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Tu tens a mania

Tu tens a mania

(Des)Vantagem de se estar doente

Hoje acordei mal. Cheia de dores, com vontade de vomitar e com pouca força para me levantar. Mas tinha de me levantar, mesmo que fosse faltar ao trabalho. Precisava da justificação médica e, após largos minutos de preparação mental, lá enfrentei a posição vertical e fui ao Centro de Saúde. Cheguei lá antes das 8 e fui a primeira a ser atendida na secretária. Porém, a senhora informa-me que só tem consulta para as 9h e disse-me que eu podia ir tomar um café antes de fazer a inscrição

 

O Centro de Saúde fica perto de um hipermercado que costuma ter promoções interessantes em livros. Eu bem que tentei resistir, indo a uma pastelaria que fica um pouco mais longe (onde só consumi chá e estava a ver que ele vinha todo para fora), mas estava demasiado ansiosa para estar quase uma hora parada num sítio movimentado e com barulho. E lá fui ao hipermercado (vazio)

 

Entrei enquanto dizia a mim mesma que só podia comprar um livro. No entanto, vi meia dúzia de livros interessantes, o que tornou a resolução difícil de manter. Ainda me passou pela cabeça não trazer qualquer livro, mas, estando doente, a minha força de vontade estava na reserva e já tinha gasto uma boa quantidade quando tive de me convencer a levantar da cama. Por isso, saí de lá com três livros debaixo do braço (ou melhor, escondidos na bolsa)

 

Consequentemente, a minha prioridade ao chegar a casa já não foi enfiar-me na cama, mas sim arranjar lugar para os três novos habitantes das minhas prateleiras

 

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Desafios de domingo

Hoje acordei com um objectivo: terminar o livro que estou a ler ("The Diary of a Bookseller" de Shaun Bythell). Dediquei-me a ele durante a manhã e um pouco ao início da tarde. Tive de sair e, quando regressei a casa, voltei a refugiar-me na varanda para terminar o livro. Mas a coisa não aconteceu. A culpa é de um objecto (julgo eu) que se encontra no pátio de um vizinho meu e que se parece com uma ratazana. Eu assumo que é um objecto (e espero bem que não seja uma ratazana), mas não consigo parar de olhar para lá a ver se a coisa se mexe ou não

 

Ou seja, a minha ideia de terminar o livro ainda durante a tarde está em águas de bacalhau porque o meu cérebro paranóico não pára de pensar na pseudo-ratazana que está a uns 20/30 metros de mim e a imaginar mil e um cenários

A chuva está de volta

Eu tinha a esperança de nesta segunda-feira acordar com o som da chuva. Mas tal não aconteceu. Acordei com sol e algum calor e senti-me traída. Afinal, tinha ouvido que iria chover hoje... Por volta do meio-dia, o céu estava cinzento e já apetecia vestir uma sweatshirt. No entanto, não vi uma só gota a cair durante a tarde. Do nada, ao final da tarde, enquanto estava sentada numa almofada e embrulhada numa pequena manta, ouvi as primeiras gotas a cair. Admito que fechei os olhos e sorri à medida que a intensidade da chuva ia aumentando. Tinha saudades da chuva. Facilmente tenho saudades da chuva. É um daqueles pequenos prazeres que tenho e que tem aparecido cada vez menos. Infelizmente, amanhã volto ao trabalho e, por isso, não vou poder aproveitar a 100% a chuva. Porém, espero que na quinta-feira continue a chover, principalmente de manhã e à noite, que são as alturas que mais prazer me dá ouvir a melodia da chuva a cair

 

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Um daqueles dias

Já há algum tempo que estava à espera que um dia como o de hoje aparecesse. Honestamente, estive à espera sentada, pois gostava que demorasse bastante tempo a chegar, mas o sacana apareceu do nada

 

Pensando melhor, e analisando os meus últimos dias, já seria de prever que ele aparecesse mais rápido do que eu pretendia. Mas, claramente, preferi ignorar os sinais e, agora, eu que me ature

 

Estou num daqueles dias em que só me apetece mandar as pessoas à merda. Admito que durante as 8 horas de trabalho, pedi a algumas pessoas para irem dar uma volta e não me chatearem, mas já cheguei a um ponto que, se me chateassem agora, mandar-vos-ia à merda e, possivelmente, com um pontapé para vos ajudar a lá chegar mais rápido

 

Bem sei que não são maneiras de tratar as pessoas. No entanto, quando essas mesmas pessoas parecem que tiraram o dia para apresentarem problemas onde eles não existem e atribuir culpa a quem nada de mal fez, não é fácil não lhes virar as costas enquanto se diz "vai-te foder" (pode-se dizer asneiras por aqui?)

 

Nem o facto de esta quinta-feira ser, no fundo, sexta-feira ajuda a melhorar as coisas. Vou afogar as mágoas (e a raiva) em chá e amêndoas de chocolate

 

 

 

 

Sexta-feira

É sexta-feira. As temperaturas desceram e a chuva voltou. Tive de voltar a ligar o aquecedor no trabalho e, mesmo assim, permaneci com as mãos frias durante a manhã. Hoje é dia de despachar material, enviar o que foi produzido e limpar a confusão que se cria ao longo de 5 dias de trabalho

 

Para mim, é um dia de preguiça. Não é que eu não tenha trabalho para fazer. Simplesmente não me apetece fazer-lo. Hoje é um daqueles dias em que me apetece fazer de conta que estou a trabalhar, dar um ar de ocupada e esperar que ninguém me chateie. Duvido que resulte. Afinal, é sexta-feira. É dia em que as pessoas estão felizes por causa do fim-de-semana e irritadas por ser final da semana e termos de enviar um batalhão de coisas

 

A fábrica está cheia. Cheia de pessoas, cheia de produtos acabados, cheia de barulho. Esta semana, ao contrário do que é habitual, a fábrica está colorida. O que temos de enviar hoje são produtos com cores variadas e parece que um unicórnio vomitou por aqui. A coisa torna-se ainda mais bonita quando reparamos que as cores que as pessoas estão a vestir são escuras, fazendo sobressair as vivas cores do que estamos a produzir

 

É sexta-feira

 

 

 

Vamos andando...

Isto de ter de trabalhar mais uma hora por dia está a dar cabo de mim. O cansaço físico é algum, mas, para ser sincera, não é nada de especial. No entanto, o cansaço psicológico é uma pedra no sapato que vai crescendo com o passar dos dias. Mas as pessoas também não ajudam. Em vez de se unirem para facilitar a sua situação e a dos outros, parece que encontraram um prazer mórbido em dar cabo da paciência dos outros. Principalmente daqueles que têm uma maior responsabilidade nos ombros (eu incluída).  Já estamos nesta situação desde o início do mês e não sei como é que ainda não comecei a atirar agrafadores à cabeça de alguns 

 

Felizmente, para o meu lado, o trabalho flui com facilidade e, por isso, não tenho qualquer stress em cima de mim. Só mesmo a estupidez alheia

 

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Estado de saúde: nhac

Há duas semanas que a minha saúde está numa espécie de banho-maria. Apanhei uma bela constipação e, como já é habitual no após-constipação e na mudança de tempo (e, por isso, desta vez foi um 2 em 1), crise de rinite. Duas semanas com consumo elevado de lenços de papel, água do mar para desentupir as narinas de modo a poder dormir alguma coisa durante a noite, dores de cabeça por causa do entupimento nasal, e por aí fora. Têm sido umas semanas muito interessantes, mas deram cabo da minha motivação para o que quer que seja. Até andava ligeiramente motivada com o meu trabalho e um tanto ou quanto determinada em ser mais produtiva fora do trabalho. Agora, só penso em enfiar-me na cama e dormir

 

Mal vejo a hora desta crise nasal passar

 

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Dias de sol

Gosto imenso do Inverno. Do tempo frio, das camisolas grossas e os cachecóis, das mantas e bebidas quentes. Mas o que gosto mesmo são daqueles dias de sol que aparecem após vários dias de chuva. São dias em que o sol nos graceia com algum calor no meio deste frio todo

 

 Gosto de me enfiar dentro de várias camadas de roupa, munir-me de uma manta, chá e um livro e ir para a varanda ler. À medida que o sol aquece o corpo, algumas camadas de roupa vão desaparecendo. O sono aparece e, quando damos por nós, adormecemos com o livro aberto. Acordamos, fechamos o livro e ajustamos a manta, de modo a podermos continuar a aproveitar o aconchego do sol e dormir um pouco

 

Quando voltamos a acordar, enchemos a caneca de chá, voltamos a pegar no livro e repetimos isto tudo até que o calor do sol deixa de ser suficiente para ignorar o frio

 

E assim foi o meu domingo. Como foi o vosso?

 

Sun and books.gif

 

Pausas do dia

No passado mês de Dezembro desafiei-me a passar mais tempo a ler. Inicialmente, a minha ideia seria obrigar-me a ler mais ao final do dia, pois é a altura que tenho mais tempo e que podia ler mais. No entanto, isso não aconteceu

 

Acabei por começar a ler mais no início da manhã e na hora do almoço. Tenho conseguido ler durante uns 20 minutos antes de começar a trabalhar e entre 15 a 20 minutos durante a hora de almoço. Ou seja, sem querer, consegui atingir o meu objectivo de ler durante 60 minutos num dia meramente começando a ler durante o dia, em vez de só no final do dia

 

Eu já lia durante o dia, para ser sincera. Sempre li durante a minha hora de almoço, mas não me tinha comprometido a concentrar-me na leitura. Tinha a tendência de interromper a leitura para conversar ou para pesquisar algo. Mas agora, obrigo-me a que sempre que pego no livro, me dedico a 100% a ler. E tem-me ajudado tanto a fazer um mini reset mental e a enfrentar a tarde com a mente mais relaxada e focada

 

No final do dia, continua a ser um pouco difícil de ler mais. Isto deve-se ao cansaço e ao facto de ter de preparar as refeições. Existem dias que, de forma inesperada, só me apetece ler assim que chego a casa e acabo por passar um par de horas a ler. Infelizmente, não é algo que me aconteça semanalmente

 

No fundo, isto tudo é para dizer que ler é, de facto, um excelente anti-stress e uma maravilhosa maneira de fugir à realidade e a viajar sem sair do sítio

 

 

 

 

Self Care

Tenho reparado num certo desespero em transmitir a ideia de que self care se resume a produtos e serviços caros. De que para dormir bem se deve usar aquele colchão topo de gama com almofadas XPTO. Que é ter um cabelo hidratado e que para se conseguir tal é necessário usar mil e um produtos. Que ter uma alimentação saudável significa consumir produtos importados do outro lado do mundo. Mas nada disto é self care

 

Self care é preparar as coisas no dia anterior. É lavar a loiça assim que esta é suja de modo a não acumular. É fazer a cama antes de sair de casa porque já se sabe que quando voltar do trabalho/escola não terá vontade de a fazer. É colocar lembretes no telemóvel sobre beber água ao longo do dia. É criar truques para te convenceres a fazer exercício físico todos os dias. É planeares as tuas refeições, de modo a não consumires aquilo que te faz mal. É criar um orçamento mensal e registar os gastos de modo a saberes para onde vai o teu dinheiro. É evitar as redes sociais e as notícias e, assim, poderes descansar e ignorar o mundo lá fora. É ouvires música aos berros e dançares como se exorcizasses os teus demónios. É, finalmente, teres capacidade de lavar o cabelo e os dentes. É chorar quando te sentes ansiosx, stressadx e  com vontade de mandar tudo e todos para o caralho. (É dizer asneiras) É virar as costas ao que te é tóxico (objectos, pessoas e situações). É dizeres chega e começares a lutar por ti e por aquilo que queres. É respirares profundamente

 

Self care é cuidares de ti e garantir que tens os meios necessários a seres o melhor de ti. Tudo o resto são apenas mimos que te poderás oferecer

 

Vamos parar de transmitir a ideia que self care é um luxo. É uma necessidade que faz falta a muita gente

 

 

 

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