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Tu tens a mania

Tu tens a mania

Desafios de domingo

Hoje acordei com um objectivo: terminar o livro que estou a ler ("The Diary of a Bookseller" de Shaun Bythell). Dediquei-me a ele durante a manhã e um pouco ao início da tarde. Tive de sair e, quando regressei a casa, voltei a refugiar-me na varanda para terminar o livro. Mas a coisa não aconteceu. A culpa é de um objecto (julgo eu) que se encontra no pátio de um vizinho meu e que se parece com uma ratazana. Eu assumo que é um objecto (e espero bem que não seja uma ratazana), mas não consigo parar de olhar para lá a ver se a coisa se mexe ou não

 

Ou seja, a minha ideia de terminar o livro ainda durante a tarde está em águas de bacalhau porque o meu cérebro paranóico não pára de pensar na pseudo-ratazana que está a uns 20/30 metros de mim e a imaginar mil e um cenários

Quando foi a última vez que te perdeste num livro?

Gostava de me lembrar do primeiro livro que li. Gostava de me lembrar dos livros que me acompanharam nos primeiros passos de leitora. Gostava de ter lido mais durante a minha adolescência. Gostava de que os livros que li nessa fase não fossem sempre os mesmos. Gostava de ter arriscado mais e ter lido géneros diferentes durante a universidade. Gostava de ter lido mais livros que desafiassem o meu pensamento. Gostava de ter feito várias coisas diferentes ao longo do meu percurso como leitora. Mas jamais quererei mudar o facto de gostar de ler. De gostar de sentir o peso de um livro nas mãos e do seu cheiro, quer seja a novo ou a velho. Do poder que o que lá está escrito terá em mim. Dificilmente me arrependo de ter pegado num livro, por mais terrível que seja a escrita. Peguei num livro e isso já é muito em comparação à maioria das pessoas

 

Segundo o Expresso, a venda de livros desceu 20% nos últimos 10 anos e isso assusta-me. Poderia pensar que, apesar de a venda de livros ter descido, a utilização de ebooks e audiobooks compensasse essa descida. No entanto, duvido. Não me parece que estejam assim tanta gente a utilizar estes meios alternativos de leitura. Tendo em conta o que se tem visto na sociedade portuguesa, acredito que as pessoas andam a ler cada vez menos. Todos os dias oiço algo que me faz pensar “Esta pessoa não lê”

 

O livro é um recurso tão benéfico para nós. Permite-nos viajar, conhecer novas culturas e realidades, permite-nos aperceber de coisas que achávamos ser verdadeiras e, no entanto, são falsas. Permite-nos fugir da nossa própria realidade. Ajuda-nos a encontrar inspiração para enfrentar os nossos problemas ou a criar novas oportunidades para nós mesmos. Permite-nos ser mais criativos e a reflectir melhor sobre o que nos rodeia. Ajuda-nos a sermos melhores

 

O livro é algo mágico e que deveria ser receitado a toda a gente. Precisamos de mais amor, compreensão, empatia e sentido crítico neste mundo

 

Feliz dia Mundial do livro

 

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A chuva está de volta

Eu tinha a esperança de nesta segunda-feira acordar com o som da chuva. Mas tal não aconteceu. Acordei com sol e algum calor e senti-me traída. Afinal, tinha ouvido que iria chover hoje... Por volta do meio-dia, o céu estava cinzento e já apetecia vestir uma sweatshirt. No entanto, não vi uma só gota a cair durante a tarde. Do nada, ao final da tarde, enquanto estava sentada numa almofada e embrulhada numa pequena manta, ouvi as primeiras gotas a cair. Admito que fechei os olhos e sorri à medida que a intensidade da chuva ia aumentando. Tinha saudades da chuva. Facilmente tenho saudades da chuva. É um daqueles pequenos prazeres que tenho e que tem aparecido cada vez menos. Infelizmente, amanhã volto ao trabalho e, por isso, não vou poder aproveitar a 100% a chuva. Porém, espero que na quinta-feira continue a chover, principalmente de manhã e à noite, que são as alturas que mais prazer me dá ouvir a melodia da chuva a cair

 

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Um daqueles dias

Já há algum tempo que estava à espera que um dia como o de hoje aparecesse. Honestamente, estive à espera sentada, pois gostava que demorasse bastante tempo a chegar, mas o sacana apareceu do nada

 

Pensando melhor, e analisando os meus últimos dias, já seria de prever que ele aparecesse mais rápido do que eu pretendia. Mas, claramente, preferi ignorar os sinais e, agora, eu que me ature

 

Estou num daqueles dias em que só me apetece mandar as pessoas à merda. Admito que durante as 8 horas de trabalho, pedi a algumas pessoas para irem dar uma volta e não me chatearem, mas já cheguei a um ponto que, se me chateassem agora, mandar-vos-ia à merda e, possivelmente, com um pontapé para vos ajudar a lá chegar mais rápido

 

Bem sei que não são maneiras de tratar as pessoas. No entanto, quando essas mesmas pessoas parecem que tiraram o dia para apresentarem problemas onde eles não existem e atribuir culpa a quem nada de mal fez, não é fácil não lhes virar as costas enquanto se diz "vai-te foder" (pode-se dizer asneiras por aqui?)

 

Nem o facto de esta quinta-feira ser, no fundo, sexta-feira ajuda a melhorar as coisas. Vou afogar as mágoas (e a raiva) em chá e amêndoas de chocolate

 

 

 

 

Sexta-feira

É sexta-feira. As temperaturas desceram e a chuva voltou. Tive de voltar a ligar o aquecedor no trabalho e, mesmo assim, permaneci com as mãos frias durante a manhã. Hoje é dia de despachar material, enviar o que foi produzido e limpar a confusão que se cria ao longo de 5 dias de trabalho

 

Para mim, é um dia de preguiça. Não é que eu não tenha trabalho para fazer. Simplesmente não me apetece fazer-lo. Hoje é um daqueles dias em que me apetece fazer de conta que estou a trabalhar, dar um ar de ocupada e esperar que ninguém me chateie. Duvido que resulte. Afinal, é sexta-feira. É dia em que as pessoas estão felizes por causa do fim-de-semana e irritadas por ser final da semana e termos de enviar um batalhão de coisas

 

A fábrica está cheia. Cheia de pessoas, cheia de produtos acabados, cheia de barulho. Esta semana, ao contrário do que é habitual, a fábrica está colorida. O que temos de enviar hoje são produtos com cores variadas e parece que um unicórnio vomitou por aqui. A coisa torna-se ainda mais bonita quando reparamos que as cores que as pessoas estão a vestir são escuras, fazendo sobressair as vivas cores do que estamos a produzir

 

É sexta-feira

 

 

 

Vamos andando...

Isto de ter de trabalhar mais uma hora por dia está a dar cabo de mim. O cansaço físico é algum, mas, para ser sincera, não é nada de especial. No entanto, o cansaço psicológico é uma pedra no sapato que vai crescendo com o passar dos dias. Mas as pessoas também não ajudam. Em vez de se unirem para facilitar a sua situação e a dos outros, parece que encontraram um prazer mórbido em dar cabo da paciência dos outros. Principalmente daqueles que têm uma maior responsabilidade nos ombros (eu incluída).  Já estamos nesta situação desde o início do mês e não sei como é que ainda não comecei a atirar agrafadores à cabeça de alguns 

 

Felizmente, para o meu lado, o trabalho flui com facilidade e, por isso, não tenho qualquer stress em cima de mim. Só mesmo a estupidez alheia

 

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Hábito de Março

Ora bem, vamos falar dos hábitos de Fevereiro? Não há muito para dizer a não ser que falhei redondamente. No início, a coisa foi correndo bem, mas, assim que adoeci, foi tudo por água abaixo. O yoga manteve-se presente, mas o resto nem por isso. Podia dizer que ao longo do mês de Março iria continuar a tentar aumentar a minha actividade física, porém, a pedido da empresa, irei trabalhar horas-extra durante este mês e, por isso, decidi focar-me em coisas mais pequenas, fáceis e que me permitam abstrair

 

Uma dessas coisas é voltar a hidratar a pele. Há já algum tempo que não coloco creme no corpo e a minha pele encontra-se ressequida e a descamar. Encontrei uma manteiga cujo o cheiro é divinal, o que tem facilitado convencer-me a colocar creme após o duche. A ideia não é apenas hidratar a pele, mas, também, dedicar mais uns minutinhos a mim mesma. Enquanto espalho o creme, vou reparando nas partes do meu corpo que estão mais cansadas, mapeio os meus sinais (que tenho muitos) e vou fazendo uma ligeira massagem, que me ajuda a não sentir tão cansada fisicamente

 

Também quero dançar mais. Já é costume ir dançando enquanto cozinho. No entanto, com o aumento da carga horária do trabalho e com a dificuldade em inserir o exercício físico durante os próximos dias, pretendo ir inserindo um pouco mais de dança na minha rotina. A ideia é abanar o corpo e limpar a alma em breves minutos

 

Se hei-de postar mais alguma coisa durante este mês? Honestamente, não sei. É mais importante que eu foque em mim e descanse do que estar sentada a escrever algo com sentido (ainda bem que ninguém lê o meu diário)

 

 

 

Estado de saúde: nhac

Há duas semanas que a minha saúde está numa espécie de banho-maria. Apanhei uma bela constipação e, como já é habitual no após-constipação e na mudança de tempo (e, por isso, desta vez foi um 2 em 1), crise de rinite. Duas semanas com consumo elevado de lenços de papel, água do mar para desentupir as narinas de modo a poder dormir alguma coisa durante a noite, dores de cabeça por causa do entupimento nasal, e por aí fora. Têm sido umas semanas muito interessantes, mas deram cabo da minha motivação para o que quer que seja. Até andava ligeiramente motivada com o meu trabalho e um tanto ou quanto determinada em ser mais produtiva fora do trabalho. Agora, só penso em enfiar-me na cama e dormir

 

Mal vejo a hora desta crise nasal passar

 

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