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Tu tens a mania

Tu tens a mania

Livros Lidos: Raparigas como Nós

"Uma história de amor irresistível, que é também o retrato de uma geração que cresceu sem redes sociais. Pode uma paixão da adolescência marcar o resto da vida?
Festivais de Verão, tardes na praia, experiências-limite com drogas, traições e festas misturam-se com amores improváveis e velhas amizades. Um romance intemporal nos cenários de Lisboa, Cascais e Madrid, que mostra tudo o que pode esconder-se atrás da vida aparentemente normal de uma rapariga… como tu.
«Beijamo-nos ao som daquela música que ouvia em casa sozinha deitada na minha cama. Durante o resto da vida, não importaria o que estivesse a fazer ou onde, quando ouvisse os primeiros acordes […], recordar-me-ia do olhar do Afonso fixado em mim, da sua mão no meu rosto, do meu coração a tremer e de me sentir a rapariga mais feliz do mundo. Porque Lisboa está cheia de bares a abarrotar de miúdas bonitas que, num piscar de olhos, se colocariam de gatas a ronronar nas suas pernas. Mas ele viu-me a mim.»
«Se algum dia se sentirem sozinhas, estranhas, deslocadas do mundo que vos rodeia, lembrem-se da Isabel, da Alice, da Luísa, da Marina e até da Marisa das argolas… Raparigas como nós.»"

 

Comprei este livro assim que este foi lançado. A minha intenção era o ler quando fosse de férias, mas, na realidade, não resisti, peguei nele e devorei-o em poucos dias

 

"Os cães dão confiança a toda a gente. Os gatos são selectivos"

 

Este livro conta-nos as aventuras românticas (e não só) de Isabel na adolescência e na fase de jovem prestes a enfrentar os desafios da universidade. Aventuras essas que aconteceram durante a década de 90 e 00. É um livro onde são expostas as dúvidas e problemas que muitos adolescentes vivem em torno do seu primeiro amor e da forma como este influencia todos os amores que virão depois. Pelo meio, fala-se, também, em problemas e vivências que começam a aparecer durante a adolescência: festas, drogas, brigas por causa daquela pessoa, o desejo de ser melhor que os outros (nem que para isso se tenha que humilhar os outros) e a "necessidade" de viver tudo ao máximo, no matter what

 

"Talvez os rapazes se apaixonem por uma imagem, por um corpo. As raparigas não. Apaixonamos-nos por toques, por gargalhadas, pelo sentido de humor"

 

Foi um livro que me fez regressar à minha adolescência (apesar de só ter sido adolescente na década 00). Revi-me em várias situações e fiquei a reflectir sobre as minhas acções de jovem adolescente a tentar compreender o mundo. Admito que tenho pena de não ter tido um diário enquanto adolescente. Se tivesse, teria me divertido a ler os meus desabafos de adolescente a sofrer de amores

 

"Mas será a ternura um novo sentimento ou apenas saudade daquela fase da minha vida em que fui tão feliz?"

 

O desfecho, para mim, foi um pouco inesperado. Porém, após uma pequena reflexão, admito que seria algo óbvio de acontecer e que eu apenas tentei negar as evidências

 

"As pessoas entram na nossa vida para nos dar algo. E todas as relações, quer sejam de amizade, trabalho ou amor, são relações. Não é preciso definir as coisas e dar-lhes nomes pomposos. Basta vivê-las. Quando acabam, deixamo-las ir. É sinal de que essa pessoa já não tem nada a acrescentar à nossa vida, terminou a sua missão connosco"

 

Gostei imenso de ler Raparigas como Nós. Há já algum tempo que não chorava ao ler um livro e há ainda mais tempo que não estava dividida entre terminar o livro para saber como a coisa acaba ou não acabar o livro de modo a que a história não acabasse. Para mim, é um excelente livro para se ler durante o verão, nem que seja para reviver as nossas paixões de adolescência que sabem melhor acompanhadas com o calor de verão e o cheiro a mar

 

"A pessoa certa nunca chega no momento errado. Porque as pessoas certas fazem-nos querer atirar ao ar todos os planos que fizemos"

 

 

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A Máscara

Enquanto estava no Facebook, dei de caras com um facto que me deixou boquiaberta: o filme A Máscara estreou há 25 anos, no Estados Unidos. Em Portugal foi no ano seguinte

 

Boa parte da minha infância foi passada a ver este filme, vezes e vezes sem conta, maioritariamente por causa das músicas. No entanto, não me lembro há quanto tempo que não vejo este filme. Se calhar, está na altura de o rever e de verificar se continua a ser bom como é na minha memória (provavelmente não)

 

 

P.S.: ainda me lembro da letra completa + efeitos sonoros desta cena 

Última semana

Última semana de trabalho antes de férias. Semana com os nervos à flor da pele. Semana em que será difícil levantar-me da cama. Semana em que me será difícil acalmar durante o horário de trabalho

Definitivamente, não gosto do meu trabalho. Trabalho numa fábrica, num posto com responsabilidade e que exige muito de mim (física e psicologicamente). Já há algum tempo, comecei a procurar outro emprego. No entanto, as coisas não estão fáceis, pois só me aparece mais do mesmo. Se há coisa que aprendi nestes quase dois anos de trabalho nesta empresa é que não quero continuar a trabalhar em ambientes fabris. Porém, na zona onde vivo e arredores, fábricas são as únicas possibilidades para alguém com o meu curso. Sei de uma empresa multinacional localizada perto de minha casa que oferece boas condições de trabalho e pondero candidatar-me para lá como alternativa à empresa onde estou. Mas irei candidatar-me como algo temporário. Tenho que descobrir o que realmente quero fazer, mas preciso de ter a minha cabeça no sítio de modo a conseguir reflectir o que quer que seja. Por vezes, questiono-me se terei estudado na área certa. E há já algum tempo que não sei bem o que quero da vida, profissionalmente. Tenho muitas dúvidas sobre o que me faz feliz e o que me deixa satisfeita, mas tenho uma ligeira sensação que essa satisfação poderá ser encontrada numa área criativa

Ainda esta semana, irei enviar o meu currículo para a tal empresa que está perto de minha casa. Quero trabalhar num ambiente mais calmo e respeitador, de modo a conseguir parar o meu cérebro e pensar bem no que quero para o meu futuro. Quero conseguir desligar o meu cérebro daquele pequeno inferno e começar a pensar em mim

 

 

Marés Vivas 2019

Este ano, regressei ao Marés Vivas. A última vez que fui a este festival foi em 2016, para assistir ao concerto de James (e arrependo-me por não ter ido assistir o concerto de Elton John)

 

Estive praticamente até ao último dia para comprar o passe dos três dias. Acabei por dizer “Que se f#+a” e comprei. Não conseguir ir ao primeiro dia devido a uns imprevistos, mas fui aos restantes dois. E devo dizer que acabei por não me divertir tanto nos concertos que mais queria ver. No sábado, a ideia era ver Ornatos Violeta. Apesar de também ser fã de Mando Diao, Ornatos é uma das bandas que me acompanhou durante largos anos. No entanto, tive o azar de ficar junto de um grupo de jovens que decidiram fazer um mosh e lixar a vida daqueles que estavam à volta. Fui espezinhada, levei cotoveladas e fui “esborrachada” entre pessoas. Quando decidiram terminar o mosh, eu não tinha espaço para me mexer e estava com algumas dores. Ainda tentei abstrair-me e tentar aproveitar o resto do concerto, mas não consegui. Acabei por sair a meio e sentar-me num passeio e ouvir o resto do concerto. O concerto dos Mando Diao, pelo contrário, foi fantástico, mesmo tendo em conta os 40min de interrupção por problemas técnicos

 

No domingo, foi a vez de Sting e dos Morcheeba. Como já tinha visto Morcheeba ao vivo há uns aninhos, estava entusiasmada com o concerto do Sting. Fomos cedo e até conseguimos um bom lugar. Diverti-me imenso durante o concerto dos Morcheeba, como já estava à espera. Porém, quando o concerto acabou, começou a haver uma enorme movimentação de pessoas e acabei por ficar por detrás de um grupo de adultos, um tanto ou quanto mal-educados, e que não me deixaram ver o concerto. Ainda tentei arranjar um lugar melhor, mas estava tanta gente e e o espaço da me movimentar era pequeno que acabou por ser melhor aguentar onde estava ou, então, teria de ir mesmo para o fim do recinto. Ainda consegui ver a cabeça do Sting por algumas vezes, por isso, não ficou tudo perdido. No entanto, sei que não consegui aproveitar tanto como gostaria

 

Uma coisa que dá para ver durante os festivais de música é que as pessoas que mais se queixam do que quer que seja, são as primeiras a agir de forma a incomodar os que os rodeiam. Os grupos de sábado e de domingo, estiveram o tempo todo em que não havia música a criticar algo: ou era a organização do evento, ou era as pessoas, ou era a comida, ou era o espaço, ou era isto, ou era aquilo… Sempre a reclamar. E, depois, começando o concerto, eram as primeiras pessoas a não terem consideração pelos outros. Eu devo ter aumentado a minha probabilidade de sofrer cancro de pulmão em uns 10 a 20% só por causa do fumo do tabaco que eles insistiam em bufar em direcção às pessoas que estavam em redor delas em vez de para cima

 

Apesar de tudo, diverti-me. Para o ano, se for, hei-de permanecer sentada nos passeios durante os concertos. Parece-me a opção mais segura e saudável, quer física, quer mentalmente

 

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Hábitos de Julho

Estes últimos meses foram um pequeno caos a nível de bons hábitos. Acho que deixei cair por terra todos os bons hábitos que fui adquirindo nos últimos meses. Deixei de meditar, deixei de praticar exercício físico, deixei de conseguir resistir ao açúcar, deixei de me enfiar na cama cedo. Deixei muita coisa e agora começo a sofrer as consequências

 

Podia dizer que a culpa é do emprego, mas, na realidade, a culpa é minha. Fui eu quem deixou que o trabalho me influenciasse demasiado a vida que tenho fora dele. Fui eu quem deixou de impor limites às pessoas e que as deixei de me tratassem mal. Fui eu que não disse não a certas coisas e, consequentemente, acabei por ficar com excesso de trabalho. A culpa é minha e está na altura de reverter a situação

 

Não será fácil. Até entrarmos de férias, temos de trabalhar mais uma hora por dia. Já o estamos a fazer há algumas semanas. Uma pessoa até pode achar que mais uma hora por dia não é nada. E se calhar até não é. Mas para mim tem sido. Tenho andado exausta, com dificuldades em concentrar. Não consigo estipular devidamente as prioridades. Facilmente perco a paciência. Estou irritada, frustrada, ansiosa e exausta. Voltei a ter um problema que não tinha há vários anos: passo o dia cansada e cheia de sono e, no entanto, assim que me enfio na cama, fico acordada a olhar para o tecto e com dificuldades em adormecer. Passo a semana a ansiar pelo regresso do fim-de-semana e passo o fim-de-semana a temer a semana. Tenho andado a procurar outras oportunidades de emprego, mas o cansaço é tanto que se torna difícil fazer uma análise correcta às propostas de emprego que existem. E não tenho cabeça para andar a escrever cartas de motivação. Decidi tentar aguentar até ao início das férias e, aí, renovar o meu currículo e dedicar-me à caça de novas oportunidades. Porém, não me parece que aguente até às férias sem ir pedir baixa médica. A minha saúde mental está mal e preciso de começar a pensar seriamente nela, em vez de pensar no trabalho que ficaria por fazer caso faltasse

 

Neste mês de Julho, vou mentalizar-me de uma coisa: preciso de ajuda. Preciso de ajuda em vários sentidos. Preciso de ajuda no trabalho, preciso de ajuda em casa e preciso de ajuda médica. No trabalho, vou ter de deixar de ter vergonha de dizer “eu não consigo fazer isto” ou “não tenho tempo para fazer isso” ou, também, “existe alguém melhor qualificado para fazer aquilo”. Em casa, tenho que pedir aos meus pais que escondam tudo aquilo que contenha açúcar, pois tenho ingerido demasiado açúcar e isso não é algo que me tenha ajudado a manter a sanidade mental. E ajuda médica. Planeio que durante este mês, finalmente, marque uma consulta num nutricionista e num psicólogo. Acredito que será uma excelente maneira de me ajudar a controlar o que consumo e a forma como me expresso

 

Isto é uma bola de neve. Não estou bem mentalmente e acabo por comer coisas que não uma falsa sensação de felicidade. Quanto pior estou mentalmente, mais como. Quanto mais como, pior me sinto. E tenho que espezinhar esta bola antes que algo de grave me aconteça

 

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Uma questão de Orgulho

Se há algo que me irrita profundamente é ouvir "E os heterossexuais?". Principalmente, quando oiço ao longo do mês de Junho. Durante este mês, a comunidade LGBT+ une-se, faz-se ouvir e reclama por igualdade. E meia dúzia de parvos reclamam discriminação porque os heterossexuais não são incluídos

 

Infelizmente, a heterossexualidade ainda é considerada a norma. Desde cedo, os pais perguntam aos filhos quem é a namorada deles no Jardim de Infância. Educam as crianças de acordo com o que acham que é um homem e o que é uma  mulher. A sociedade continua a forçar o que considera "normal" e continua a excluir tudo aquilo que saia desse campo. Não é preciso festejar a heterossexualidade. A heterossexualidade é forçada em todos nós diariamente. É a quantidade de casais hetero que exprimem os seus sentimento pelo outro sem ter medo do que as pessoas em redor poderão dizer ou fazer. É a quantidade de personagens hetero e cisgénero que vemos na televisão, no cinema e nos livros e nunca têm de passar pelo processo de se assumir hetero ou de assumir que se identifica com determinado sexo

 

Os ditos "normais" não passam pelo processo de descobrir que afinal gosta de pessoas do mesmo sexo ou de que se identifica como mulher quando se nasceu homem. Não passam pelo processo de "sair do armário". Não têm a noção que uma vez saído do armário, terá de sair do armário sempre que conhece alguém novo. Não são agredidos, torturados e assassinados por gostarem de alguém do mesmo sexo. Não têm países onde seriam condenados à morte por serem quem são. Não correm o risco de serem expulsos de casa e rejeitados pela família. Não precisam de passar pelo longo e penoso processo médico e burocrático da mudança de sexo. Não têm a sociedade a chamar-lhes de anormais e a dizer-lhes que o que sentem é só uma fase

 

E Portugal até é um país LGBT fiendly. No entanto, o friendly fica restrito à zona de Lisboa e Porto. Saindo daí, é muito raro ver alguém a assumir-se livremente. Não se vê casais do mesmo sexo a trocarem actos de carinho da mesma forma que se vê casais hetero. Um simples acto de dar à mão pode desencadear olhares de nojo e insultos. Ainda se usa (e muito) o termo "bicha". Ainda se diz que uma mulher é lésbica porque nunca esteve com um "homem à séria" (ainda estou para descobrir o que isto significa). Ainda existe comentários insultuosos a colegas de trabalho devido à sua orientação sexual. Ainda não existe igualdade e, por isso, continuará a existir o mês do Orgulho e a comunidade LGBT+ continuará a sair à rua, reivindicar igualdade e a festejar a diversidade

 

LOVE IS LOVE e Deus também erra

 

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Fonte: futureculture

 

Livros Lidos: Giovanni's Room

"David, a young American in 1950s Paris, is waiting for his fiancee to return from vacation in Spain. But when he meets Giovanni, a handsome Italian barman, the two men are drawn into an intense affair. After three months David's fiancee returns and, denying his true nature, he rejects Giovanni for a 'safe' future as a married man. His decision eventually brings tragedy"

 

Descobri este livro por acaso, enquanto pesquisava um outro livro (que acabou por ficar para segundo plano após ter descoberto este). Assim que li a sinopse, fiquei curiosa e não consegui resistir

 

"Perhaps home is not a place but simply an irrevocable condition"

 

O livro, tal como a sinopse diz, centra-se em David, um jovem americano em Paris que, enquanto espera que a sua noiva regresse de Espanha, conhece Giovanni. Estes acabam por se envolverem e, assim que a sua noiva regressa, David vira as costas a Giovanni, o que leva a que este tome algumas decisões que o levarão à tragédia

 

“People who believe that they are strong-willed and the masters of their destiny can only continue to believe this by becoming specialists in self-deception. 

 

Este livro explora temas como a identidade sexual, identidade de género e masculinidade. Um livro escrito nos anos 50 com temas ainda bastante pertinentes para a sociedade actual. Gostei imenso da forma como a história é contada e como estes temas são explorados. O final do livro deixou-me com um pequeno nó na garganta, mas adorei o livro e não mudaria nada nele. Tenho é pena que não se encontra este livro traduzido para português, bem como a grande maioria dos livros de Baldwin (só existe um livro traduzido). Fiquei bastante curiosa em relação aos restantes trabalhos do escritor e acredito que ainda irei adquirir outro livro dele este ano

 

“If you cannot love me, I will die. Before you came I wanted to die, I have told you many times. It is cruel to have made me want to live only to make my death more bloody" 

 

“Love him,’ said Jacques, with vehemence, ‘love him and let him love you. Do you think anything else under heaven really matters? And how long, at the best, can it last, since you are both men and still have everywhere to go? Only five minutes, I assure you, only five minutes, and most of that, helas! in the dark. And if you think of them as dirty, then they will be dirty— they will be dirty because you will be giving nothing, you will be despising your flesh and his. But you can make your time together anything but dirty, you can give each other something which will make both of you better—forever—if you will not be ashamed, if you will only not play it safe.’ He paused, watching me, and then looked down to his cognac. ‘You play it safe long enough,’ he said, in a different tone, ‘and you’ll end up trapped in your own dirty body, forever and forever and forever—like me."

 

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Feira do Livro de Lisboa

Tenho que começar a considerar a Feira do Livro de Lisboa como uma ameaça ao meu estado financeiro. Tive a minha primeira experiência no ano passado e a de este ano superou as expectativas

 

Eu já estava minimamente preparada e tinha colocado uma certa quantia de dinheiro de parte com o propósito de ser gasto na FLL. No entanto, jamais pensei que fosse utilizar todo esse dinheiro em livros de uma assentada só. Tenho sempre uma expectativa elevada no meu poder de auto-controlo, mas já deveria saber que não tenho qualquer capacidade de me controlar

 

Os livros que comprei foram livros em que eu já tinha andado de olho neles. Houve apenas um livro que foi uma compra de puro impulso, mas já o queria ler em português há vários anos e, portanto, não me arrependo nada de o ter comprado praticamente sem desconto

 

Entrei no recinto determinada em ver as bancas todas sem comprar algo e que só no fim iria fazer as compras. Comecei de um lado, passei pela editora 2020 e pela Leya, anotei os livros que me chamavam a atenção e fui continuando descontraída até chegar à Porto Editora, que é a minha desgraça. Dito e feito. Não resisti e lá comecei a encher o saco de livros. Já com uma boa quantidade deles ao ombro, fiz o percurso inverso para ir buscar outros livros que tinha visto e que queria definitivamente levar. Já satisfeita, abandonei o recinto a pensar que tinha feito umas boas compras. Do nada, lembro-me que não passei pelo stand da Fnac e comecei a remoer. Porém, carregada, não tinha paciência de voltar para trás e, como tinha coisas planeadas para o dia seguinte, acabei por me congratular, pois não iria gastar mais dinheiro e permanecia ignorante aos preços que a Fnac estava a praticar

 

Mas quis o destino passar-me uma rasteira e, no dia seguinte, estive com uns amigos e eles sugeriram passear na FLL. Inevitavelmente, passamos pela Fnac e, assim, começou o meu pequeno tormento. Os descontos deles eram apelativos, mas, como eu já tinha esgotado o plafond que tinha para livros, só pude olhar de forma sonhadora para eles e suspirar

 

Tenho que admitir que estou feliz por ter conseguido resistir aos livros da Fnac. Acabei por sair de lá com uma listinha de livros que me interessam e que pode ser que depois do mês de Setembro pode ser que os compre (sim, não vai haver livros novos para a menina até à Feira do Livro do Porto)

 

Voltando aos livros que comprei, estou, de facto, satisfeita com eles. São livros que já tinha visto e que me tinham despertado o interesse. Consegui a grande maioria com excelentes descontos e, por isso, acabei por conseguir trazer mais livros do que tinha pensado. Jamais pensei conseguir Americanah em português com um preço tão baixo como o que paguei. Vim para casa carregadinha, porém fiquei admirada por ver pessoas com bem mais livros do que eu e a continuarem às compras como se nada fosse (como é que eles aguentam??). Tive uma “agradável” surpresa da parte da Porto Editora, que se esqueceu de desactivar os alarmes dos livros e que, quando estava no lado oposto da Feira, começaram a tocar e fui obrigada pelo segurança a passar cada livro que tinha pelos sensores e a procurar pelos alarmes para os colocar no lixo. Devo dizer que foi uma experiência “fantástica” e a não repetir, sff! Ainda estive para ir à Porto Editora reclama, mas estava cansada e tinha muito que caminhar até lá. E, como enquanto eu estava a ser revista, apareceram mais três pessoas com livros de lá a apitarem, fiquei com a esperança de que algum deles tenha ido reclamar da coisa. Pelo sim, pelo não, hei-de enviar uma reclamação à Porto Editora

 

Resumidamente, diverti-me durante as poucas horas que lá estive, vim de coração cheio e de mente a pensar nos próximos livros que hei-de comprar e determinada a que sempre que eu comprar um livro, irei retirar imediatamente o alarme para evitar surpresas

 

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Isto das eleições

Quase sempre acompanhei os meus pais quando estes iam votar. Lembro-me que achava uma seca, pois eles acabavam por ficar a conversar com conhecidos, mas apercebi-me da importância de votar. Lembro-me de ter 16 anos e estar desiludida por ainda não poder votar e de começar a pensar que a idade para votar devia baixar para os 16 ou 17 anos (continuo a achar que se deveria dar essa oportunidade aos mais jovens, mas também tenho a noção que existe imensa desinformação entre eles e que isso pode ser prejudicial para o país)

 

Assusta-me, verdadeiramente, a quantidade de pessoas que não se atreveram a votar. Acho uma vergonha e uma falta de respeito. Se não querem votar em algum dos partidos, votem em branco. Não ir votar significa que não se interessam com o que acontece no país. No entanto, tenho a certeza que a grande maioria dos comentadores de sofá são estes mesmo que não se atreveram a levantar do dito sofá e exercer o seu direito de voto

 

Apesar de o partido que eu votei ter tido um resultado excelente, não consigo deixar de estar triste e revoltada com os portugueses. Espero bem que durante os próximos anos estes estejam caladinhos e que não opinem sobre aquilo que decidiram não votar

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