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Tu tens a mania

Tu tens a mania

Livro lidos: The Year of Magical Thinking

A primeira vez que ouvi falar em Joan Didion foi devido a um texto dela sobre a importância de manter um diário. Li o texto em causa e gostei, imediatamente, da forma como Didion escreve. No entanto, só me convenci a ler um livro dela após ter visto o documentário da Netflix, Joan Didion: The Center Will Not Hold. Decidi começar por The Year of Magical Thinking.

 

“Life changes in the instant. The ordinary instant."

 

Escolhi este livro por achar mais apropriado após a visualização do documentário. Já sabia sobre o que falava e, por isso, decidi, como na gíria se diz, enfrentar o touro pelos cornos. Este livro trata-se de uma reflexão do ano que se seguiu à morte do marido de Joan, John Gregory Dunne. Dunne morreu alguns dias após a filha deles ser internada no hospital por causa de uma pneumonia e em perigo de vida. Ao longo do livro, Didion relata o que foi acontecendo ao longo desse ano e de que forma ela foi reagindo às adversidades que lhe foram aparecendo.

 

“A single person is missing for you, and the whole world is empty.” 

 

Não é um livro difícil de ler, pois a escrita de Joan é simples e concisa. No entanto, devido ao tema que é abordado (o luto), não se pode dizer que seja um livro fácil de ler. Para alguém que ainda não perdeu @ parceir@ de vida, a leitura deste livro permitiu-me entender melhor o sofrimento provocado por tamanha perda. Para alguém que tenha perdido alguém assim tão próximo, talvez seja um pouco reconfortante entender que não está sozinh@.

 

Foi um livro que me deixou com um aperto no peito e uma vontade de abraçar quem me é próximo. E creio que o próximo livro que irei ler de Joan Didion também me irá deixar de lágrimas nos olhos.

 

"I know why we try to keep the dead alive: we try to keep them alive in order to keep them with us. I also know that if we are to live ourselves there comes a point at which we must relinquish the dead, let them go, keep them dead."

 

 

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Quando a vida te troca as voltas

Nos inícios de Dezembro, tinha recuperado a motivação para fazer mais. Tinha encontrado a vontade de mudar os hábitos que foram sendo adquiridos após o início do trabalho. E as coisas foram correndo bem, até ao dia em que deixaram de correr

 

A verdade é que comecei a deixar de ter paciência para muitas coisas que antes adorava. Uma delas foi o blog. Num abrir e fechar de olhos, deixei de querer partilhar opiniões e textos. Passei a querer manter as minhas palavras só para mim e esconde-las do mundo em meu redor. Escrevia apenas para mim e comecei, lentamente, a reparar numa nova tendência: os meus textos começaram a ser escuros e auto-depreciativos. Apenas quando reparei nisto que decidi que algo teria de mudar. Forcei-me a restabelecer hábitos que me deixavam inspirada, criei novos hábitos e obriguei-me a enfrentar a minha frustração e a tentar compreender o porquê de ela existir. Tem sido um processo lento e difícil, uma batalha diária, mas já começo a ver alguma luz ao fundo do túnel

 

Os meus texto já não são tão depreciativos como foram no início do ano, ainda não sei o que quero fazer no futuro, continuo a sentir-me frustrada em relação a isso e a deixar essa frustração prejudicar-me, e continuo a querer esconder muito daquilo que escrevo. Porém, voltei a estar disposta a partilhar um pouco do que se passa dentro da minha cabeça.

 

Creio que posso dizer que estou de volta ao blog. A ver se, desta vez, consigo manter-me fiel

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