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Tu tens a mania

Tu tens a mania

Isto das eleições

Quase sempre acompanhei os meus pais quando estes iam votar. Lembro-me que achava uma seca, pois eles acabavam por ficar a conversar com conhecidos, mas apercebi-me da importância de votar. Lembro-me de ter 16 anos e estar desiludida por ainda não poder votar e de começar a pensar que a idade para votar devia baixar para os 16 ou 17 anos (continuo a achar que se deveria dar essa oportunidade aos mais jovens, mas também tenho a noção que existe imensa desinformação entre eles e que isso pode ser prejudicial para o país)

 

Assusta-me, verdadeiramente, a quantidade de pessoas que não se atreveram a votar. Acho uma vergonha e uma falta de respeito. Se não querem votar em algum dos partidos, votem em branco. Não ir votar significa que não se interessam com o que acontece no país. No entanto, tenho a certeza que a grande maioria dos comentadores de sofá são estes mesmo que não se atreveram a levantar do dito sofá e exercer o seu direito de voto

 

Apesar de o partido que eu votei ter tido um resultado excelente, não consigo deixar de estar triste e revoltada com os portugueses. Espero bem que durante os próximos anos estes estejam caladinhos e que não opinem sobre aquilo que decidiram não votar

(Des)Vantagem de se estar doente

Hoje acordei mal. Cheia de dores, com vontade de vomitar e com pouca força para me levantar. Mas tinha de me levantar, mesmo que fosse faltar ao trabalho. Precisava da justificação médica e, após largos minutos de preparação mental, lá enfrentei a posição vertical e fui ao Centro de Saúde. Cheguei lá antes das 8 e fui a primeira a ser atendida na secretária. Porém, a senhora informa-me que só tem consulta para as 9h e disse-me que eu podia ir tomar um café antes de fazer a inscrição

 

O Centro de Saúde fica perto de um hipermercado que costuma ter promoções interessantes em livros. Eu bem que tentei resistir, indo a uma pastelaria que fica um pouco mais longe (onde só consumi chá e estava a ver que ele vinha todo para fora), mas estava demasiado ansiosa para estar quase uma hora parada num sítio movimentado e com barulho. E lá fui ao hipermercado (vazio)

 

Entrei enquanto dizia a mim mesma que só podia comprar um livro. No entanto, vi meia dúzia de livros interessantes, o que tornou a resolução difícil de manter. Ainda me passou pela cabeça não trazer qualquer livro, mas, estando doente, a minha força de vontade estava na reserva e já tinha gasto uma boa quantidade quando tive de me convencer a levantar da cama. Por isso, saí de lá com três livros debaixo do braço (ou melhor, escondidos na bolsa)

 

Consequentemente, a minha prioridade ao chegar a casa já não foi enfiar-me na cama, mas sim arranjar lugar para os três novos habitantes das minhas prateleiras

 

IMG_20190520_210129[1].jpg

 

 

 

Livros Lidos: A Educação de Eleanor

"Eleanor Oliphant tem uma vida perfeitamente normal – ou assim quer acreditar. É uma mulher algo excêntrica e pouco dotada na arte da interação social, cuja vida solitária gira à volta de trabalho, vodca, refeições pré-cozinhadas e conversas telefónicas semanais com a mãe. Porém, a rotina que tanto preza fica virada do avesso quando conhece Raymond – o técnico de informática do escritório onde trabalha, um homem trapalhão e com uma grande falta de maneiras – e ambos socorrem Sammy, um senhor de idade que perdeu os sentidos no meio da rua

A amizade entre os três acaba por trazer mais pessoas à vida de Eleanor e alargar os seus horizontes. E, com a ajuda de Raymond, ela começa a enfrentar a verdade que manteve escondida de si própria, sobre a sua vida e o seu passado, num processo penoso mas que lhe permitirá por fim abrir o coração"

 

Este é um daqueles livros pelos quais me sentia inexplicavelmente atraída. Vi-o, por diversas vezes, à venda, mas só li a sinopse no dia em que o comprei

 

"LOL could go and take a running jump. I wasn’t made for illiteracy; it simply didn’t come naturally"

 

Eleanor é uma pessoa a quem chamaríamos de social awkward, ou seja, alguém com poucas aptidões sociais. No entanto, é algo que muda quando conhece Raymond e vai desenvolvendo a sua primeira amizade na vida. À medida que a estória se desenrola, nos são dados detalhes que explicam o porquê da inaptidão social da Eleanor e vemos a evolução dela a enfrentar o que lhe é estranho. Tem os seus momentos de comédia, centrados na falta de conhecimento da Eleanor no que toca à cultura mainstream e às dificuldades sociais que ela enfrentam. Mas também tem os seus momentos de tristeza. Acaba por ser um livro bastante inspirador, tendo em conta que Eleanor enfrenta as suas dificuldades e o seu passado. Um dos momentos que mais me marcou foi o ela decidir começar a frequentar um psicólogo

 

"If someone asks you how you are, you are meant to say FINE. You are not meant to say that you cried yourself to sleep last night because you hadn't spoken to another person for two consecutive days. FINE is what you say"

 

É um livro muito interessante, com uma personagem principal fora do comum. A escrita é ligeira, mesmo nos momentos mais pesados, o que permite uma leitura fluída. Houve um ou dois momentos que não gostei, mas não prejudicaram a minha leitura e consegui ignora-los com facilidade

 

"These days, loneliness is the new cancer–-a shameful, embarrassing thing, brought upon yourself in some obscure way. A fearful, incurable thing, so horrifying that you dare not mention it; other people don’t want to hear the word spoken aloud for fear that they might too be afflicted, or that it might tempt fate into visiting a similar horror upon them"

 

Sendo este o primeiro livro de Gail Honeyman, estou bastante interessada em saber que mais ela irá escrever

 

"In the end, what matters is this: I survived"

 

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Hábitos de Maio

Estes últimos dois meses foram caricatos. Horas extra de trabalho, doença e vários feriados seguidos deixaram-me desnorteada e cansada. Acabei por ser alguém que só pensava em enfiar-se na cama e não acordar tão cedo

 

Porém, chegamos a Maio e sinto-me instável. A minha mente passa por vários estados ao longo do dia e as minhas reações a coisas pequenas são exageradas. Sinto-me mentalmente exausta e não consigo confiar na minha capacidade de decisão. Preciso de concentrar em mim e de fazer um reset mental. É por isso que durante este mês pretendo focar em mim e nas minhas necessidades. Quero entender o porquê de reagir de determinada forma a determinada situação. Quero entender porque me sinto cansada e o que posso fazer para reverter a situação. Preciso de parar e de me perceber

 

Portanto, vou retomar (e reforçar) a prática de meditação, ser exigente com as minhas horas de sono, ser mais honesta comigo mesma enquanto escrevo de manhã e à noite, tentar ingerir o mínimo possível de açúcar e respirar. Preciso muito de respirar

 

 

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