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Tu tens a mania

Tu tens a mania

Self Care

Tenho reparado num certo desespero em transmitir a ideia de que self care se resume a produtos e serviços caros. De que para dormir bem se deve usar aquele colchão topo de gama com almofadas XPTO. Que é ter um cabelo hidratado e que para se conseguir tal é necessário usar mil e um produtos. Que ter uma alimentação saudável significa consumir produtos importados do outro lado do mundo. Mas nada disto é self care

 

Self care é preparar as coisas no dia anterior. É lavar a loiça assim que esta é suja de modo a não acumular. É fazer a cama antes de sair de casa porque já se sabe que quando voltar do trabalho/escola não terá vontade de a fazer. É colocar lembretes no telemóvel sobre beber água ao longo do dia. É criar truques para te convenceres a fazer exercício físico todos os dias. É planeares as tuas refeições, de modo a não consumires aquilo que te faz mal. É criar um orçamento mensal e registar os gastos de modo a saberes para onde vai o teu dinheiro. É evitar as redes sociais e as notícias e, assim, poderes descansar e ignorar o mundo lá fora. É ouvires música aos berros e dançares como se exorcizasses os teus demónios. É, finalmente, teres capacidade de lavar o cabelo e os dentes. É chorar quando te sentes ansiosx, stressadx e  com vontade de mandar tudo e todos para o caralho. (É dizer asneiras) É virar as costas ao que te é tóxico (objectos, pessoas e situações). É dizeres chega e começares a lutar por ti e por aquilo que queres. É respirares profundamente

 

Self care é cuidares de ti e garantir que tens os meios necessários a seres o melhor de ti. Tudo o resto são apenas mimos que te poderás oferecer

 

Vamos parar de transmitir a ideia que self care é um luxo. É uma necessidade que faz falta a muita gente

 

 

 

É cansativo viver frustrada

Trabalho numa empresa que não me diz nada

 

Não gosto do sector em causa. Não gosto do trabalho que faço. Não gosto do quão extenuantes conseguem ser as pessoas com quem trabalho. Não gosto da falta de apoio que existe, quer da chefia, quer entre colegas... Cada um destes pontos é facilmente ultrapassável (creio eu) quando isolado. Mas quando se encontram juntos e a dançar constantemente, deixam-me doida

 

Parte de mim desespera por sair dali. A outra parte massacra-me com questões como "O que irás fazer depois?", "Como te vais sustentar?", "Achas que consegues melhor?" e por aí fora. Cheguei a um ponto em que a situação começa a ser crítica, quer física, quer mentalmente. Começo a ter menos paciência para as pessoas e para os trabalhos que "são para ontem", não consigo manter-me motivada a dar o meu melhor e a preocupar-me tanto com os erros, passei a não andar a correr e a pensar que se é urgente que outra pessoa o faça.

 

E tudo piora a cada "aventura" com a chefia. A cada problema de comunicação entre eles, mais encolho os ombros, viro as costas e penso "eles que resolvam a situação". A cada crítica não construtiva/despropositada e a cada sermão mal dirigido, aumenta a minha vontade de lhes responder "então rescindam o meu contracto" e ir-me embora

 

Estou cansada daquela empresa. E preciso de encontrar, urgentemente, forças para procurar algo melhor. Que, apesar de toda a gente dizer que não irei encontrar, eu sei que existe

 

 

Setembro, um novo ano

A maioria das pessoas vê o início do ano como altura de resoluções e mudanças. Para mim, é o mês de Setembro (e não estou sozinha nisto, como podem ver no post da Mia)

 

Setembro é o início do Outono. O cair das folhas apela à renovação. Os tons acastanhados e as brisas frescas inspiram-me a parar e pensar. As primeiras chuvas relaxam-me. O mês de Setembro é-me perfeito para definir prioridades e objectivos. Chegou a hora de arreganhar as mangas e trabalhar

 

Creio que esta motivação vem do facto do mês de Setembro ser o mês de regresso às aulas e a minha mente continua ligada a iesse detalhe. Continua aa ver este mês como um novo início, uma nova oportunidade de melhoria e de aprendizagem. E espero que esta motivação nunca desapareça. Janeiro é um mês demasiado frio para uma pessoa estar a tentar convencer o corpo e a mente que se tem de ser menos preguiçoso

 

Bem-vindo, Setembro. Já tinha saudades tuas

 

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 Sarah Andersen

 

 

Férias

Esta é aquela altura do ano em que as pessoas mais anseiam. Aquela altura em que, do nada, a vida nos parece maravilhosa e em que nos permitimos viver (coisa que não fazemos durante o resto do ano).

 

Estou de férias há uma semana. Tirei uns dias e afastei-me do que me é conhecido, e passei esses dia a fazer o que mais gosto: visitar monumentos/museus, ler e descansar. Porém, aproveitei para fazer algo que há muito tenho adiado: reflectir.

 

Os meus objectivos para estas férias são simples: retomar o hábito de leitura e de escrita, definir prioridades e objectivos para o resto do ano e tomar controlo da minha vida (creio que este último ponto seja um pouco difícill de alcançar, mas as coisas ficarão facilitadas quando dominar os dois outros pontos).

 

Nestes últimos meses, notei que tenho andado a abdicar muito de mim em prol de um trabalho que não gosto.  Trabalho num sítio que não me estimula intelectualmente, que me deixa exausta física e psicologicamente e que me força a criar múltiplas personalidades consoante a pessoa com que tenho de lidar (coisa que odeio). Aprendi muito sobre a natureza das pessoas (e tenho visto coisas bem desagradáveis), mas, a nível profissional, nada aprendi. A desmotivação tem sido a minha companheira constante e admito que me senti triste quando a empresa aceitou o meu pedido de aumento salarial (e que, mesmo assim, continua baixo).

 

Este cansaço e esta falta de motivação tem afetado a minha vida pessoal. Tenho tido pouca vontade de cuidar de mim (principalmente a nível mental), e, a cada dia que passa, as coisas foram acumulando. Estas férias chegaram no momento certo, pois creio que pouco faltava para atingir o meu limite. Quero passar as restantes semanas de férias a cuidar de mim e do meu espaço. A libertar-me do desnecessário, a (re)descobrir o que me faz feliz e o que me ajuda a aliviar o stress e a definir limites. E quero criar rotinas que me permitem não voltar a cair na espiral negativa que tenho andado.

 

Creio que estas próximas semanas irão ser interessantes e divertidas

 

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 Claudia Cardinale; Dancing barefoot on a roof terrace in Rome, January 01, 1959; Photo by Archivio Cameraphoto Epoche

Quando a vida te troca as voltas

Nos inícios de Dezembro, tinha recuperado a motivação para fazer mais. Tinha encontrado a vontade de mudar os hábitos que foram sendo adquiridos após o início do trabalho. E as coisas foram correndo bem, até ao dia em que deixaram de correr

 

A verdade é que comecei a deixar de ter paciência para muitas coisas que antes adorava. Uma delas foi o blog. Num abrir e fechar de olhos, deixei de querer partilhar opiniões e textos. Passei a querer manter as minhas palavras só para mim e esconde-las do mundo em meu redor. Escrevia apenas para mim e comecei, lentamente, a reparar numa nova tendência: os meus textos começaram a ser escuros e auto-depreciativos. Apenas quando reparei nisto que decidi que algo teria de mudar. Forcei-me a restabelecer hábitos que me deixavam inspirada, criei novos hábitos e obriguei-me a enfrentar a minha frustração e a tentar compreender o porquê de ela existir. Tem sido um processo lento e difícil, uma batalha diária, mas já começo a ver alguma luz ao fundo do túnel

 

Os meus texto já não são tão depreciativos como foram no início do ano, ainda não sei o que quero fazer no futuro, continuo a sentir-me frustrada em relação a isso e a deixar essa frustração prejudicar-me, e continuo a querer esconder muito daquilo que escrevo. Porém, voltei a estar disposta a partilhar um pouco do que se passa dentro da minha cabeça.

 

Creio que posso dizer que estou de volta ao blog. A ver se, desta vez, consigo manter-me fiel

Baby it's cold outside

Tem estado tanto frio... As minhas mãos andam geladas, independentemente da quantidade de roupa que uso. Já tive de ir comprar meias de lã para andar por cima das meias normais. A minha capacidade de vestir em camadas tem melhorado consideravelmente. E comprei um mini-aquecedor para levar para o trabalho (aquece sítio é gelado..!).

 

Já começa a custar acordar. Mal tiro a cabeça de debaixo das mantas, tremo logo. O yoga e as morning pages começaram a ser substituídos por mais alguns minutos enfiada na cama. As caminhadas ao final do dia tornaram-se mais complicadas e os banhos incrivelmente quentes. Os serões são, agora, passados em frente da lareira a ler ou a ver séries e o regresso à cama acontece cada vez mais cedo.

 

Apanhar sol voltou a ser um prazer e uma necessidade. Os gorros e as luvas saíram do armário e os cachecóis aumentaram de tamanho. E o jazz voltou a ser uma companhia constante.

 

O frio está de volta e eu (acho) que estou preparada para ele.

 

 

 

Numb

Sempre achei que "não tenho tempo" era uma desculpa esfarrapada que as pessoas tinham. Sempre achei que todo o mundo tinha tempo para fazer o que quisesse e que não o fazia por falta de força de vontade e/ou capacidade de gestão/organização. Ao final de dois meses de trabalho, posso dizer que acabei por  provar que eu sempre tinha razão.

 

Não tenho feito nada daquilo que queria fazer durante os meus tempos-livres. Coloquei o exercício físico de lado, apenas escrevo ao fim-de-semana e sobre nada em concreto e sem lógica, mal tenho pegado em livros e visto filmes/séries. Todos os dias enfio-me na cama a dizer que o dia seguinte será melhor, mas, mal acordo, sei que o dia não será muito diferente do anterior. Tenho-me tornado num zombie, que faz as coisas de forma rotineira e que perdeu o prazer de as fazer. Ao longo das 8 horas de trabalho, sinto-me minimamente viva, muito à custa da necessidade de fazer as coisas o melhor possível e com urgência. Mas, assim que coloco os pés dentro de casa, o piloto automático aparece e, quando dou por mim, estou enfiada na cama e passei o tempo todo desde que cheguei a casa perdida nas redes sociais. Tenho uma lista enorme de artigos que gostaria de ler, mas não consigo convencer-me a ler-los. E passo os fins-de-semana a dormir ou a desejar que estivesse a dormir.

 

Acabei por me tornar na pessoa que passei anos a dizer que jamais me tornaria.

 

I feel numb

 

 

Mas as coisas começaram a mudar esta semana. Fui ao Coliseu ver um espectáculo de ballet. Comecei a acender uma vela assim que chego a casa e a ser mais meticulosa enquanto faço a minha cama. Voltei a pegar num livro e a ler com prazer. Rearranjei a minha estante e comprei mais livros. Voltei a pintar as unhas e voltei a dançar como se ninguém estivesse a ver. Até já dei por mim a cantarolar.

 

É através de pequenos passos que uma pessoa consegue readquirir o controlo da sua vida. E eu, finalmente, comecei a dar esses pequenos passos.

 

 

 

Coisas do tempo

Não gosto da mudança da hora. Sim, sabe bem poder dormir mais uma hora no Outono, mas é extremamente horrível dormir menos uma hora na Primavera. Porém, não é isto o que mais me incomoda...

 

Odeio olhar lá para fora, ver que já é noite e pensar "está na hora de preparar o jantar" e, quando dou por isso, ainda são 18 horas. É ridículo e só me dá vontade de me enfiar na cama e esquecer o mundo, porque, apesar de ainda ser cedo, para mim parece tarde e começo logo a pensar que ainda tenho muita coisa para fazer e que não vou ter tempo (o que, na realidade, tenho, porque AINDA SÃO 18 HORAS!!!). E nem vou falar no facto de que estava habituada sair de casa ainda de noite e, de um dia para o outro, já tenho que enfrentar o sol logo pela manhã.

 

Para mim, esta mudança da hora tem-se tornado um motivo de stress desnecessário. Onde é que podemos votar para que isto acabe?

 

 

Ânsia de ler

Uma das desvantagens de se estar desempregada é que se tem muito tempo livre. Tanto tempo que uma pessoa começa a perder-se e a perder  motivação de fazer o que mais se gosta. Inevitavelmente, essa pessoa começa a sentir-se indiferente em relação aos seus hobbies e paixões, começa a sentir que estes já não lhe desperta interesse e que, em vez de a tornar feliz e relaxada, a deixa triste e desesperada.

A desvantagem de se estar empregada é a falta de tempo livre e, consequentemente, o aumento da ânsia de fazer o que mais a faz feliz.

No meu caso, são os livros. Enquanto desempregada, custava-me pegar num livro e ler. Houve, inclusive, dias em que pensar em livros me deixava ansiosa e frustrada. Agora que me encontro empregada, não perco uma oportunidade de estar com a cabeça enfiada num livro. Seja ao pequeno-almoço, nos 5 minutos antes de ter de entrar ao serviço, enquanto cozinho, etc, tenho sempre um livro por perto e dou por mim com dificuldade em pousa-lo.

Enquanto desempregada, conseguia ler um livro por semana com muito esforço. Agora, continuo a ler um livro por semana, mas leio com prazer e motivação. E eu tinha tantas saudades disso.

 

 

Ausência

Há duas semanas que não escrevo por aqui. Há três semanas que comecei a trabalhar. Os dois factos estão um pouco interligados, mas não é o cansaço que os une. É a falta de paciência de me sentar em frente de um computador. Desde que comecei a trabalhar que ligo cada vez menos o computador. Passei, até, alguns dias em que nem me aproximei dele. Não tenho tido vontade de ver a vida dos outros, quer no blog, quer nas redes sociais. Não deixei de escrever e as páginas cheias de palavras e ideias que enchem a minha capa podem comprovar isso. Mas a perspectiva de me sentar e de as tentar passar para o computador aterrorizava-me. Deixei, também, de ver filmes e séries. E eu tinha tanto que queria ver...

Porém, durante esta semana, comecei a recuperar a minha vontade de partilhar o que penso. E só hoje é que consegui convencer-me a fazê-lo. Quero tentar dar pequenos passos ao longo da próxima semana, evitando sobrecarregar-me, escrevendo aqui e ali, partilhando opiniões e disparates e ver o que se tem escrito por aqueles que sigo.

Poderia dizer que a culpa é do emprego novo, mas creio que a culpa é da minha versão de autumn blues (estou absolutamente farta do calor, QUERO CHUVA!!!!)

 

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