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Tu tens a mania

Tu tens a mania

A Máscara

Enquanto estava no Facebook, dei de caras com um facto que me deixou boquiaberta: o filme A Máscara estreou há 25 anos, no Estados Unidos. Em Portugal foi no ano seguinte

 

Boa parte da minha infância foi passada a ver este filme, vezes e vezes sem conta, maioritariamente por causa das músicas. No entanto, não me lembro há quanto tempo que não vejo este filme. Se calhar, está na altura de o rever e de verificar se continua a ser bom como é na minha memória (provavelmente não)

 

 

P.S.: ainda me lembro da letra completa + efeitos sonoros desta cena 

Última semana

Última semana de trabalho antes de férias. Semana com os nervos à flor da pele. Semana em que será difícil levantar-me da cama. Semana em que me será difícil acalmar durante o horário de trabalho

Definitivamente, não gosto do meu trabalho. Trabalho numa fábrica, num posto com responsabilidade e que exige muito de mim (física e psicologicamente). Já há algum tempo, comecei a procurar outro emprego. No entanto, as coisas não estão fáceis, pois só me aparece mais do mesmo. Se há coisa que aprendi nestes quase dois anos de trabalho nesta empresa é que não quero continuar a trabalhar em ambientes fabris. Porém, na zona onde vivo e arredores, fábricas são as únicas possibilidades para alguém com o meu curso. Sei de uma empresa multinacional localizada perto de minha casa que oferece boas condições de trabalho e pondero candidatar-me para lá como alternativa à empresa onde estou. Mas irei candidatar-me como algo temporário. Tenho que descobrir o que realmente quero fazer, mas preciso de ter a minha cabeça no sítio de modo a conseguir reflectir o que quer que seja. Por vezes, questiono-me se terei estudado na área certa. E há já algum tempo que não sei bem o que quero da vida, profissionalmente. Tenho muitas dúvidas sobre o que me faz feliz e o que me deixa satisfeita, mas tenho uma ligeira sensação que essa satisfação poderá ser encontrada numa área criativa

Ainda esta semana, irei enviar o meu currículo para a tal empresa que está perto de minha casa. Quero trabalhar num ambiente mais calmo e respeitador, de modo a conseguir parar o meu cérebro e pensar bem no que quero para o meu futuro. Quero conseguir desligar o meu cérebro daquele pequeno inferno e começar a pensar em mim

 

 

Marés Vivas 2019

Este ano, regressei ao Marés Vivas. A última vez que fui a este festival foi em 2016, para assistir ao concerto de James (e arrependo-me por não ter ido assistir o concerto de Elton John)

 

Estive praticamente até ao último dia para comprar o passe dos três dias. Acabei por dizer “Que se f#+a” e comprei. Não conseguir ir ao primeiro dia devido a uns imprevistos, mas fui aos restantes dois. E devo dizer que acabei por não me divertir tanto nos concertos que mais queria ver. No sábado, a ideia era ver Ornatos Violeta. Apesar de também ser fã de Mando Diao, Ornatos é uma das bandas que me acompanhou durante largos anos. No entanto, tive o azar de ficar junto de um grupo de jovens que decidiram fazer um mosh e lixar a vida daqueles que estavam à volta. Fui espezinhada, levei cotoveladas e fui “esborrachada” entre pessoas. Quando decidiram terminar o mosh, eu não tinha espaço para me mexer e estava com algumas dores. Ainda tentei abstrair-me e tentar aproveitar o resto do concerto, mas não consegui. Acabei por sair a meio e sentar-me num passeio e ouvir o resto do concerto. O concerto dos Mando Diao, pelo contrário, foi fantástico, mesmo tendo em conta os 40min de interrupção por problemas técnicos

 

No domingo, foi a vez de Sting e dos Morcheeba. Como já tinha visto Morcheeba ao vivo há uns aninhos, estava entusiasmada com o concerto do Sting. Fomos cedo e até conseguimos um bom lugar. Diverti-me imenso durante o concerto dos Morcheeba, como já estava à espera. Porém, quando o concerto acabou, começou a haver uma enorme movimentação de pessoas e acabei por ficar por detrás de um grupo de adultos, um tanto ou quanto mal-educados, e que não me deixaram ver o concerto. Ainda tentei arranjar um lugar melhor, mas estava tanta gente e e o espaço da me movimentar era pequeno que acabou por ser melhor aguentar onde estava ou, então, teria de ir mesmo para o fim do recinto. Ainda consegui ver a cabeça do Sting por algumas vezes, por isso, não ficou tudo perdido. No entanto, sei que não consegui aproveitar tanto como gostaria

 

Uma coisa que dá para ver durante os festivais de música é que as pessoas que mais se queixam do que quer que seja, são as primeiras a agir de forma a incomodar os que os rodeiam. Os grupos de sábado e de domingo, estiveram o tempo todo em que não havia música a criticar algo: ou era a organização do evento, ou era as pessoas, ou era a comida, ou era o espaço, ou era isto, ou era aquilo… Sempre a reclamar. E, depois, começando o concerto, eram as primeiras pessoas a não terem consideração pelos outros. Eu devo ter aumentado a minha probabilidade de sofrer cancro de pulmão em uns 10 a 20% só por causa do fumo do tabaco que eles insistiam em bufar em direcção às pessoas que estavam em redor delas em vez de para cima

 

Apesar de tudo, diverti-me. Para o ano, se for, hei-de permanecer sentada nos passeios durante os concertos. Parece-me a opção mais segura e saudável, quer física, quer mentalmente

 

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Hábitos de Julho

Estes últimos meses foram um pequeno caos a nível de bons hábitos. Acho que deixei cair por terra todos os bons hábitos que fui adquirindo nos últimos meses. Deixei de meditar, deixei de praticar exercício físico, deixei de conseguir resistir ao açúcar, deixei de me enfiar na cama cedo. Deixei muita coisa e agora começo a sofrer as consequências

 

Podia dizer que a culpa é do emprego, mas, na realidade, a culpa é minha. Fui eu quem deixou que o trabalho me influenciasse demasiado a vida que tenho fora dele. Fui eu quem deixou de impor limites às pessoas e que as deixei de me tratassem mal. Fui eu que não disse não a certas coisas e, consequentemente, acabei por ficar com excesso de trabalho. A culpa é minha e está na altura de reverter a situação

 

Não será fácil. Até entrarmos de férias, temos de trabalhar mais uma hora por dia. Já o estamos a fazer há algumas semanas. Uma pessoa até pode achar que mais uma hora por dia não é nada. E se calhar até não é. Mas para mim tem sido. Tenho andado exausta, com dificuldades em concentrar. Não consigo estipular devidamente as prioridades. Facilmente perco a paciência. Estou irritada, frustrada, ansiosa e exausta. Voltei a ter um problema que não tinha há vários anos: passo o dia cansada e cheia de sono e, no entanto, assim que me enfio na cama, fico acordada a olhar para o tecto e com dificuldades em adormecer. Passo a semana a ansiar pelo regresso do fim-de-semana e passo o fim-de-semana a temer a semana. Tenho andado a procurar outras oportunidades de emprego, mas o cansaço é tanto que se torna difícil fazer uma análise correcta às propostas de emprego que existem. E não tenho cabeça para andar a escrever cartas de motivação. Decidi tentar aguentar até ao início das férias e, aí, renovar o meu currículo e dedicar-me à caça de novas oportunidades. Porém, não me parece que aguente até às férias sem ir pedir baixa médica. A minha saúde mental está mal e preciso de começar a pensar seriamente nela, em vez de pensar no trabalho que ficaria por fazer caso faltasse

 

Neste mês de Julho, vou mentalizar-me de uma coisa: preciso de ajuda. Preciso de ajuda em vários sentidos. Preciso de ajuda no trabalho, preciso de ajuda em casa e preciso de ajuda médica. No trabalho, vou ter de deixar de ter vergonha de dizer “eu não consigo fazer isto” ou “não tenho tempo para fazer isso” ou, também, “existe alguém melhor qualificado para fazer aquilo”. Em casa, tenho que pedir aos meus pais que escondam tudo aquilo que contenha açúcar, pois tenho ingerido demasiado açúcar e isso não é algo que me tenha ajudado a manter a sanidade mental. E ajuda médica. Planeio que durante este mês, finalmente, marque uma consulta num nutricionista e num psicólogo. Acredito que será uma excelente maneira de me ajudar a controlar o que consumo e a forma como me expresso

 

Isto é uma bola de neve. Não estou bem mentalmente e acabo por comer coisas que não uma falsa sensação de felicidade. Quanto pior estou mentalmente, mais como. Quanto mais como, pior me sinto. E tenho que espezinhar esta bola antes que algo de grave me aconteça

 

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