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Tu tens a mania

Tu tens a mania

Regresso ao trabalho

Hoje é o último dia da primeira semana de trabalho

 

A semana até começou bem. Como houve obras na empresa, passei os dois primeiros dias em limpezas (e que limpezas!). No entanto, lá tive de me sentar em frente do computador e enfrentar o trabalho. E as coisas começaram a correr mal. O patrão bem dizia que o funcionamento da fábrica iria mudar, que o modo como é gerida a informação seria melhorado, blá blá blá. Nunca acreditei muito nessa conversa. E hoje, ao final de uma semana de trabalho, posso dizer "ainda bem que não acreditei no que disseram". As coisas estão na mesma e a caminhar numa direcção pior. Continua a não haver organização, continuam a depositar trabalho em cima de mim como se eu fosse alguém que consiga fazer o trabalho de duas pessoas ao mesmo tempo, o patrão continua a não ser de confiança e agora acrescentou o talento de mandar bocas de forma desmesurada.

 

Se isto continuar assim, as coisas não irão correr nada bem para os lados do patrão. A maneira como lida com as pessoas e como critica o trabalho só deixa as pessoas desmotivadas e sem vontade de trabalhar. O facto de as pessoas tentarem arrastar as tarefas que têm em mãos não está relacionado com preguiça ou incompetência. Está relacionado com a falta de interesse no trabalho e com a falta de estímulo. Não é a fazer horas extraordinárias que se aumenta a produtividade, mas sim mantendo os trabalhadores satisfeitos com o próprio trabalho e a fazer-lhes sentir necessários. É apreciando o trabalho deles e quando, algo corre mal, não apontar dedos, mas sim tentar encontrar forma de contornar o problema e como se pode evita-lo no futuro

 

Oiço muito a frase Ninguém é insubstituível. Mas substituir alguém acaba por ser mais caro do que manter o trabalhador motivado. Mas o meu patrão não pensa dessa maneira. E parece-me que, à custa disso, até ao final do ano, as coisas irão correr muito mal. Só espero já não estar presente quando isso acontecer

 

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Livros Lidos: Raparigas como Nós

"Uma história de amor irresistível, que é também o retrato de uma geração que cresceu sem redes sociais. Pode uma paixão da adolescência marcar o resto da vida?
Festivais de Verão, tardes na praia, experiências-limite com drogas, traições e festas misturam-se com amores improváveis e velhas amizades. Um romance intemporal nos cenários de Lisboa, Cascais e Madrid, que mostra tudo o que pode esconder-se atrás da vida aparentemente normal de uma rapariga… como tu.
«Beijamo-nos ao som daquela música que ouvia em casa sozinha deitada na minha cama. Durante o resto da vida, não importaria o que estivesse a fazer ou onde, quando ouvisse os primeiros acordes […], recordar-me-ia do olhar do Afonso fixado em mim, da sua mão no meu rosto, do meu coração a tremer e de me sentir a rapariga mais feliz do mundo. Porque Lisboa está cheia de bares a abarrotar de miúdas bonitas que, num piscar de olhos, se colocariam de gatas a ronronar nas suas pernas. Mas ele viu-me a mim.»
«Se algum dia se sentirem sozinhas, estranhas, deslocadas do mundo que vos rodeia, lembrem-se da Isabel, da Alice, da Luísa, da Marina e até da Marisa das argolas… Raparigas como nós.»"

 

Comprei este livro assim que este foi lançado. A minha intenção era o ler quando fosse de férias, mas, na realidade, não resisti, peguei nele e devorei-o em poucos dias

 

"Os cães dão confiança a toda a gente. Os gatos são selectivos"

 

Este livro conta-nos as aventuras românticas (e não só) de Isabel na adolescência e na fase de jovem prestes a enfrentar os desafios da universidade. Aventuras essas que aconteceram durante a década de 90 e 00. É um livro onde são expostas as dúvidas e problemas que muitos adolescentes vivem em torno do seu primeiro amor e da forma como este influencia todos os amores que virão depois. Pelo meio, fala-se, também, em problemas e vivências que começam a aparecer durante a adolescência: festas, drogas, brigas por causa daquela pessoa, o desejo de ser melhor que os outros (nem que para isso se tenha que humilhar os outros) e a "necessidade" de viver tudo ao máximo, no matter what

 

"Talvez os rapazes se apaixonem por uma imagem, por um corpo. As raparigas não. Apaixonamos-nos por toques, por gargalhadas, pelo sentido de humor"

 

Foi um livro que me fez regressar à minha adolescência (apesar de só ter sido adolescente na década 00). Revi-me em várias situações e fiquei a reflectir sobre as minhas acções de jovem adolescente a tentar compreender o mundo. Admito que tenho pena de não ter tido um diário enquanto adolescente. Se tivesse, teria me divertido a ler os meus desabafos de adolescente a sofrer de amores

 

"Mas será a ternura um novo sentimento ou apenas saudade daquela fase da minha vida em que fui tão feliz?"

 

O desfecho, para mim, foi um pouco inesperado. Porém, após uma pequena reflexão, admito que seria algo óbvio de acontecer e que eu apenas tentei negar as evidências

 

"As pessoas entram na nossa vida para nos dar algo. E todas as relações, quer sejam de amizade, trabalho ou amor, são relações. Não é preciso definir as coisas e dar-lhes nomes pomposos. Basta vivê-las. Quando acabam, deixamo-las ir. É sinal de que essa pessoa já não tem nada a acrescentar à nossa vida, terminou a sua missão connosco"

 

Gostei imenso de ler Raparigas como Nós. Há já algum tempo que não chorava ao ler um livro e há ainda mais tempo que não estava dividida entre terminar o livro para saber como a coisa acaba ou não acabar o livro de modo a que a história não acabasse. Para mim, é um excelente livro para se ler durante o verão, nem que seja para reviver as nossas paixões de adolescência que sabem melhor acompanhadas com o calor de verão e o cheiro a mar

 

"A pessoa certa nunca chega no momento errado. Porque as pessoas certas fazem-nos querer atirar ao ar todos os planos que fizemos"

 

 

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