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Tu tens a mania

Tu tens a mania

Obrigada Google!

Sempre admirei os doodles da Google. Para além do teor informativo que está por detrás deles, a forma como a Google apresenta as coisas, principalmente as maiores festividades, deixam-me sempre com um sorriso.E o doodle de Halloween deste ano não é excepção. 

 

Este ano, o doodle apresenta-nos Jinx, um fantasma solitário que tenta encontrar o disfarce perfeito e um lugar no mundo. De um modo cómico, a Google conseguiu tocar num assunto importante: a inclusão e acepção do que nos é diferente. Através de algo simples e acessível, quer para crianças, quer para adultos, a Google diz muito e faz-nos pensar nos nossos actos. Gostamos de dizer que vivemos numa sociedade tolerante e que aceitamos as diferenças dos outros, mas basta olhar para as notícias e para os comentários nas redes sociais para entender que estamos muito longe de sermos tolerantes. E isso precisa de mudar urgentemente.

 

É um doodle que nos deixa com um sorriso nos lábios e uma lágrima no canto do olho.

 

 

 

 

 

Happy Halloween 

 

P.S.: Já agora, fui a única que teve morceguinhos na página de gestão do blog?

Ânsia de ler

Uma das desvantagens de se estar desempregada é que se tem muito tempo livre. Tanto tempo que uma pessoa começa a perder-se e a perder  motivação de fazer o que mais se gosta. Inevitavelmente, essa pessoa começa a sentir-se indiferente em relação aos seus hobbies e paixões, começa a sentir que estes já não lhe desperta interesse e que, em vez de a tornar feliz e relaxada, a deixa triste e desesperada.

A desvantagem de se estar empregada é a falta de tempo livre e, consequentemente, o aumento da ânsia de fazer o que mais a faz feliz.

No meu caso, são os livros. Enquanto desempregada, custava-me pegar num livro e ler. Houve, inclusive, dias em que pensar em livros me deixava ansiosa e frustrada. Agora que me encontro empregada, não perco uma oportunidade de estar com a cabeça enfiada num livro. Seja ao pequeno-almoço, nos 5 minutos antes de ter de entrar ao serviço, enquanto cozinho, etc, tenho sempre um livro por perto e dou por mim com dificuldade em pousa-lo.

Enquanto desempregada, conseguia ler um livro por semana com muito esforço. Agora, continuo a ler um livro por semana, mas leio com prazer e motivação. E eu tinha tantas saudades disso.

 

 

Ausência

Há duas semanas que não escrevo por aqui. Há três semanas que comecei a trabalhar. Os dois factos estão um pouco interligados, mas não é o cansaço que os une. É a falta de paciência de me sentar em frente de um computador. Desde que comecei a trabalhar que ligo cada vez menos o computador. Passei, até, alguns dias em que nem me aproximei dele. Não tenho tido vontade de ver a vida dos outros, quer no blog, quer nas redes sociais. Não deixei de escrever e as páginas cheias de palavras e ideias que enchem a minha capa podem comprovar isso. Mas a perspectiva de me sentar e de as tentar passar para o computador aterrorizava-me. Deixei, também, de ver filmes e séries. E eu tinha tanto que queria ver...

Porém, durante esta semana, comecei a recuperar a minha vontade de partilhar o que penso. E só hoje é que consegui convencer-me a fazê-lo. Quero tentar dar pequenos passos ao longo da próxima semana, evitando sobrecarregar-me, escrevendo aqui e ali, partilhando opiniões e disparates e ver o que se tem escrito por aqueles que sigo.

Poderia dizer que a culpa é do emprego novo, mas creio que a culpa é da minha versão de autumn blues (estou absolutamente farta do calor, QUERO CHUVA!!!!)

 

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Livros lidos: Wishful Drinking

Sou fã de Carrie Fisher desde o dia que a vi em Star Wars. Com o passar dos tempos e o aparecimento das redes sociais, Carrie Fisher tornou-se numa das minhas personalidades favoritas. Mas, estupidamente, nunca tinha lido um livro dela. Há uns meses atrás, "tropecei" numa promoção e acabei por comprar o meu primeiro livro de Fisher, Wishful Drinking, que foi o seu primeiro livro de não-ficção. Nest livro, ela conta como foi crescer com Debbie Reynolds como mãe e Eddie Fisher como pai, como foi a sua relação com os casamentos destes, a sua relação com Paul Simon e Bryan Lourd (pai da sua filha Billie Lourd), e a sua relação com o álcool, as drogas e a bipolaridade.

 

É um livro recheado de piadas, trocadilhos e sarcasmo, muito sarcasmo. Demorei menos de 24 horas a ler este livro, por tão viciante que era a escrita. Fisher fala da sua vida com tal leveza, que leva uma pessoa a pensar que, de facto, devíamos levar a vida com menos seriedade e mais humor.

 

A escrita de Carrie Fisher tornou-se o mais recente motivo para a adorar e já tenho em mente o próximo livro dela que irei adquirir: Shockaholic.

 

 

"Resentment is like drinking a poison and waiting for the other person to die"

 

"If my life wasn't funny, it would just be true, and that is unacceptable"

 

"You know how they say that religion is the opiate of the masses? Well, I took masses of opiates religiously"

 

 

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Jane Austen é do alt-right?

De acordo com os meninos do Alt-Right, sim. Por exemplo, o menino Milo Yannopoulos diz:

 

"As a Victorian novelist might have put it: 'It is a truth universally acknowledged that an ugly woman is far more likely to be a feminist than a hot one'"

 

Ao qual eu respondo: Jane Austen é uma escritora da era Georgiana, dumbass, e existe muita mulher bonita que é feminista, mas, como jamais terias hipóteses com elas, preferes dizer que são feias. Continua assim que continuarás solteiro. E tenho a dizer que são os homens feios que se viram para o Alt-Right.

 

Depois de estragarem a vida ao criador do Pepe the Frog, que continua a lutar pelo seu sapinho, e de dizerem que Taylor Swift é uma deusa ariana, "que prefere ficar em casa a ler Jane Austen e brincar com um gato, do que sair e ter gang-bangs com homens de cor, como a Miley Cyrus" (No entanto, Swift tem uma lista longa de namorados... Isso não vai contra a puridade sexual da mulher que eles tanto exigem???), Jane Austen é a nova vítima. Mas o porquê de Austen?

 

Ora, segundo estes iluminados, Austen é símbolo da puridade sexual, da tradição branca actualmente desaparecida e da inferioridade feminina. E eu a achar que Jane Austen criticou, através de ironia e sarcasmo, a sociedade conservadora em que viveu. Mas parece-me que estou errada. Eu e os milhares de admiradores, estudiosos e pessoas com mais de dois dedos de testa por este mundo fora.

 

Após a leitura de vários artigos e de ter tentado entender como raio esta gente chegou a esta conclusão, acredito, solenemente, que eles não leram os livros de Jane Austen. Ou até leram, mas não entendem sarcasmo. Sabiam que as pessoas sarcásticas são inteligentes  e criativas e que entender sarcasmo também é sinal de inteligência? Pois, está tudo dito, não está?

 

Estou à espera de uma manifestação das Janeites. Não é que seja devota de Jane Austen, mas dizerem que ela faz parte do Alt-Right mexe demasiado comigo. Santa ignorância...

 

 O esmurrado é Richard Spencer, um dos criadores do movimento Alt-Right

 

 

Alguns dos artigos que li:

Dias de Outubro

Finalmente é Outubro. Não creio que é o meu mês preferido por ser o mês do meu aniversário. É neste mês que as árvores já estão todas em tons de castanho e vermelho, em que se começa a vestir sweathers e gorros, e o chá quente torna-se mágico. Os casacos grossos e as botas saem do armário e as mantas regressam à cama.

 

Infelizmente, neste ano, Outubro começa quente e a exigir que se use t-shirts. Mas não me dou por vencida. Ao final do dia, munida de casaco grosso, gorro e chá, lá vou eu para a minha varanda ver o mini pôr-de-sol que consigo observar entre o telhado e a árvore do meu vizinho. E, durante as minhas caminhadas, já posso saltitar por cimas das folhas caídas e caminhar durante mais tempo pois o ar está mais fresco.

 

O tempo ainda está quente, mas já se nota o frio do Outono.

 

Bem-vindo Outubro

 

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P.S.: Ide votar, seus malandros!

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