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Tu tens a mania

Tu tens a mania

Balanço Literário de 2018

O ano está mesmo a acabar e, como é hábito, está na hora dos típicos balanços do ano. E eu decidi juntar-me à festa (sorry, not sorry!)

 

Para este ano, tinha estabelecido a meta de 52 livros lidos, ou seja, 1 livro por semana. No entanto, não consegui chegar a essa meta, ficando em 47 livros. Não estou triste, nem desmotivada com este número, pois tenho a noção de que me deixei influenciar pelo cansaço e pela preguiça ao longo do ano e que nas últimas semanas mal peguei num livro. Mas este número e as suas origens fizeram-me reflectir e criar um objectivo para o próximo ano: ler uma hora por dia. Já tenho andado a implementar isto, mas, como estou de férias, é fácil de cumprir esta hora de leitura. O verdadeiro desafio será quando regressar ao trabalho. O motivo pelo qual decidi criar este objectivo não está relacionado com o número de livros que quero ler, mas sim com o demasiado tempo que desperdiço em coisas que não são importantes (a.k.a. redes sociais)

 

Regressando aos livros lidos em 2018, dei 5 estrelas no Goodreads a 18 livros. Mas o meu preferido foi, sem qualquer dúvida, Call Me by Your Name, que li no início do ano e pelo qual ainda suspiro. Reparei, também, que este ano li mais livro de não-ficção e que não me deixei estar num só género literário, o que me deixa bastante satisfeita. Irei tentar que as leituras do próximo ano sejam ainda mais diversas e interessantes como as deste ano

 

Tenho vários livros por ler e planeio atacar nos primeiros meses do próximo ano os livros que comprei nestes últimos meses do ano. Quando os acabar de ler é que irei comprar mais livros (e já tenho vários em mente). O próximo ano promete ser interessante

 

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Prendas de Natal

Já é tradição ser eu a comprar os livros que recebo no Natal e este ano não foi diferente. Curiosamente, os livros comprados foram adquiridos em promoções e em português.

 

No ano passado, adquiri 7 livros em inglês e este ano foram 4 livros em português (e um deles é um senhor calhamaço)

 

 

2666 - Roberto Bolaño

 

O que liga quatro germanistas europeus (unidos pela paixão física e pela paixão intelectual pela obra de Benno von Archimboldi) ao repórter afro-americano Oscar Fate, que viaja até ao México para fazer a cobertura de um combate de boxe? O que liga este último a Amalfitano, um professor de filosofia, melancólico e meio louco, que se instala com a filha, Rosa, na cidade fronteiriça de Santa Teresa? O que liga o forasteiro chileno à série de homicídios de contornos macabros que vitimam centenas de mulheres no deserto de Sonora? E o que liga Benno von Archimboldi, o secreto e misterio-so escritor alemão do pós-guerra, a essas mulheres barbaramente violadas e assassinadas? 2666

 

 

Sobre Bowie - Rob Sheffield

 

O mundo da música mudou para sempre a 10 de janeiro de 2016. Apenas dois dias depois da edição de Blackstar, o último álbum de David Bowie, a notícia da morte do artista londrino provocou uma perturbadora surpresa entre fãs, admiradores e conhecedores da sua música
Foi quase tão chocante como a sua carreira, feita de experimentalismos sonoros, de ruturas e de um modernismo avassalador
Neste livro, Rob Sheffield, crítico e editor da Rolling Stone, partilha as suas observações e emoções mais intensas numa viagem pessoal, mas abrangente, pela vida e obra do músico britânico

 

 

O Monge que Vendeu o Seu Ferrari - Robin Sharma

 

O Monge que Vendeu o Seu Ferrari é um best-seller inquestionável que oferece aos leitores uma série de lições simples e eficazes sobre como viver melhor. Combinando de uma forma inovadora a sabedoria espiritual do Oriente com os princípios ocidentais de sucesso e trabalho, mostra, passo a passo, como viver uma vida de coragem, equilíbrio, alegria

 

 

A Arte Subtil de Saber Dizer Que Se F*da -  Mark Manson

 

Uma abordagem que nos desafia os instintos e nos força a questionar tudo o que sabemos sobre a vida
Durante décadas convenceram-nos de que o pensamento positivo era a chave para uma vida rica e feliz. Mas esses dias chegaram ao fim. Que se f*da o pensamento positivo! Mark Manson acredita que a sociedade está contaminada por grandes doses de treta e de expectativas ilusórias em relação a nós próprios e ao mundo.
Recorrendo a um estilo brutalmente honesto, Manson mostra-nos que o caminho para melhorar a nossa vida requer aprender a lidar com a adversidade. Aconselha-nos a conhecer os nossos limites e a aceitá-los, pois no momento em que reconhecemos os nossos receios, falhas e incertezas, podemos começar a enfrentar as verdades dolorosas e a focar-nos no que realmente importa
Recheado de humor e experiências de vida, A Arte Subtil De Saber Dizer Que Se F*da é o soco no estômago que as novas gerações precisam para não se perderem num mundo cada vez mais fútil

 

 

 

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Hábitos de Dezembro - 3º e 4º semana

Desta vez venho alguns dias mais tarde. Isto porque optei por juntar estas duas semanas numa só (longa) semana. Esta pequena alteração de planos deveu-se ao facto de a semana passada ter sido uma semana caótica no meu trabalho e o cansaço e o stress falaram mais alto na minha vida fora do trabalho

 

Admito que foram dias em que foi incrivelmente fácil dormir 8 horas por dia (e, por vezes, bem mais que 8h). O cansaço era tanto que houve dias em que o meu jantar era uma coisa pequena, só para conseguir enfiar-me na cama mais cedo. A concentração, como seria de esperar, ficou gravemente prejudicada. Desde que acordava até voltar a enfiar-me na cama, tinha dificuldades em concentrar-me, mesmo que fosse em coisas pequenas e simples. A meditação tornou-se um pequeno martírio, principalmente depois do trabalho. A minha cabeça não parava de me bombardear com pensamentos e a deixar-me ansiosa

 

A escrita também não teve um percurso fácil. De manhã, ainda ia conseguindo escrever alguma coisa, mas à noite, tornou-se complexa. Demasiado cansada e com o pensamento mais rápido que a minha capacidade de escrita, os meus pensamentos tornaram-se confusos quando colocados em papel. Porém, consegui escrever todos os dias, de manhã e de noite. Por mais confuso fosse aquilo que eu escrevia, sentia-me, de certa forma, mais leve e realizada quando pousava a caneta e fechava o caderno

 

Neste momento estou de férias. Sim, estou enfiada em casa, com a chuva como música de fundo, mas parece-me um pequeno paraíso. Planeio passar os próximos dias a focar em mim, no que me faz bem e no que quero. Serão dias de descanso, leitura e reflexão. Planeio dedicar o ano de 2019 ao amor próprio e a adoptar mais hábitos que me ajudem a ser o mesmo de mim

 

relaxing winter.png(from here)

 

Stress de fim de ano

Estive de baixa durante duas semana, no mês passado, em que o meu trabalho acumulou. Estamos na última semana de trabalho deste ano e não pode ficar trabalho por fazer. São inúmeros pedidos dos clientes que temos que satisfazer e o stress aperta (e de que maneira)

 

Os meus dias têm sido passados a correr. As coisas estão atrasadas e as pessoas parecem não quererem cooperar. É uma época em que é preciso a ajuda de todos e ninguém, fora do grupo habitual de trabalho, quer ajudar... Tem sido uma semana em que vejo o pior de uns e o melhor de outros. Tenho tido provas que ser simpática, atenciosa e compreensiva compensa, pois oiço "sim" quando um colega, com posto semelhante ao meu, ouve "não". Tenho conseguido ter as coisas prontas, através de muito esforço das poucas pessoas que aceitam cooperar e horas fora do horário de trabalho. Tudo isto porque as pessoas estão dispostas a ajudar-me. Porque sou eu a pedir ajuda e não outras pessoas

 

Tem sido dias de elevado stress, mas com palavras de compreensão e de elogio quase diárias. Tem sido dias em que as lágrimas vão sendo derramadas em momentos mais tensos, mas que acabam com exaustão, um sorriso nos lábios e o coração cheio

 

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Hábitos de Dezembro - 2º semana

Esta semana correu tão "bem"...

 

A ideia era meditar duas vezes por dia. As manhãs correram lindamente (fim-de-semana incluído). As noites foram ligeiramente caóticas

 

O primeiro dia até correu dentro do planeado. Consegui organizar as minhas coisas com tempo e tranquilidade, sentei-me no tapete e consegui desligar a mente por alguns minutos antes de me enfiar na cama. Porém, no dia seguinte, tive um dia atribulado e uma aula de yoga puxada. Ia adormecendo quando meditávamos na aula e só tive capacidade de chegar a casa, tomar banho e enfiar-me na cama (nem jantei). Quarta-feira, optei por meditar assim que chegasse a casa, mas tive dificuldade de desligar a minha mente. Voltei a tentar antes de ir dormir, mas o cansaço falou mais forte e desisti. As minhas quintas-feiras são sempre caóticas e esta última semana não foi excepção. Cheguei a casa demasiado ansiosa que só dei atenção às minhas necessidade básicas: banho, jantar e cama. No último dia da semana, provavelmente por influência da fim-de-semana que estava à porta, a sessão de meditação correu bem e até consegui prolonga-la um pouco. No fim-de-semana, as coisas correram muito bem, graças ao alarme que criei de modo a lembrar-me de meditar

Tinha planeado que nesta semana iria tentar alterar a minha alimentação. No entanto, após me aperceber da dificuldade que tive em manter a meditação à noite, optei por me focar em algo diferente: journaling. Foi um hábito que tive durante algum tempo, mas que fui deixando para segundo plano por preguiça. Já me tinha apercebido que permito que o meu trabalho afecte a minha vida depois de sair da empresa no fim do dia e que guardava demasiadas coisas no meu cérebro. Tenho a noção que o "desabafo" diário numa folha de papel me irá ajudar a libertar das más energias e pensamentos que me acompanham depois das 17h e a focar no que me é realmente importante.

 

Por isso, o meu plano para esta semana é escrever por 10 minutos antes de ir dormir, seguido por uma pequena sessão de meditação. Espero que, de facto, me ajude com a meditação e a concentrar-me mais em  mim e menos nos outros

 

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(from here)

Hábitos de Dezembro - 1º semana

Já passou a primeira semana e posso dizer que correu bem. A ideia era dormir, em média, 7h30 por dia. A minha média foi de 7h20. Para mim, é uma enorme vitória, pois costumava a dormir, no máximo, 7h

 

A semana começou bem. Segunda, terça e quarta consegui dormir entre 7h20 e 7h30 em cada noite, acordei bem e os dias correram de forma agradável. Não me sentia cansada nem (muito) irritada e consegui manter-me motivada ao longo do dia. Quinta-feira, mal atingi as 7h de sono. Tive uma "pequena" crise de rinite e tive dificuldades em adormecer. Passei o dia a arrastar-me e a sentir-me irritada e sem paciência. Felizmente, nessa noite, consegui enfiar-me cedo na cama e, de certa forma, compensei os minutos que perdi na noite anterior. Sábado e domingo, nem vale a pena falar pois são dias em que durmo muitíssimo bem e atinjo, facilmente, as 8h de sono (nem vou falar deste domingo. Digamos que a minha rinite piorou e tive de tomar Zyrtec na noite anterior)

 

Ainda tenho algum caminho a percorrer. Como disse anteriormente, a minha meta são as 7h30 de sono e, a continuar assim, é possível que as consiga atingir no final do mês. Principalmente agora que irei introduzir a meditação antes de ir dormir. Andava indecisa se haveria de a introduzir ao final da tarde ou quando fosse para a cama. Optei pela segunda opção, pois tenho consciência que a minha cabeça costuma estar demasiado activa antes de dormir. Para já, vou tentar meditar 5 minutos todas as noites. Eventualmente, irei aumentar a duração até chegar aos 10 minutos. De manhã, é-me mais fácil meditar, pois a minha mente ainda dorme, mas meditar à noite irá ser um desafio. Tenho uma mente que se vai tornando mais barulhenta com o aproximar da noite.

 

Vai ser um excelente desafio e sinto-me motivada para o enfrentar

 

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Mudança de hábitos

Há já algum tempo que me debato com os meus maus hábitos e com a dificuldade de os mudar. Não tenho baixado os braços, mas também não tenho conseguido manter um hábito por muito tempo. Outros funcionam durante determinado período do dia e/ou semana. Por exemplo, medito todos os dias da semana. No entanto, no fim-de-semana, não me lembro de me sentar e dedicar uns minutos ao meu cérebro. Durante os dias da semana, consigo manter uma alimentação saudável, mas à noite perco o controlo. Acordo todos os dias à mesma hora (fins-de-semana incluídos), porém não consigo manter uma hora fixa para ir dormir

 

O que tenho reparado ao longo deste trajecto de mudança de hábitos é que estes têm a tendência de estar interligados. Se durmo pouco, sinto-me atraída a comidas pouco saudáveis e não consigo meditar. Se não medito ao início da manhã, tenho a tendência de passar o dia mais ansiosa (fora os fins-de-semana) e, consequentemente acabo por comer mais. Se como mal, sinto-me mais letárgica e durmo mal. Estão a ver o círculo vicioso disto?

 

É por isto que decidi mudar a minha estratégia de jogo. Vou atacar primeiro os três hábitos que falei no início deste post, que me parecem ser os mais importantes e com maior impacto na minha vida: meditação, alimentação e horas de sono. Ao longo do mês de Dezembro vou focar-me nestes três hábitos, de forma gradual. Esta primeira semana, irei dedicar-me à criação de uma hora para ir dormir. Pretendo começar a dormir 7h30 por dia, pois creio que este seja o número de horas que preciso para me manter mentalmente sã no dia seguinte. A segunda semana será dedicada à meditação. Pretendo meditar duas vezes por dia (actualmente tenho meditado apenas uma vez) e não posso faltar à pratica durante o fim-de-semana. Na terceira semana, o foco será a alimentação (e sim, tenho a noção que por essa altura estaremos perto do Natal). Acredito que com a meditação e um horário fixo de sono me será mais fácil controlar o impulso de comer porcaria. A última semana do mês (NATAL!) será para consolidar estes três hábitos e avaliar o impacto que cada um tem no meu dia-a-dia. Planeio fazer um update semanal sobre o meu progresso de modo a me responsabilizar pela mudança. Acho, até, que será um excelente meio de me manter responsável

 

Portanto, esta semana será dedicada a manter 7h30 de sono. Posso dizer que, para o primeiro dia, até me portei bem, pois dormi 7h20. Agora é hora de desligar o computador, preparar as coisas para o dia de amanhã e enfiar-me na cama

 

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