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Tu tens a mania

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Livros Lidos: O Monge que Vendeu o seu Ferrari

"O Monge que Vendeu o Seu Ferrari é um best-seller inquestionável que oferece aos leitores uma série de lições simples e eficazes sobre como viver melhor. Combinando de uma forma inovadora a sabedoria espiritual do Oriente com os princípios ocidentais de sucesso e trabalho, mostra, passo a passo, como viver uma vida de coragem, equilíbrio, alegria"

 

Li este livro no seguimento das minhas reflexões do mês de Dezembro. Preciso de melhorar a minha visão sobre a vida, bem como a minha saúde física e mental e este livro ajudou-me a dar os primeiros passos

 

Este livro trata-se de uma fábula, onde um advogado de sucesso, Julián, depois de sofrer um enfarte, decide vender tudo e partir para a Índia, onde esperava iniciar uma jornada de auto conhecimento. Eventualmente, Julián regressa à sua cidade e partilha tudo aquilo que aprendeu ao longo da sua aventura com aquele que considerava ser seu amigo

 

Em menos de 200 páginas, Robin Sharma conta uma pequena estória recheada de conhecimentos importantes para as nossas vidas. Entre outras coisas, fala nas sete virtudes intemporais para uma vida melhor:

 

Dominar a mente

Cumprir com os objectivos a que nos propomos

Praticar o kaizen (melhoria contínua)

Viver com disciplina

Respeitar o nosso tempo

Servir os outros de forma altruísta

Viver no presente

 

Podia-se dizer que são coisas que toda a gente sabe, mas basta passar alguns minutos a observar as pessoas na rua para nos apercebemos que isso não acontece. Aliás, basta eu parar um pouco e reflectir para o meu quotidiano para saber que, apesar de ter o conhecimento daquilo que deveria fazer para melhorar a minha vida, verifico que não o faço. Temos a tendência que atirar as culpas para a falta de tempo, mas o que acontece na realidade é que damos prioridade ao que não nos faz feliz. Este livro permitiu-me parar e reflectir um pouco mais naquilo que faço. E, apesar de só ter lido na semana passada, posso dizer que me fez querer mudar mais algumas coisas. Obviamente, não se obterá mudanças de um dia para o outro, mas dei por mim a fazer certas coisas de um modo diferente do que fazia anteriormente

 

Para mim, foi um excelente livro e que sei que o irei reler várias vezes ao longo da minha vida

 

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Pausas do dia

No passado mês de Dezembro desafiei-me a passar mais tempo a ler. Inicialmente, a minha ideia seria obrigar-me a ler mais ao final do dia, pois é a altura que tenho mais tempo e que podia ler mais. No entanto, isso não aconteceu

 

Acabei por começar a ler mais no início da manhã e na hora do almoço. Tenho conseguido ler durante uns 20 minutos antes de começar a trabalhar e entre 15 a 20 minutos durante a hora de almoço. Ou seja, sem querer, consegui atingir o meu objectivo de ler durante 60 minutos num dia meramente começando a ler durante o dia, em vez de só no final do dia

 

Eu já lia durante o dia, para ser sincera. Sempre li durante a minha hora de almoço, mas não me tinha comprometido a concentrar-me na leitura. Tinha a tendência de interromper a leitura para conversar ou para pesquisar algo. Mas agora, obrigo-me a que sempre que pego no livro, me dedico a 100% a ler. E tem-me ajudado tanto a fazer um mini reset mental e a enfrentar a tarde com a mente mais relaxada e focada

 

No final do dia, continua a ser um pouco difícil de ler mais. Isto deve-se ao cansaço e ao facto de ter de preparar as refeições. Existem dias que, de forma inesperada, só me apetece ler assim que chego a casa e acabo por passar um par de horas a ler. Infelizmente, não é algo que me aconteça semanalmente

 

No fundo, isto tudo é para dizer que ler é, de facto, um excelente anti-stress e uma maravilhosa maneira de fugir à realidade e a viajar sem sair do sítio

 

 

 

 

Livros Lidos: O Poder

"Quando as raparigas ganham o poder de causar sofrimento e morte, quais serão as consequências?
E se, um dia, as raparigas ganhassem subitamente o estranho poder de infligir dor excruciante e morte? De magoar, torturar e matar? Quando o mundo se depara com esse estranho fenómeno, a sociedade tal como a conhecemos desmorona e os papéis são invertidos. Ser mulher torna-se sinónimo de poder e força, ao passo que os homens passam a ter medo de andar na rua, sozinhos à noite"

 

Este livro foi uma leitura intrigante. Só ouvia críticas pouco positivas, mas o conceito que apresentava deixava-me demasiado curiosa. Imaginar que os homens se tornam no sexo mais fraco, as mulheres governam o mundo e quão diferente (ou não) o mundo seria.. A maioria de nós, mulheres, gosta de pensar que o mundo seria melhor, mas este livro mostra uma outra realidade que, mesmo que não gostemos, é possível de acontecer. Uma realidade onde as mulheres, fartas de serem abusadas, desrespeitadas e humilhadas, vêm o aparecimento deste poder como a possibilidade de se vingarem. Vingança essa que, com o passar dos anos, começa a assemelhar-se com os maus-tratos que elas próprias sofriam nas mãos dos homens

 

“Gender is a shell game. What is a man? Whatever a woman isn't. What is a woman? Whatever a man is not. Tap on it and it's hollow. Look under the shells: it's not there.”

 

Gostei de ler este livro. É um livro interessante que me deixou a pensar na nossa realidade e a reflectir no comportamento humano. No entanto, acho que esta utopia podia ter sido melhor explorada. A história foi desenvolvida a um ritmo rápido, deixando muita coisa por contar e explorar. E a forma como terminou, abrupta e ambígua. Gostava que houvesse uma continuação, onde este conceito fosse explorado com um pouco mais de profundidade

 

Para mim, não se trata de um livro feminista, mas sim um livro sobre poder e a natureza humana e, por isso, um livro a ler

“One of them says, 'Why did they do it?'
And the other answers, 'Because they could.'
That is the only answer there ever is.”  

 

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Balanço Literário de 2018

O ano está mesmo a acabar e, como é hábito, está na hora dos típicos balanços do ano. E eu decidi juntar-me à festa (sorry, not sorry!)

 

Para este ano, tinha estabelecido a meta de 52 livros lidos, ou seja, 1 livro por semana. No entanto, não consegui chegar a essa meta, ficando em 47 livros. Não estou triste, nem desmotivada com este número, pois tenho a noção de que me deixei influenciar pelo cansaço e pela preguiça ao longo do ano e que nas últimas semanas mal peguei num livro. Mas este número e as suas origens fizeram-me reflectir e criar um objectivo para o próximo ano: ler uma hora por dia. Já tenho andado a implementar isto, mas, como estou de férias, é fácil de cumprir esta hora de leitura. O verdadeiro desafio será quando regressar ao trabalho. O motivo pelo qual decidi criar este objectivo não está relacionado com o número de livros que quero ler, mas sim com o demasiado tempo que desperdiço em coisas que não são importantes (a.k.a. redes sociais)

 

Regressando aos livros lidos em 2018, dei 5 estrelas no Goodreads a 18 livros. Mas o meu preferido foi, sem qualquer dúvida, Call Me by Your Name, que li no início do ano e pelo qual ainda suspiro. Reparei, também, que este ano li mais livro de não-ficção e que não me deixei estar num só género literário, o que me deixa bastante satisfeita. Irei tentar que as leituras do próximo ano sejam ainda mais diversas e interessantes como as deste ano

 

Tenho vários livros por ler e planeio atacar nos primeiros meses do próximo ano os livros que comprei nestes últimos meses do ano. Quando os acabar de ler é que irei comprar mais livros (e já tenho vários em mente). O próximo ano promete ser interessante

 

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Prendas de Natal

Já é tradição ser eu a comprar os livros que recebo no Natal e este ano não foi diferente. Curiosamente, os livros comprados foram adquiridos em promoções e em português.

 

No ano passado, adquiri 7 livros em inglês e este ano foram 4 livros em português (e um deles é um senhor calhamaço)

 

 

2666 - Roberto Bolaño

 

O que liga quatro germanistas europeus (unidos pela paixão física e pela paixão intelectual pela obra de Benno von Archimboldi) ao repórter afro-americano Oscar Fate, que viaja até ao México para fazer a cobertura de um combate de boxe? O que liga este último a Amalfitano, um professor de filosofia, melancólico e meio louco, que se instala com a filha, Rosa, na cidade fronteiriça de Santa Teresa? O que liga o forasteiro chileno à série de homicídios de contornos macabros que vitimam centenas de mulheres no deserto de Sonora? E o que liga Benno von Archimboldi, o secreto e misterio-so escritor alemão do pós-guerra, a essas mulheres barbaramente violadas e assassinadas? 2666

 

 

Sobre Bowie - Rob Sheffield

 

O mundo da música mudou para sempre a 10 de janeiro de 2016. Apenas dois dias depois da edição de Blackstar, o último álbum de David Bowie, a notícia da morte do artista londrino provocou uma perturbadora surpresa entre fãs, admiradores e conhecedores da sua música
Foi quase tão chocante como a sua carreira, feita de experimentalismos sonoros, de ruturas e de um modernismo avassalador
Neste livro, Rob Sheffield, crítico e editor da Rolling Stone, partilha as suas observações e emoções mais intensas numa viagem pessoal, mas abrangente, pela vida e obra do músico britânico

 

 

O Monge que Vendeu o Seu Ferrari - Robin Sharma

 

O Monge que Vendeu o Seu Ferrari é um best-seller inquestionável que oferece aos leitores uma série de lições simples e eficazes sobre como viver melhor. Combinando de uma forma inovadora a sabedoria espiritual do Oriente com os princípios ocidentais de sucesso e trabalho, mostra, passo a passo, como viver uma vida de coragem, equilíbrio, alegria

 

 

A Arte Subtil de Saber Dizer Que Se F*da -  Mark Manson

 

Uma abordagem que nos desafia os instintos e nos força a questionar tudo o que sabemos sobre a vida
Durante décadas convenceram-nos de que o pensamento positivo era a chave para uma vida rica e feliz. Mas esses dias chegaram ao fim. Que se f*da o pensamento positivo! Mark Manson acredita que a sociedade está contaminada por grandes doses de treta e de expectativas ilusórias em relação a nós próprios e ao mundo.
Recorrendo a um estilo brutalmente honesto, Manson mostra-nos que o caminho para melhorar a nossa vida requer aprender a lidar com a adversidade. Aconselha-nos a conhecer os nossos limites e a aceitá-los, pois no momento em que reconhecemos os nossos receios, falhas e incertezas, podemos começar a enfrentar as verdades dolorosas e a focar-nos no que realmente importa
Recheado de humor e experiências de vida, A Arte Subtil De Saber Dizer Que Se F*da é o soco no estômago que as novas gerações precisam para não se perderem num mundo cada vez mais fútil

 

 

 

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Livros Lidos: Outono

Se há coisa que estou grata deste ano é de ter conhecido a escrita de Ali Smith. Depois de Amor Livre e de A Primeira Pessoa e Outras Histórias, chegou a vez de Outono

 

Este livro gira em torno da amizade entre Elisabeth Demand e Daniel Gluck, amizade construída após Elisabeth se ter mudado, ainda criança, com a sua mãe para a casa ao lado de Daniel, o "velho maricas" que "provavelmente nem sabe falar bem inglês" (palavras da mãe)

 

Esta amizade nasceu após Elisabeth ter escrito um texto sobre o vizinho para a escola e que a sua mãe achou que deveria mostrar a Daniel

 

" Retrato escrito do nosso vizinho do lado

O vizinho da porta ao lado da nossa nova casa para a qual nos mudámos é o vizinho mais elegante que tive até agora. Ele não é velho. A minha mãe não me deixa fazer-lhe as perguntas que me disseram para fazer sobre o que é ser vizinho para o projeto dos retratos em palavras que é obrigatório fazer-mos. Ela diz que não me deixa ir incomodá-lo. Ela disse que nos vai comprar um leitor de VHS novo e a cassete da Bela e o Monstro se eu fingir que faço as perguntas em vez de as fazê-las na vida real. Para ser sincera preferia não ter a cassete nem o leitor VHS preferia perguntar-lhe-as, como é ter visinhos novos e para ele como é ser vizinho. Aqui estão as perguntas que eu lhe perguntava 1 como é ter vizinhos 2 como é ser vizinho 3 como é ter idade de velho mas não ser velho 4 porque é que a casa dele está cheia de imagens porque é que não são como as imagens que temos na nossa casa e finalmente 5 porque é que está música a tocar sempre que se passa perto da porta da rua do nosso vizinho do lado"

 

Ao longo do livro temos a possibilidade de conhecer partes da infância da Elisabeth, a sua relação com a mãe e a sua amizade com Daniel, interligadas com a Elisabeth após o Brexit e o Daniel acamado num lar hospitalar

 

"Por todo o país havia angústia e júbilo"

 

Eu adoro a escrita de Ali Smith. É uma escrita incrivelmente fluída, que interliga o passado e presente de forma perfeita, com interrupções nos sítios certos,  sem que se quebre o ritmo de leitura. Para mim, é uma escrita viciante e, neste livro em particular, me custou chegar às últimas páginas, pois eu só queria poder mais. Felizmente, não terei de esperar muito, pois já saiu em Portugal o segundo livro da saga, Inverno

 

"Amo-o"

 

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Livros Lidos: Em Defesa do Erotismo

Este é um daqueles livros que ainda não vi alguém a falar e, no entanto, deveria ser lido e falado

 

Vivemos numa sociedade presa ao prazer fácil, em que o sexo se encontra banalizado e que, mesmo assim, devido ao tabu que ainda existe e às ideais sexistas, vivemos sexualmente insatisfeitos. Este livro pode ser considerado um pequeno guia para podermos conhecer o que realmente é o erotismo, o impacto deste na nossa vida e como é que ele se relaciona com o sexo

 

Se a nossa sexualidade fosse um corpo humano, o erotismo seria o coração

 

Este livro encontra-se divido em várias partes. Após o prefácio de Francisco Allen Gomes, a autora explica, brevemente, o porquê deste livro. Introduz-se o erotismo, explica-se como este vai evoluindo numa relação e a diferença entre o erotismo e a intimidade

 

A intimidade gera conexão. O erotismo precisa de separação

 

De seguida, aborda-se o tema da masturbação, o sexo na sociedade actual e o rápido acesso que temos a este. Discute-se, também, (e pertinentemente) as diferentes sexualidade e o sexo na terceira idade (não há muitos livros que abordam isto, pois não?). O livro termina com a explicação da autora do porquê ser necessário defender o erotismo

 

O grande inimigo da sexualidade na idade sénior não é só a falta de saúdes e os respectivos tratamentos, mas sim as crenças sociais e atitudes negativas face à sexualidade das pessoas idosas

 

Gostei imenso deste livro e da forma como a autora abordou os diferentes temas e como os organizou. Verifica-se um foco na sexualidade feminina, mas é um foco necessário. Nos dias que correm, uma mulher sexualmente activa e que sabe o que quer e luta por isso ainda assusta muita gente e é mal vista. Este livro ajuda a quebrar algumas das ideias mal-formadas em torno da sexualidade nas mulheres

 

As raparigas não são socializadas para perseguir o prazer sexual

 

Felizmente, foram mencionados alguns livros interessantes ao longo deste, senão estaria, neste momento, aborrecida por não saber por onde aprofundar estes temas

 

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Livros Lidos: They Both Die in the End

Este ano foi o ano em que descobri os livro Young Adult. Sempre que ouvia falar deste género, pensava sempre em John Green e a corrente dramática que houve em torno de A Culpa é das Estrelas (tenho a tendência de me afastar dos livros que têm muito "barulho"). No entanto, este ano lá me rendi ao género.

 

Entire lives aren't lessons, but there are lessons in lives

 

Este livro deixou-me intrigada mal li a sinopse. Passa-se num presente alternativo, onde existe um sistema que avisa as pessoas que irão morrer nesse mesmo dia - Death-Cast. Mateo Torrez e Rufus Emeterio são dois jovens que recebem essa fatídica chamada e, por diferentes motivos, decidem utilizar a aplicação Last Friend. Nesta aplicação, as pessoas que receberam a tal chamada (denominados de Deckers) podem conhecer pessoas na mesma situação (ou não) e arranjarem um amigo para passarem o seu último dia. E é assim que Mateo e Rufus se conhecem, desafiando-se, mutuamente, a passarem o dia juntos e a torna-lo inesquecível.

 

You may be born into a family, but you walk into friendships. Some you’ll discover you should put behind you. Others are worth every risk

 

Foi um livro angustiante de ler, pois desde o início que já se sabia que ambas as personagens iriam morrer. No entanto, à medida que ia prosseguindo a história, foi sendo alimentada uma pequena esperança que, no fundo, eles não iriam morrer. A maneira como cada um lidou com a chamada e a capacidade de quererem tornar o seu último dia inesquecível fez-me pensar, bastante, no que eu faria se estivesse nessa mesma situação. Fez-me, de igual forma, pensar como desperdiço o meu dia-a-dia com coisas inúteis e superficiais, enquanto que poderia tornar os meus dias um pouco mais significativos.

 

I've spent years living safely to secure a longer life, and look where that's gotten me. I'm at the finish line but I never ran the race

 

É um livro que toca em assuntos importantes, como a morte, o luto, a adolescência, LGBTQ e o impacto de avanços tecnológicos. Honestamente, não sei se quereria viver num mundo onde as pessoas são avisadas que vão morrer nesse dia. Os meus níveis de ansiedade estariam constantemente elevados e, aí sim, iria passar os meus dias focando no que é desnecessário.

 

I cannot tell you how you will survive without me. I cannot tell you how to mourn me.  I cannot convince you to not feel guilty if you forget the anniversary of my death, or if you realize days or weeks or months have gone by without thinking about me. I just want you to live

 

Gostei imenso do livro e de como o autor conseguiu juntar dois personagens diferentes e que combinam muito bem. Gostei, também, da forma como a história é contada, com um narrador omnisciente, que vai contando a história misturando os pontos de vista. Vão aparecendo personagens que, inicialmente, não faz qualquer sentido que elas lá estejam, mas que no final se percebe o seu papel na história.

 

Maybe it's better to have gotten it right and been happy for one day instead of living a lifetime of wrongs

 

Para quem gosta de livros com finais felizes, não leiam este livro. Se gostam quando o livro não acaba bem, força.

 

People have their timestamps on how long you should know someone before earning the right to say it, but I wouldn't like to you no matter how little time we have. People waste time and wait for the right moment and we don't have that luxury. If we had our entire lives ahead of us I bet you'd get tired of me telling you how much I love you because I'm positive that's the path we were heading on. But because we're about to die, I want to say it as many times as I want--I love you, I love you, I love you, I love you

 

 

 

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Livro lidos: The Year of Magical Thinking

A primeira vez que ouvi falar em Joan Didion foi devido a um texto dela sobre a importância de manter um diário. Li o texto em causa e gostei, imediatamente, da forma como Didion escreve. No entanto, só me convenci a ler um livro dela após ter visto o documentário da Netflix, Joan Didion: The Center Will Not Hold. Decidi começar por The Year of Magical Thinking.

 

“Life changes in the instant. The ordinary instant."

 

Escolhi este livro por achar mais apropriado após a visualização do documentário. Já sabia sobre o que falava e, por isso, decidi, como na gíria se diz, enfrentar o touro pelos cornos. Este livro trata-se de uma reflexão do ano que se seguiu à morte do marido de Joan, John Gregory Dunne. Dunne morreu alguns dias após a filha deles ser internada no hospital por causa de uma pneumonia e em perigo de vida. Ao longo do livro, Didion relata o que foi acontecendo ao longo desse ano e de que forma ela foi reagindo às adversidades que lhe foram aparecendo.

 

“A single person is missing for you, and the whole world is empty.” 

 

Não é um livro difícil de ler, pois a escrita de Joan é simples e concisa. No entanto, devido ao tema que é abordado (o luto), não se pode dizer que seja um livro fácil de ler. Para alguém que ainda não perdeu @ parceir@ de vida, a leitura deste livro permitiu-me entender melhor o sofrimento provocado por tamanha perda. Para alguém que tenha perdido alguém assim tão próximo, talvez seja um pouco reconfortante entender que não está sozinh@.

 

Foi um livro que me deixou com um aperto no peito e uma vontade de abraçar quem me é próximo. E creio que o próximo livro que irei ler de Joan Didion também me irá deixar de lágrimas nos olhos.

 

"I know why we try to keep the dead alive: we try to keep them alive in order to keep them with us. I also know that if we are to live ourselves there comes a point at which we must relinquish the dead, let them go, keep them dead."

 

 

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Ânsia de ler

Uma das desvantagens de se estar desempregada é que se tem muito tempo livre. Tanto tempo que uma pessoa começa a perder-se e a perder  motivação de fazer o que mais se gosta. Inevitavelmente, essa pessoa começa a sentir-se indiferente em relação aos seus hobbies e paixões, começa a sentir que estes já não lhe desperta interesse e que, em vez de a tornar feliz e relaxada, a deixa triste e desesperada.

A desvantagem de se estar empregada é a falta de tempo livre e, consequentemente, o aumento da ânsia de fazer o que mais a faz feliz.

No meu caso, são os livros. Enquanto desempregada, custava-me pegar num livro e ler. Houve, inclusive, dias em que pensar em livros me deixava ansiosa e frustrada. Agora que me encontro empregada, não perco uma oportunidade de estar com a cabeça enfiada num livro. Seja ao pequeno-almoço, nos 5 minutos antes de ter de entrar ao serviço, enquanto cozinho, etc, tenho sempre um livro por perto e dou por mim com dificuldade em pousa-lo.

Enquanto desempregada, conseguia ler um livro por semana com muito esforço. Agora, continuo a ler um livro por semana, mas leio com prazer e motivação. E eu tinha tantas saudades disso.

 

 

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