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Tu tens a mania

Tu tens a mania

Olá Outubro

Outubro sempre foi o meu mês

 

Não sei se é uma coisa astrológica por ser o mês do meu aniversário. Ou se é uma coisa psicológica por ser o mês do meu aniversário. De qualquer forma, é o mês com o qual eu mais me identifico e é o mês que me traz mais introspecção e calma

 

É, também, o mês em que a chuva, inevitavelmente, regressa. Uns anos mais tímida, outros anos mais agreste. É o mês das folhas avermelhadas e das noites frias. É o mês dos casacos de malhas e os lenços ao pescoço. E é o mês em que as minhas gatas voltam a dormir na minha cama

 

Para mim, também irá ser um mês de regressos. Estes últimos meses foram um pouco caóticos. Tinha planeado, como já é habitual, fazer um reset à rotina no mês de Setembro, mas a minha saúde decidiu pregar-me uma partida. Felizmente, e após quase três semanas de medicação, parece-me que o meu organismo começou a habituar-se ligeiramente à medicação (pelo menos, não tenho mudanças de humor tão bruscas como tinha no início da semana passada e já não me sinto tããããão exausta). Também, e porque finalmente dei ouvidos ao meu professor de yoga, comecei a praticar meditação focada meramente na respiração (eu fazia meditação guiada). No entanto, neste mês, quero começar praticar mais meditação. 5 minutos de manhã e 5 minutos à noite. Praticava sempre de manhã, mas quero incluir a noite no ritual, de modo a tentar criar condições para um sono mais relaxante e reparador

 

Planeio, também, recomeçar a escrever. Nestes meses, tenho deixado a escrita num canto, bem oculto por papelada não importante. Escrevo de manhã, apenas, no meu diário, como forma de desabafo e pequena reorganização dos meus pensamentos, mas, no entanto, isso já não me satisfaz. Tenho demasiada coisa na minha cabeça. Frustrações, opiniões, pensamentos, dúvidas. Coisas que preciso de escrever de forma a tornar claras e para que eu própria as consiga entender e parar de pensar nelas. Não significa que sejam coisas que eu irei partilhar. O meu espírito crítico, infelizmente, ainda é muito forte dentro de mim e, por isso, ainda falará mais alto ao fim de cada texto que escreverei. Mas, espero, que no final deste mês tenha conseguido trazer um pouco mais de vida a este blog. E que consiga ter uma melhor visão de mim mesma e do que quero na minha vida (pelo menos, na imediata)

 

E, por último, espero conseguir ler mais. Li praticamente nada no mês de Setembro. Estive de volta de um livro o mês inteiro (e ainda não o terminei). Estive duas semanas sem conseguir pegar num livro (nem revistas, nem jornal, nem artigos na internet, nada). Mas, com a estabilização (suponho eu) da medicação, a vontade de pegar num livro tem regressado (neste fim-de-semana consegui ler tanto como li no restante mês de Setembro) e, por isso, parece-me que irei conseguir ler mais do que no mês passado. E, por ser Outubro, mês das bruxas e dos gatos pretos, vou regressar ao mundo fantástico e pegar na trilogia da Bússula Dourada (versão inglesa, pois os livros que li na minha adolescência tinham sido emprestados). Admito que me sinto ansiosa e nervosa. Ansiosa por rever uma história que me acompanhou há muitos anos atrás, e nervosa por voltar a pegar numa história que não leio há muitos anos atrás e que eu adorava. Espero que a história se mantenha como eu me lembro

 

Acima de tudo, e isto é algo que comecei a trabalhar durante o mês de Setembro, quero continuar a aprender a levar as coisas com calma, a irritar-me menos e a dar importância ao que realmente importa

 

Meu querido mês de Outubro, já tinha saudades tuas 

 

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Olá Setembro

Sempre gostei do mês de Setembro. É o mês de regressos. É o mês em que começa o Outono. É o mês em que as folhas começam a mudar de cor. É o mês em que os dias são quentes e as noites frias. É o mês que antecede o meu aniversário. É mês da Feira do Livro do Porto e do CouraVeg. E, este ano, será o mês em que começo o desafio de perder peso

 

Eu não estou gorda. Tenho alguma gordura acumulada que até nem me chateia muito. No entanto, preciso de começar a ter cuidados maiores com a minha saúde. Preciso de inserir exercício físico na minha rotina e de começar a desenvolver alguma resistência aos doces. Há alguns meses que comecei a frequentar algumas aulas num ginásio perto de casa, mas não é suficiente. Preciso de voltar às caminhadas. O meu plano é caminhar 3 vezes por semana e tentar fazer 5 km de cada vez. Eventualmente, irei aumentar para 6km, mas dependerá de como a minha resistência se desenvolve. O mês de Setembro é ideal para isto, pois ao final do dia ainda está sol, mas já não está calor, tornando-se, assim, agradável para começar a praticar exercício físico ao ar livre

 

A nível alimentar, o desafio será dizer não aos doces na maioria dos dias (vou permitir-me a uma fatia de bolo às sextas-feiras, para comemorar o início do fim-de-semana :D). Sei que não será fácil, principalmente tendo em conta a fome emocional que tenho ao final do dia. Vou ter que descobrir métodos que me ajudem a melhorar a forma como lido com os problemas que o meu trabalho me provoca, de modo a impedir que este me prejudique a vida fora das 8 horas de trabalho

 

Não irei entrar em paranóia. Tenho uma meta relativamente pequena e fácil de cumprir. Agora basta eu ter força de vontade de a cumprir e de não permitir que os outros interfiram com os meus objectivos

 

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Hábitos

Uma coisa que sempre me custou (e ainda custa) bastante é quebrar os maus hábitos.

 

Sou preguiçosa, gosto de comer, perco demasiado tempo nas redes sociais, passo os dias a queixar-me do trabalho que tenho e não gosto, deito-me tarde quando tenho que acordar cedo, carrego no snooze todos os dias (e não sei como é que só carrego uma vez). A minha actividade física resume-se à correria que tenho que fazer durante as 8h de trabalho, a minha postura piora a cada dia e começo a queixar-me das costas, encharco-me em açúcar quando chego a casa  (e já consumi bem mais do que tenho comido por estes dias) e o meu quarto está mais desarrumado do que sei lá o quê, apesar de o tentar arrumar todos os dias.

 

Diariamente, deito-me à noite, repetindo interiormente mantras como "Amanhã irei ser diferente", "Amanhã vou tentar começar a quebrar o hábito x", e por aí fora. No entanto, assim que acordo, cheia de sono, a minha mão carrega no snooze antes de o meu cérebro se aperceber do que se passou.

 

Admiro as pessoas que conseguem alterar os seus hábitos e, consequentemente, mudar as suas vidas. Admiro a sua força de vontade e determinação. E admiro a sua capacidade de não desistir.

 

Mas, para esta velha caquética que ainda está na casa dos 20, não é fácil ser determinada. A minha força de vontade é fugaz ao ponto de já ter desaparecido quando noto que ela tinha aparecido. E a preguiça é a rainha do meu corpo (e mente!).

 

Tenho que admitir que já sinto cansada de me sentir assim. De sentir que estou a perder contra mim própria. Porém, é-me igualmente cansativo lutar contra mim mesma. O convencer-me a ser melhor do que tenho sido exige um esforço mental de tal tamanho que fico exausta e enfio-me no meu canto a fazer de conta que não tenho qualquer problema para resolver. A gratificação instantânea é tão apetecível que acabo por compensar a exaustão emocional por um (grande) pedaço de chocolate.

 

Tenho a noção da necessidade de dar passos pequeninos para conseguir alterar os meus hábitos e mantê-los. Mas ainda não consegui descobrir o quão pequeninos têm de ser os meus passos para que isso aconteça.

 

Gostava de ser optimista e dizer que irei consegui. Mas vou continuar a ser meia pessimista e dizer que irei continuar a tentar. Posso ser preguiçosa, pouco determinada e sem grande força de vontade, mas continuo a ser teimosa como uma mula

 

 

 

P.S.: A música apenas condiz com o post no que toca ao título, "Bad Habit", mas tem sido uma fiel aliada no combate à inércia natural do meu corpo

Opções de vida

Eu tenho a sorte de viver numa família com a tendência de apoiar uns aos outros, mesmo que não concorde com as opções de vida das outras pessoas.  Não são todos, mas a grande maioria. Há dois meses tornei-me vegetariana (o termo correto é mesmo ovolactovegetariana, mas o nome é muito grande e, por isso, vamos ficar por vegetariana ao longo deste texto, pode ser??). Sinto-me melhor assim, com mais energia, maior capacidade de concentração e, curiosamente, tenho dormido bem melhor. Podia dizer que o fiz por questões éticas ou por questões de saúde, mas o que me levou a começar a desenvolver uma dieta com menos quantidade de carne e peixe foi mesmo o impacto ambiental existente em redor da manutenção do gado, bem como a pesca abusiva que existe. Da redução da quantidade até a eliminação foi um pequeno salto que dei de forma inconsciente. Durante o mês de Setembro só toquei em peixe 3 vezes e a última vez que toquei em carne foi ainda em Agosto. No final do mês de Outubro é que notei que consegui seguir uma dieta vegetariana durante um mês sem qualquer dificuldade e que me sentia muitíssimo bem com isso e, por isso, decidi continuar.

 

A minha mãe, no início  perguntava sempre se tinha a certeza que estava a tomar a decisão correta, se não achava melhor comer nem que fosse apenas um bocadinho de carne ou de peixe que ela estava a preparar. Agora pergunta-me sempre se quero que ela faça alguma coisa à parte ou se preciso de algum tipo de ajuda. Quase todos os dias "rouba" um pouco da minha comida e, se no início torcia o nariz a produtos como tofu e seitan, agora diz que até nem se importava de comer uma refeição como a minha de vez em quando. O meu pai nem se mete: sabe que sou de ideias fixas. O meu irmão passa a vida a mandar piadas. Mas em nenhum momento me senti desapoiada por eles. 

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Hoje tive um almoço em casa de uns familiares e admito que tinha algum receio do que poderia acontecer. Mas as coisas correram lindamente. Cozinharam um prato à parte para mim, sempre a oferecerem-se para fazer algo mais, caso eu quisesse (enquanto eu estava, do outro lado, sempre a dizer que não era preciso fazerem mais nada e a perguntar se eu podia ajudar em alguma coisa), a trocarmos ideias, opiniões e receitas. Ouvi alguns membros da família a dizerem que até nem se importavam de não comer carne ou peixe de vez em quando. Ouvi algumas bocas (a minha preferida foi, sem dúvida: "Isso passa-te"), mas sempre em tom ligeiro. Terminado o almoço, posso dizer que me sinto bem melhor com a decisão que tomei. O que mais assusta é começar, no entanto, desde os meus 16 anos que queria ser vegetariana. Só no ano passado (ao completar 24 anos) é que comecei dar os primeiros passos.

 

Conheço muita gente que tomou esta decisão de um dia para o outro e não a conseguiram levar em avante durante muito tempo. Tal como o desporto ou outras alterações de hábitos, é algo que deve ser levado com calma e força de vontade. E descobri que tenho muita força de vontade, coisa que vivia escondida em mim há demasiado tempo.

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