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Tu tens a mania

Tu tens a mania

A Máscara

Enquanto estava no Facebook, dei de caras com um facto que me deixou boquiaberta: o filme A Máscara estreou há 25 anos, no Estados Unidos. Em Portugal foi no ano seguinte

 

Boa parte da minha infância foi passada a ver este filme, vezes e vezes sem conta, maioritariamente por causa das músicas. No entanto, não me lembro há quanto tempo que não vejo este filme. Se calhar, está na altura de o rever e de verificar se continua a ser bom como é na minha memória (provavelmente não)

 

 

P.S.: ainda me lembro da letra completa + efeitos sonoros desta cena 

Última semana

Última semana de trabalho antes de férias. Semana com os nervos à flor da pele. Semana em que será difícil levantar-me da cama. Semana em que me será difícil acalmar durante o horário de trabalho

Definitivamente, não gosto do meu trabalho. Trabalho numa fábrica, num posto com responsabilidade e que exige muito de mim (física e psicologicamente). Já há algum tempo, comecei a procurar outro emprego. No entanto, as coisas não estão fáceis, pois só me aparece mais do mesmo. Se há coisa que aprendi nestes quase dois anos de trabalho nesta empresa é que não quero continuar a trabalhar em ambientes fabris. Porém, na zona onde vivo e arredores, fábricas são as únicas possibilidades para alguém com o meu curso. Sei de uma empresa multinacional localizada perto de minha casa que oferece boas condições de trabalho e pondero candidatar-me para lá como alternativa à empresa onde estou. Mas irei candidatar-me como algo temporário. Tenho que descobrir o que realmente quero fazer, mas preciso de ter a minha cabeça no sítio de modo a conseguir reflectir o que quer que seja. Por vezes, questiono-me se terei estudado na área certa. E há já algum tempo que não sei bem o que quero da vida, profissionalmente. Tenho muitas dúvidas sobre o que me faz feliz e o que me deixa satisfeita, mas tenho uma ligeira sensação que essa satisfação poderá ser encontrada numa área criativa

Ainda esta semana, irei enviar o meu currículo para a tal empresa que está perto de minha casa. Quero trabalhar num ambiente mais calmo e respeitador, de modo a conseguir parar o meu cérebro e pensar bem no que quero para o meu futuro. Quero conseguir desligar o meu cérebro daquele pequeno inferno e começar a pensar em mim

 

 

Hábitos de Julho

Estes últimos meses foram um pequeno caos a nível de bons hábitos. Acho que deixei cair por terra todos os bons hábitos que fui adquirindo nos últimos meses. Deixei de meditar, deixei de praticar exercício físico, deixei de conseguir resistir ao açúcar, deixei de me enfiar na cama cedo. Deixei muita coisa e agora começo a sofrer as consequências

 

Podia dizer que a culpa é do emprego, mas, na realidade, a culpa é minha. Fui eu quem deixou que o trabalho me influenciasse demasiado a vida que tenho fora dele. Fui eu quem deixou de impor limites às pessoas e que as deixei de me tratassem mal. Fui eu que não disse não a certas coisas e, consequentemente, acabei por ficar com excesso de trabalho. A culpa é minha e está na altura de reverter a situação

 

Não será fácil. Até entrarmos de férias, temos de trabalhar mais uma hora por dia. Já o estamos a fazer há algumas semanas. Uma pessoa até pode achar que mais uma hora por dia não é nada. E se calhar até não é. Mas para mim tem sido. Tenho andado exausta, com dificuldades em concentrar. Não consigo estipular devidamente as prioridades. Facilmente perco a paciência. Estou irritada, frustrada, ansiosa e exausta. Voltei a ter um problema que não tinha há vários anos: passo o dia cansada e cheia de sono e, no entanto, assim que me enfio na cama, fico acordada a olhar para o tecto e com dificuldades em adormecer. Passo a semana a ansiar pelo regresso do fim-de-semana e passo o fim-de-semana a temer a semana. Tenho andado a procurar outras oportunidades de emprego, mas o cansaço é tanto que se torna difícil fazer uma análise correcta às propostas de emprego que existem. E não tenho cabeça para andar a escrever cartas de motivação. Decidi tentar aguentar até ao início das férias e, aí, renovar o meu currículo e dedicar-me à caça de novas oportunidades. Porém, não me parece que aguente até às férias sem ir pedir baixa médica. A minha saúde mental está mal e preciso de começar a pensar seriamente nela, em vez de pensar no trabalho que ficaria por fazer caso faltasse

 

Neste mês de Julho, vou mentalizar-me de uma coisa: preciso de ajuda. Preciso de ajuda em vários sentidos. Preciso de ajuda no trabalho, preciso de ajuda em casa e preciso de ajuda médica. No trabalho, vou ter de deixar de ter vergonha de dizer “eu não consigo fazer isto” ou “não tenho tempo para fazer isso” ou, também, “existe alguém melhor qualificado para fazer aquilo”. Em casa, tenho que pedir aos meus pais que escondam tudo aquilo que contenha açúcar, pois tenho ingerido demasiado açúcar e isso não é algo que me tenha ajudado a manter a sanidade mental. E ajuda médica. Planeio que durante este mês, finalmente, marque uma consulta num nutricionista e num psicólogo. Acredito que será uma excelente maneira de me ajudar a controlar o que consumo e a forma como me expresso

 

Isto é uma bola de neve. Não estou bem mentalmente e acabo por comer coisas que não uma falsa sensação de felicidade. Quanto pior estou mentalmente, mais como. Quanto mais como, pior me sinto. E tenho que espezinhar esta bola antes que algo de grave me aconteça

 

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(Des)Vantagem de se estar doente

Hoje acordei mal. Cheia de dores, com vontade de vomitar e com pouca força para me levantar. Mas tinha de me levantar, mesmo que fosse faltar ao trabalho. Precisava da justificação médica e, após largos minutos de preparação mental, lá enfrentei a posição vertical e fui ao Centro de Saúde. Cheguei lá antes das 8 e fui a primeira a ser atendida na secretária. Porém, a senhora informa-me que só tem consulta para as 9h e disse-me que eu podia ir tomar um café antes de fazer a inscrição

 

O Centro de Saúde fica perto de um hipermercado que costuma ter promoções interessantes em livros. Eu bem que tentei resistir, indo a uma pastelaria que fica um pouco mais longe (onde só consumi chá e estava a ver que ele vinha todo para fora), mas estava demasiado ansiosa para estar quase uma hora parada num sítio movimentado e com barulho. E lá fui ao hipermercado (vazio)

 

Entrei enquanto dizia a mim mesma que só podia comprar um livro. No entanto, vi meia dúzia de livros interessantes, o que tornou a resolução difícil de manter. Ainda me passou pela cabeça não trazer qualquer livro, mas, estando doente, a minha força de vontade estava na reserva e já tinha gasto uma boa quantidade quando tive de me convencer a levantar da cama. Por isso, saí de lá com três livros debaixo do braço (ou melhor, escondidos na bolsa)

 

Consequentemente, a minha prioridade ao chegar a casa já não foi enfiar-me na cama, mas sim arranjar lugar para os três novos habitantes das minhas prateleiras

 

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Desafios de domingo

Hoje acordei com um objectivo: terminar o livro que estou a ler ("The Diary of a Bookseller" de Shaun Bythell). Dediquei-me a ele durante a manhã e um pouco ao início da tarde. Tive de sair e, quando regressei a casa, voltei a refugiar-me na varanda para terminar o livro. Mas a coisa não aconteceu. A culpa é de um objecto (julgo eu) que se encontra no pátio de um vizinho meu e que se parece com uma ratazana. Eu assumo que é um objecto (e espero bem que não seja uma ratazana), mas não consigo parar de olhar para lá a ver se a coisa se mexe ou não

 

Ou seja, a minha ideia de terminar o livro ainda durante a tarde está em águas de bacalhau porque o meu cérebro paranóico não pára de pensar na pseudo-ratazana que está a uns 20/30 metros de mim e a imaginar mil e um cenários

A chuva está de volta

Eu tinha a esperança de nesta segunda-feira acordar com o som da chuva. Mas tal não aconteceu. Acordei com sol e algum calor e senti-me traída. Afinal, tinha ouvido que iria chover hoje... Por volta do meio-dia, o céu estava cinzento e já apetecia vestir uma sweatshirt. No entanto, não vi uma só gota a cair durante a tarde. Do nada, ao final da tarde, enquanto estava sentada numa almofada e embrulhada numa pequena manta, ouvi as primeiras gotas a cair. Admito que fechei os olhos e sorri à medida que a intensidade da chuva ia aumentando. Tinha saudades da chuva. Facilmente tenho saudades da chuva. É um daqueles pequenos prazeres que tenho e que tem aparecido cada vez menos. Infelizmente, amanhã volto ao trabalho e, por isso, não vou poder aproveitar a 100% a chuva. Porém, espero que na quinta-feira continue a chover, principalmente de manhã e à noite, que são as alturas que mais prazer me dá ouvir a melodia da chuva a cair

 

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Um daqueles dias

Já há algum tempo que estava à espera que um dia como o de hoje aparecesse. Honestamente, estive à espera sentada, pois gostava que demorasse bastante tempo a chegar, mas o sacana apareceu do nada

 

Pensando melhor, e analisando os meus últimos dias, já seria de prever que ele aparecesse mais rápido do que eu pretendia. Mas, claramente, preferi ignorar os sinais e, agora, eu que me ature

 

Estou num daqueles dias em que só me apetece mandar as pessoas à merda. Admito que durante as 8 horas de trabalho, pedi a algumas pessoas para irem dar uma volta e não me chatearem, mas já cheguei a um ponto que, se me chateassem agora, mandar-vos-ia à merda e, possivelmente, com um pontapé para vos ajudar a lá chegar mais rápido

 

Bem sei que não são maneiras de tratar as pessoas. No entanto, quando essas mesmas pessoas parecem que tiraram o dia para apresentarem problemas onde eles não existem e atribuir culpa a quem nada de mal fez, não é fácil não lhes virar as costas enquanto se diz "vai-te foder" (pode-se dizer asneiras por aqui?)

 

Nem o facto de esta quinta-feira ser, no fundo, sexta-feira ajuda a melhorar as coisas. Vou afogar as mágoas (e a raiva) em chá e amêndoas de chocolate

 

 

 

 

Sexta-feira

É sexta-feira. As temperaturas desceram e a chuva voltou. Tive de voltar a ligar o aquecedor no trabalho e, mesmo assim, permaneci com as mãos frias durante a manhã. Hoje é dia de despachar material, enviar o que foi produzido e limpar a confusão que se cria ao longo de 5 dias de trabalho

 

Para mim, é um dia de preguiça. Não é que eu não tenha trabalho para fazer. Simplesmente não me apetece fazer-lo. Hoje é um daqueles dias em que me apetece fazer de conta que estou a trabalhar, dar um ar de ocupada e esperar que ninguém me chateie. Duvido que resulte. Afinal, é sexta-feira. É dia em que as pessoas estão felizes por causa do fim-de-semana e irritadas por ser final da semana e termos de enviar um batalhão de coisas

 

A fábrica está cheia. Cheia de pessoas, cheia de produtos acabados, cheia de barulho. Esta semana, ao contrário do que é habitual, a fábrica está colorida. O que temos de enviar hoje são produtos com cores variadas e parece que um unicórnio vomitou por aqui. A coisa torna-se ainda mais bonita quando reparamos que as cores que as pessoas estão a vestir são escuras, fazendo sobressair as vivas cores do que estamos a produzir

 

É sexta-feira

 

 

 

Vamos andando...

Isto de ter de trabalhar mais uma hora por dia está a dar cabo de mim. O cansaço físico é algum, mas, para ser sincera, não é nada de especial. No entanto, o cansaço psicológico é uma pedra no sapato que vai crescendo com o passar dos dias. Mas as pessoas também não ajudam. Em vez de se unirem para facilitar a sua situação e a dos outros, parece que encontraram um prazer mórbido em dar cabo da paciência dos outros. Principalmente daqueles que têm uma maior responsabilidade nos ombros (eu incluída).  Já estamos nesta situação desde o início do mês e não sei como é que ainda não comecei a atirar agrafadores à cabeça de alguns 

 

Felizmente, para o meu lado, o trabalho flui com facilidade e, por isso, não tenho qualquer stress em cima de mim. Só mesmo a estupidez alheia

 

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