que toca à cultura mainstream e às dificuldades sociais que ela enfrentam. Mas também tem os seus momentos de tristeza. Acaba por ser um livro bastante inspirador, tendo em conta que Eleanor enfrenta as suas dificuldades e o seu passado. Um dos momentos que mais me marcou foi o ela decidir começar a frequentar um psicólogo

 

"If someone asks you how you are, you are meant to say FINE. You are not meant to say that you cried yourself to sleep last night because you hadn't spoken to another person for two consecutive days. FINE is what you say"

 

É um livro muito interessante, com uma personagem principal fora do comum. A escrita é ligeira, mesmo nos momentos mais pesados, o que permite uma leitura fluída. Houve um ou dois momentos que não gostei, mas não prejudicaram a minha leitura e consegui ignora-los com facilidade

 

"These days, loneliness is the new cancer–-a shameful, embarrassing thing, brought upon yourself in some obscure way. A fearful, incurable thing, so horrifying that you dare not mention it; other people don’t want to hear the word spoken aloud for fear that they might too be afflicted, or that it might tempt fate into visiting a similar horror upon them"

 

Sendo este o primeiro livro de Gail Honeyman, estou bastante interessada em saber que mais ela irá escrever

 

"In the end, what matters is this: I survived"

 

2019-05-06 09.20.25 1.jpg

 

 

Livros Lidos: O Monge que Vendeu o seu Ferrari

"O Monge que Vendeu o Seu Ferrari é um best-seller inquestionável que oferece aos leitores uma série de lições simples e eficazes sobre como viver melhor. Combinando de uma forma inovadora a sabedoria espiritual do Oriente com os princípios ocidentais de sucesso e trabalho, mostra, passo a passo, como viver uma vida de coragem, equilíbrio, alegria"

 

Li este livro no seguimento das minhas reflexões do mês de Dezembro. Preciso de melhorar a minha visão sobre a vida, bem como a minha saúde física e mental e este livro ajudou-me a dar os primeiros passos

 

Este livro trata-se de uma fábula, onde um advogado de sucesso, Julián, depois de sofrer um enfarte, decide vender tudo e partir para a Índia, onde esperava iniciar uma jornada de auto conhecimento. Eventualmente, Julián regressa à sua cidade e partilha tudo aquilo que aprendeu ao longo da sua aventura com aquele que considerava ser seu amigo

 

Em menos de 200 páginas, Robin Sharma conta uma pequena estória recheada de conhecimentos importantes para as nossas vidas. Entre outras coisas, fala nas sete virtudes intemporais para uma vida melhor:

 

Dominar a mente

Cumprir com os objectivos a que nos propomos

Praticar o kaizen (melhoria contínua)

Viver com disciplina

Respeitar o nosso tempo

Servir os outros de forma altruísta

Viver no presente

 

Podia-se dizer que são coisas que toda a gente sabe, mas basta passar alguns minutos a observar as pessoas na rua para nos apercebemos que isso não acontece. Aliás, basta eu parar um pouco e reflectir para o meu quotidiano para saber que, apesar de ter o conhecimento daquilo que deveria fazer para melhorar a minha vida, verifico que não o faço. Temos a tendência que atirar as culpas para a falta de tempo, mas o que acontece na realidade é que damos prioridade ao que não nos faz feliz. Este livro permitiu-me parar e reflectir um pouco mais naquilo que faço. E, apesar de só ter lido na semana passada, posso dizer que me fez querer mudar mais algumas coisas. Obviamente, não se obterá mudanças de um dia para o outro, mas dei por mim a fazer certas coisas de um modo diferente do que fazia anteriormente

 

Para mim, foi um excelente livro e que sei que o irei reler várias vezes ao longo da minha vida

 

2019-01-27 09.34.44 3.jpg

 

 

Livros Lidos: O Poder

"Quando as raparigas ganham o poder de causar sofrimento e morte, quais serão as consequências?
E se, um dia, as raparigas ganhassem subitamente o estranho poder de infligir dor excruciante e morte? De magoar, torturar e matar? Quando o mundo se depara com esse estranho fenómeno, a sociedade tal como a conhecemos desmorona e os papéis são invertidos. Ser mulher torna-se sinónimo de poder e força, ao passo que os homens passam a ter medo de andar na rua, sozinhos à noite"

 

Este livro foi uma leitura intrigante. Só ouvia críticas pouco positivas, mas o conceito que apresentava deixava-me demasiado curiosa. Imaginar que os homens se tornam no sexo mais fraco, as mulheres governam o mundo e quão diferente (ou não) o mundo seria.. A maioria de nós, mulheres, gosta de pensar que o mundo seria melhor, mas este livro mostra uma outra realidade que, mesmo que não gostemos, é possível de acontecer. Uma realidade onde as mulheres, fartas de serem abusadas, desrespeitadas e humilhadas, vêm o aparecimento deste poder como a possibilidade de se vingarem. Vingança essa que, com o passar dos anos, começa a assemelhar-se com os maus-tratos que elas próprias sofriam nas mãos dos homens

 

“Gender is a shell game. What is a man? Whatever a woman isn't. What is a woman? Whatever a man is not. Tap on it and it's hollow. Look under the shells: it's not there.”

 

Gostei de ler este livro. É um livro interessante que me deixou a pensar na nossa realidade e a reflectir no comportamento humano. No entanto, acho que esta utopia podia ter sido melhor explorada. A história foi desenvolvida a um ritmo rápido, deixando muita coisa por contar e explorar. E a forma como terminou, abrupta e ambígua. Gostava que houvesse uma continuação, onde este conceito fosse explorado com um pouco mais de profundidade

 

Para mim, não se trata de um livro feminista, mas sim um livro sobre poder e a natureza humana e, por isso, um livro a ler

“One of them says, 'Why did they do it?'
And the other answers, 'Because they could.'
That is the only answer there ever is.”  

 

IMG_20181227_121123_320[1].jpg

 

Balanço Literário de 2018

O ano está mesmo a acabar e, como é hábito, está na hora dos típicos balanços do ano. E eu decidi juntar-me à festa (sorry, not sorry!)

 

Para este ano, tinha estabelecido a meta de 52 livros lidos, ou seja, 1 livro por semana. No entanto, não consegui chegar a essa meta, ficando em 47 livros. Não estou triste, nem desmotivada com este número, pois tenho a noção de que me deixei influenciar pelo cansaço e pela preguiça ao longo do ano e que nas últimas semanas mal peguei num livro. Mas este número e as suas origens fizeram-me reflectir e criar um objectivo para o próximo ano: ler uma hora por dia. Já tenho andado a implementar isto, mas, como estou de férias, é fácil de cumprir esta hora de leitura. O verdadeiro desafio será quando regressar ao trabalho. O motivo pelo qual decidi criar este objectivo não está relacionado com o número de livros que quero ler, mas sim com o demasiado tempo que desperdiço em coisas que não são importantes (a.k.a. redes sociais)

 

Regressando aos livros lidos em 2018, dei 5 estrelas no Goodreads a 18 livros. Mas o meu preferido foi, sem qualquer dúvida, Call Me by Your Name, que li no início do ano e pelo qual ainda suspiro. Reparei, também, que este ano li mais livro de não-ficção e que não me deixei estar num só género literário, o que me deixa bastante satisfeita. Irei tentar que as leituras do próximo ano sejam ainda mais diversas e interessantes como as deste ano

 

Tenho vários livros por ler e planeio atacar nos primeiros meses do próximo ano os livros que comprei nestes últimos meses do ano. Quando os acabar de ler é que irei comprar mais livros (e já tenho vários em mente). O próximo ano promete ser interessante

 

IMG_20180203_110438.jpg

 

 

Livros Lidos: Outono

Se há coisa que estou grata deste ano é de ter conhecido a escrita de Ali Smith. Depois de Amor Livre e de A Primeira Pessoa e Outras Histórias, chegou a vez de Outono

 

Este livro gira em torno da amizade entre Elisabeth Demand e Daniel Gluck, amizade construída após Elisabeth se ter mudado, ainda criança, com a sua mãe para a casa ao lado de Daniel, o "velho maricas" que "provavelmente nem sabe falar bem inglês" (palavras da mãe)

 

Esta amizade nasceu após Elisabeth ter escrito um texto sobre o vizinho para a escola e que a sua mãe achou que deveria mostrar a Daniel

 

" Retrato escrito do nosso vizinho do lado

O vizinho da porta ao lado da nossa nova casa para a qual nos mudámos é o vizinho mais elegante que tive até agora. Ele não é velho. A minha mãe não me deixa fazer-lhe as perguntas que me disseram para fazer sobre o que é ser vizinho para o projeto dos retratos em palavras que é obrigatório fazer-mos. Ela diz que não me deixa ir incomodá-lo. Ela disse que nos vai comprar um leitor de VHS novo e a cassete da Bela e o Monstro se eu fingir que faço as perguntas em vez de as fazê-las na vida real. Para ser sincera preferia não ter a cassete nem o leitor VHS preferia perguntar-lhe-as, como é ter visinhos novos e para ele como é ser vizinho. Aqui estão as perguntas que eu lhe perguntava 1 como é ter vizinhos 2 como é ser vizinho 3 como é ter idade de velho mas não ser velho 4 porque é que a casa dele está cheia de imagens porque é que não são como as imagens que temos na nossa casa e finalmente 5 porque é que está música a tocar sempre que se passa perto da porta da rua do nosso vizinho do lado"

 

Ao longo do livro temos a possibilidade de conhecer partes da infância da Elisabeth, a sua relação com a mãe e a sua amizade com Daniel, interligadas com a Elisabeth após o Brexit e o Daniel acamado num lar hospitalar

 

"Por todo o país havia angústia e júbilo"

 

Eu adoro a escrita de Ali Smith. É uma escrita incrivelmente fluída, que interliga o passado e presente de forma perfeita, com interrupções nos sítios certos,  sem que se quebre o ritmo de leitura. Para mim, é uma escrita viciante e, neste livro em particular, me custou chegar às últimas páginas, pois eu só queria poder mais. Felizmente, não terei de esperar muito, pois já saiu em Portugal o segundo livro da saga, Inverno

 

"Amo-o"

 

2018-11-13 08.49.10 2.jpg

 

Livros Lidos: Em Defesa do Erotismo

Este é um daqueles livros que ainda não vi alguém a falar e, no entanto, deveria ser lido e falado

 

Vivemos numa sociedade presa ao prazer fácil, em que o sexo se encontra banalizado e que, mesmo assim, devido ao tabu que ainda existe e às ideais sexistas, vivemos sexualmente insatisfeitos. Este livro pode ser considerado um pequeno guia para podermos conhecer o que realmente é o erotismo, o impacto deste na nossa vida e como é que ele se relaciona com o sexo

 

Se a nossa sexualidade fosse um corpo humano, o erotismo seria o coração

 

Este livro encontra-se divido em várias partes. Após o prefácio de Francisco Allen Gomes, a autora explica, brevemente, o porquê deste livro. Introduz-se o erotismo, explica-se como este vai evoluindo numa relação e a diferença entre o erotismo e a intimidade

 

A intimidade gera conexão. O erotismo precisa de separação

 

De seguida, aborda-se o tema da masturbação, o sexo na sociedade actual e o rápido acesso que temos a este. Discute-se, também, (e pertinentemente) as diferentes sexualidade e o sexo na terceira idade (não há muitos livros que abordam isto, pois não?). O livro termina com a explicação da autora do porquê ser necessário defender o erotismo

 

O grande inimigo da sexualidade na idade sénior não é só a falta de saúdes e os respectivos tratamentos, mas sim as crenças sociais e atitudes negativas face à sexualidade das pessoas idosas

 

Gostei imenso deste livro e da forma como a autora abordou os diferentes temas e como os organizou. Verifica-se um foco na sexualidade feminina, mas é um foco necessário. Nos dias que correm, uma mulher sexualmente activa e que sabe o que quer e luta por isso ainda assusta muita gente e é mal vista. Este livro ajuda a quebrar algumas das ideias mal-formadas em torno da sexualidade nas mulheres

 

As raparigas não são socializadas para perseguir o prazer sexual

 

Felizmente, foram mencionados alguns livros interessantes ao longo deste, senão estaria, neste momento, aborrecida por não saber por onde aprofundar estes temas

 

2018-09-06_09.30.52_1[1].jpg

 

 

Livros Lidos: They Both Die in the End

Este ano foi o ano em que descobri os livro Young Adult. Sempre que ouvia falar deste género, pensava sempre em John Green e a corrente dramática que houve em torno de A Culpa é das Estrelas (tenho a tendência de me afastar dos livros que têm muito "barulho"). No entanto, este ano lá me rendi ao género.

 

Entire lives aren't lessons, but there are lessons in lives

 

Este livro deixou-me intrigada mal li a sinopse. Passa-se num presente alternativo, onde existe um sistema que avisa as pessoas que irão morrer nesse mesmo dia - Death-Cast. Mateo Torrez e Rufus Emeterio são dois jovens que recebem essa fatídica chamada e, por diferentes motivos, decidem utilizar a aplicação Last Friend. Nesta aplicação, as pessoas que receberam a tal chamada (denominados de Deckers) podem conhecer pessoas na mesma situação (ou não) e arranjarem um amigo para passarem o seu último dia. E é assim que Mateo e Rufus se conhecem, desafiando-se, mutuamente, a passarem o dia juntos e a torna-lo inesquecível.

 

You may be born into a family, but you walk into friendships. Some you’ll discover you should put behind you. Others are worth every risk

 

Foi um livro angustiante de ler, pois desde o início que já se sabia que ambas as personagens iriam morrer. No entanto, à medida que ia prosseguindo a história, foi sendo alimentada uma pequena esperança que, no fundo, eles não iriam morrer. A maneira como cada um lidou com a chamada e a capacidade de quererem tornar o seu último dia inesquecível fez-me pensar, bastante, no que eu faria se estivesse nessa mesma situação. Fez-me, de igual forma, pensar como desperdiço o meu dia-a-dia com coisas inúteis e superficiais, enquanto que poderia tornar os meus dias um pouco mais significativos.

 

I've spent years living safely to secure a longer life, and look where that's gotten me. I'm at the finish line but I never ran the race

 

É um livro que toca em assuntos importantes, como a morte, o luto, a adolescência, LGBTQ e o impacto de avanços tecnológicos. Honestamente, não sei se quereria viver num mundo onde as pessoas são avisadas que vão morrer nesse dia. Os meus níveis de ansiedade estariam constantemente elevados e, aí sim, iria passar os meus dias focando no que é desnecessário.

 

I cannot tell you how you will survive without me. I cannot tell you how to mourn me.  I cannot convince you to not feel guilty if you forget the anniversary of my death, or if you realize days or weeks or months have gone by without thinking about me. I just want you to live

 

Gostei imenso do livro e de como o autor conseguiu juntar dois personagens diferentes e que combinam muito bem. Gostei, também, da forma como a história é contada, com um narrador omnisciente, que vai contando a história misturando os pontos de vista. Vão aparecendo personagens que, inicialmente, não faz qualquer sentido que elas lá estejam, mas que no final se percebe o seu papel na história.

 

Maybe it's better to have gotten it right and been happy for one day instead of living a lifetime of wrongs

 

Para quem gosta de livros com finais felizes, não leiam este livro. Se gostam quando o livro não acaba bem, força.

 

People have their timestamps on how long you should know someone before earning the right to say it, but I wouldn't like to you no matter how little time we have. People waste time and wait for the right moment and we don't have that luxury. If we had our entire lives ahead of us I bet you'd get tired of me telling you how much I love you because I'm positive that's the path we were heading on. But because we're about to die, I want to say it as many times as I want--I love you, I love you, I love you, I love you

 

 

 

IMG_20180814_214735_504.jpg

 

 

Livro lidos: The Year of Magical Thinking

A primeira vez que ouvi falar em Joan Didion foi devido a um texto dela sobre a importância de manter um diário. Li o texto em causa e gostei, imediatamente, da forma como Didion escreve. No entanto, só me convenci a ler um livro dela após ter visto o documentário da Netflix, Joan Didion: The Center Will Not Hold. Decidi começar por The Year of Magical Thinking.

 

“Life changes in the instant. The ordinary instant."

 

Escolhi este livro por achar mais apropriado após a visualização do documentário. Já sabia sobre o que falava e, por isso, decidi, como na gíria se diz, enfrentar o touro pelos cornos. Este livro trata-se de uma reflexão do ano que se seguiu à morte do marido de Joan, John Gregory Dunne. Dunne morreu alguns dias após a filha deles ser internada no hospital por causa de uma pneumonia e em perigo de vida. Ao longo do livro, Didion relata o que foi acontecendo ao longo desse ano e de que forma ela foi reagindo às adversidades que lhe foram aparecendo.

 

“A single person is missing for you, and the whole world is empty.” 

 

Não é um livro difícil de ler, pois a escrita de Joan é simples e concisa. No entanto, devido ao tema que é abordado (o luto), não se pode dizer que seja um livro fácil de ler. Para alguém que ainda não perdeu @ parceir@ de vida, a leitura deste livro permitiu-me entender melhor o sofrimento provocado por tamanha perda. Para alguém que tenha perdido alguém assim tão próximo, talvez seja um pouco reconfortante entender que não está sozinh@.

 

Foi um livro que me deixou com um aperto no peito e uma vontade de abraçar quem me é próximo. E creio que o próximo livro que irei ler de Joan Didion também me irá deixar de lágrimas nos olhos.

 

"I know why we try to keep the dead alive: we try to keep them alive in order to keep them with us. I also know that if we are to live ourselves there comes a point at which we must relinquish the dead, let them go, keep them dead."

 

 

2018-01-27_09.21.05_1[1].jpg

 

 

 

Livros lidos: Wishful Drinking

Sou fã de Carrie Fisher desde o dia que a vi em Star Wars. Com o passar dos tempos e o aparecimento das redes sociais, Carrie Fisher tornou-se numa das minhas personalidades favoritas. Mas, estupidamente, nunca tinha lido um livro dela. Há uns meses atrás, "tropecei" numa promoção e acabei por comprar o meu primeiro livro de Fisher, Wishful Drinking, que foi o seu primeiro livro de não-ficção. Nest livro, ela conta como foi crescer com Debbie Reynolds como mãe e Eddie Fisher como pai, como foi a sua relação com os casamentos destes, a sua relação com Paul Simon e Bryan Lourd (pai da sua filha Billie Lourd), e a sua relação com o álcool, as drogas e a bipolaridade.

 

É um livro recheado de piadas, trocadilhos e sarcasmo, muito sarcasmo. Demorei menos de 24 horas a ler este livro, por tão viciante que era a escrita. Fisher fala da sua vida com tal leveza, que leva uma pessoa a pensar que, de facto, devíamos levar a vida com menos seriedade e mais humor.

 

A escrita de Carrie Fisher tornou-se o mais recente motivo para a adorar e já tenho em mente o próximo livro dela que irei adquirir: Shockaholic.

 

 

"Resentment is like drinking a poison and waiting for the other person to die"

 

"If my life wasn't funny, it would just be true, and that is unacceptable"

 

"You know how they say that religion is the opiate of the masses? Well, I took masses of opiates religiously"

 

 

2017-09-20_02.07.46_1[1].jpg

 

Mais sobre mim

imagem de perfil

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D