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Tu tens a mania

Tu tens a mania

Livros Lidos: Giovanni's Room

"David, a young American in 1950s Paris, is waiting for his fiancee to return from vacation in Spain. But when he meets Giovanni, a handsome Italian barman, the two men are drawn into an intense affair. After three months David's fiancee returns and, denying his true nature, he rejects Giovanni for a 'safe' future as a married man. His decision eventually brings tragedy"

 

Descobri este livro por acaso, enquanto pesquisava um outro livro (que acabou por ficar para segundo plano após ter descoberto este). Assim que li a sinopse, fiquei curiosa e não consegui resistir

 

"Perhaps home is not a place but simply an irrevocable condition"

 

O livro, tal como a sinopse diz, centra-se em David, um jovem americano em Paris que, enquanto espera que a sua noiva regresse de Espanha, conhece Giovanni. Estes acabam por se envolverem e, assim que a sua noiva regressa, David vira as costas a Giovanni, o que leva a que este tome algumas decisões que o levarão à tragédia

 

“People who believe that they are strong-willed and the masters of their destiny can only continue to believe this by becoming specialists in self-deception. 

 

Este livro explora temas como a identidade sexual, identidade de género e masculinidade. Um livro escrito nos anos 50 com temas ainda bastante pertinentes para a sociedade actual. Gostei imenso da forma como a história é contada e como estes temas são explorados. O final do livro deixou-me com um pequeno nó na garganta, mas adorei o livro e não mudaria nada nele. Tenho é pena que não se encontra este livro traduzido para português, bem como a grande maioria dos livros de Baldwin (só existe um livro traduzido). Fiquei bastante curiosa em relação aos restantes trabalhos do escritor e acredito que ainda irei adquirir outro livro dele este ano

 

“If you cannot love me, I will die. Before you came I wanted to die, I have told you many times. It is cruel to have made me want to live only to make my death more bloody" 

 

“Love him,’ said Jacques, with vehemence, ‘love him and let him love you. Do you think anything else under heaven really matters? And how long, at the best, can it last, since you are both men and still have everywhere to go? Only five minutes, I assure you, only five minutes, and most of that, helas! in the dark. And if you think of them as dirty, then they will be dirty— they will be dirty because you will be giving nothing, you will be despising your flesh and his. But you can make your time together anything but dirty, you can give each other something which will make both of you better—forever—if you will not be ashamed, if you will only not play it safe.’ He paused, watching me, and then looked down to his cognac. ‘You play it safe long enough,’ he said, in a different tone, ‘and you’ll end up trapped in your own dirty body, forever and forever and forever—like me."

 

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Feira do Livro de Lisboa

Tenho que começar a considerar a Feira do Livro de Lisboa como uma ameaça ao meu estado financeiro. Tive a minha primeira experiência no ano passado e a de este ano superou as expectativas

 

Eu já estava minimamente preparada e tinha colocado uma certa quantia de dinheiro de parte com o propósito de ser gasto na FLL. No entanto, jamais pensei que fosse utilizar todo esse dinheiro em livros de uma assentada só. Tenho sempre uma expectativa elevada no meu poder de auto-controlo, mas já deveria saber que não tenho qualquer capacidade de me controlar

 

Os livros que comprei foram livros em que eu já tinha andado de olho neles. Houve apenas um livro que foi uma compra de puro impulso, mas já o queria ler em português há vários anos e, portanto, não me arrependo nada de o ter comprado praticamente sem desconto

 

Entrei no recinto determinada em ver as bancas todas sem comprar algo e que só no fim iria fazer as compras. Comecei de um lado, passei pela editora 2020 e pela Leya, anotei os livros que me chamavam a atenção e fui continuando descontraída até chegar à Porto Editora, que é a minha desgraça. Dito e feito. Não resisti e lá comecei a encher o saco de livros. Já com uma boa quantidade deles ao ombro, fiz o percurso inverso para ir buscar outros livros que tinha visto e que queria definitivamente levar. Já satisfeita, abandonei o recinto a pensar que tinha feito umas boas compras. Do nada, lembro-me que não passei pelo stand da Fnac e comecei a remoer. Porém, carregada, não tinha paciência de voltar para trás e, como tinha coisas planeadas para o dia seguinte, acabei por me congratular, pois não iria gastar mais dinheiro e permanecia ignorante aos preços que a Fnac estava a praticar

 

Mas quis o destino passar-me uma rasteira e, no dia seguinte, estive com uns amigos e eles sugeriram passear na FLL. Inevitavelmente, passamos pela Fnac e, assim, começou o meu pequeno tormento. Os descontos deles eram apelativos, mas, como eu já tinha esgotado o plafond que tinha para livros, só pude olhar de forma sonhadora para eles e suspirar

 

Tenho que admitir que estou feliz por ter conseguido resistir aos livros da Fnac. Acabei por sair de lá com uma listinha de livros que me interessam e que pode ser que depois do mês de Setembro pode ser que os compre (sim, não vai haver livros novos para a menina até à Feira do Livro do Porto)

 

Voltando aos livros que comprei, estou, de facto, satisfeita com eles. São livros que já tinha visto e que me tinham despertado o interesse. Consegui a grande maioria com excelentes descontos e, por isso, acabei por conseguir trazer mais livros do que tinha pensado. Jamais pensei conseguir Americanah em português com um preço tão baixo como o que paguei. Vim para casa carregadinha, porém fiquei admirada por ver pessoas com bem mais livros do que eu e a continuarem às compras como se nada fosse (como é que eles aguentam??). Tive uma “agradável” surpresa da parte da Porto Editora, que se esqueceu de desactivar os alarmes dos livros e que, quando estava no lado oposto da Feira, começaram a tocar e fui obrigada pelo segurança a passar cada livro que tinha pelos sensores e a procurar pelos alarmes para os colocar no lixo. Devo dizer que foi uma experiência “fantástica” e a não repetir, sff! Ainda estive para ir à Porto Editora reclama, mas estava cansada e tinha muito que caminhar até lá. E, como enquanto eu estava a ser revista, apareceram mais três pessoas com livros de lá a apitarem, fiquei com a esperança de que algum deles tenha ido reclamar da coisa. Pelo sim, pelo não, hei-de enviar uma reclamação à Porto Editora

 

Resumidamente, diverti-me durante as poucas horas que lá estive, vim de coração cheio e de mente a pensar nos próximos livros que hei-de comprar e determinada a que sempre que eu comprar um livro, irei retirar imediatamente o alarme para evitar surpresas

 

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Isto das eleições

Quase sempre acompanhei os meus pais quando estes iam votar. Lembro-me que achava uma seca, pois eles acabavam por ficar a conversar com conhecidos, mas apercebi-me da importância de votar. Lembro-me de ter 16 anos e estar desiludida por ainda não poder votar e de começar a pensar que a idade para votar devia baixar para os 16 ou 17 anos (continuo a achar que se deveria dar essa oportunidade aos mais jovens, mas também tenho a noção que existe imensa desinformação entre eles e que isso pode ser prejudicial para o país)

 

Assusta-me, verdadeiramente, a quantidade de pessoas que não se atreveram a votar. Acho uma vergonha e uma falta de respeito. Se não querem votar em algum dos partidos, votem em branco. Não ir votar significa que não se interessam com o que acontece no país. No entanto, tenho a certeza que a grande maioria dos comentadores de sofá são estes mesmo que não se atreveram a levantar do dito sofá e exercer o seu direito de voto

 

Apesar de o partido que eu votei ter tido um resultado excelente, não consigo deixar de estar triste e revoltada com os portugueses. Espero bem que durante os próximos anos estes estejam caladinhos e que não opinem sobre aquilo que decidiram não votar

(Des)Vantagem de se estar doente

Hoje acordei mal. Cheia de dores, com vontade de vomitar e com pouca força para me levantar. Mas tinha de me levantar, mesmo que fosse faltar ao trabalho. Precisava da justificação médica e, após largos minutos de preparação mental, lá enfrentei a posição vertical e fui ao Centro de Saúde. Cheguei lá antes das 8 e fui a primeira a ser atendida na secretária. Porém, a senhora informa-me que só tem consulta para as 9h e disse-me que eu podia ir tomar um café antes de fazer a inscrição

 

O Centro de Saúde fica perto de um hipermercado que costuma ter promoções interessantes em livros. Eu bem que tentei resistir, indo a uma pastelaria que fica um pouco mais longe (onde só consumi chá e estava a ver que ele vinha todo para fora), mas estava demasiado ansiosa para estar quase uma hora parada num sítio movimentado e com barulho. E lá fui ao hipermercado (vazio)

 

Entrei enquanto dizia a mim mesma que só podia comprar um livro. No entanto, vi meia dúzia de livros interessantes, o que tornou a resolução difícil de manter. Ainda me passou pela cabeça não trazer qualquer livro, mas, estando doente, a minha força de vontade estava na reserva e já tinha gasto uma boa quantidade quando tive de me convencer a levantar da cama. Por isso, saí de lá com três livros debaixo do braço (ou melhor, escondidos na bolsa)

 

Consequentemente, a minha prioridade ao chegar a casa já não foi enfiar-me na cama, mas sim arranjar lugar para os três novos habitantes das minhas prateleiras

 

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Livros Lidos: A Educação de Eleanor

"Eleanor Oliphant tem uma vida perfeitamente normal – ou assim quer acreditar. É uma mulher algo excêntrica e pouco dotada na arte da interação social, cuja vida solitária gira à volta de trabalho, vodca, refeições pré-cozinhadas e conversas telefónicas semanais com a mãe. Porém, a rotina que tanto preza fica virada do avesso quando conhece Raymond – o técnico de informática do escritório onde trabalha, um homem trapalhão e com uma grande falta de maneiras – e ambos socorrem Sammy, um senhor de idade que perdeu os sentidos no meio da rua

A amizade entre os três acaba por trazer mais pessoas à vida de Eleanor e alargar os seus horizontes. E, com a ajuda de Raymond, ela começa a enfrentar a verdade que manteve escondida de si própria, sobre a sua vida e o seu passado, num processo penoso mas que lhe permitirá por fim abrir o coração"

 

Este é um daqueles livros pelos quais me sentia inexplicavelmente atraída. Vi-o, por diversas vezes, à venda, mas só li a sinopse no dia em que o comprei

 

"LOL could go and take a running jump. I wasn’t made for illiteracy; it simply didn’t come naturally"

 

Eleanor é uma pessoa a quem chamaríamos de social awkward, ou seja, alguém com poucas aptidões sociais. No entanto, é algo que muda quando conhece Raymond e vai desenvolvendo a sua primeira amizade na vida. À medida que a estória se desenrola, nos são dados detalhes que explicam o porquê da inaptidão social da Eleanor e vemos a evolução dela a enfrentar o que lhe é estranho. Tem os seus momentos de comédia, centrados na falta de conhecimento da Eleanor no que toca à cultura mainstream e às dificuldades sociais que ela enfrentam. Mas também tem os seus momentos de tristeza. Acaba por ser um livro bastante inspirador, tendo em conta que Eleanor enfrenta as suas dificuldades e o seu passado. Um dos momentos que mais me marcou foi o ela decidir começar a frequentar um psicólogo

 

"If someone asks you how you are, you are meant to say FINE. You are not meant to say that you cried yourself to sleep last night because you hadn't spoken to another person for two consecutive days. FINE is what you say"

 

É um livro muito interessante, com uma personagem principal fora do comum. A escrita é ligeira, mesmo nos momentos mais pesados, o que permite uma leitura fluída. Houve um ou dois momentos que não gostei, mas não prejudicaram a minha leitura e consegui ignora-los com facilidade

 

"These days, loneliness is the new cancer–-a shameful, embarrassing thing, brought upon yourself in some obscure way. A fearful, incurable thing, so horrifying that you dare not mention it; other people don’t want to hear the word spoken aloud for fear that they might too be afflicted, or that it might tempt fate into visiting a similar horror upon them"

 

Sendo este o primeiro livro de Gail Honeyman, estou bastante interessada em saber que mais ela irá escrever

 

"In the end, what matters is this: I survived"

 

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Hábitos de Maio

Estes últimos dois meses foram caricatos. Horas extra de trabalho, doença e vários feriados seguidos deixaram-me desnorteada e cansada. Acabei por ser alguém que só pensava em enfiar-se na cama e não acordar tão cedo

 

Porém, chegamos a Maio e sinto-me instável. A minha mente passa por vários estados ao longo do dia e as minhas reações a coisas pequenas são exageradas. Sinto-me mentalmente exausta e não consigo confiar na minha capacidade de decisão. Preciso de concentrar em mim e de fazer um reset mental. É por isso que durante este mês pretendo focar em mim e nas minhas necessidades. Quero entender o porquê de reagir de determinada forma a determinada situação. Quero entender porque me sinto cansada e o que posso fazer para reverter a situação. Preciso de parar e de me perceber

 

Portanto, vou retomar (e reforçar) a prática de meditação, ser exigente com as minhas horas de sono, ser mais honesta comigo mesma enquanto escrevo de manhã e à noite, tentar ingerir o mínimo possível de açúcar e respirar. Preciso muito de respirar

 

 

Música nos ouvidos

Estou, sinceramente, apaixonada pela nova música da FKA twigs. Já sou fã dela há alguns aninhos, mas Cellophane tornou-se a minha música favorita dela logos nos primeiros segundos da música. Uma melodia simples e com uma letra que soa a desabafo há muito contido

 

Ando de volta desta música deste que ela foi lançada (24/02), mas só hoje é que espreitei o videoclip. Devo admitir que nunca pensei que fosse chorar enquanto via pole dance. Mas há sempre uma primeira vez. E a minha só poderia ter sido com FKA twigs

 

They're waiting
They're watching
They’re watching us
They're hating
They're waiting
And hoping
I'm not enough

 

 

 

Desafios de domingo

Hoje acordei com um objectivo: terminar o livro que estou a ler ("The Diary of a Bookseller" de Shaun Bythell). Dediquei-me a ele durante a manhã e um pouco ao início da tarde. Tive de sair e, quando regressei a casa, voltei a refugiar-me na varanda para terminar o livro. Mas a coisa não aconteceu. A culpa é de um objecto (julgo eu) que se encontra no pátio de um vizinho meu e que se parece com uma ratazana. Eu assumo que é um objecto (e espero bem que não seja uma ratazana), mas não consigo parar de olhar para lá a ver se a coisa se mexe ou não

 

Ou seja, a minha ideia de terminar o livro ainda durante a tarde está em águas de bacalhau porque o meu cérebro paranóico não pára de pensar na pseudo-ratazana que está a uns 20/30 metros de mim e a imaginar mil e um cenários

Quando foi a última vez que te perdeste num livro?

Gostava de me lembrar do primeiro livro que li. Gostava de me lembrar dos livros que me acompanharam nos primeiros passos de leitora. Gostava de ter lido mais durante a minha adolescência. Gostava de que os livros que li nessa fase não fossem sempre os mesmos. Gostava de ter arriscado mais e ter lido géneros diferentes durante a universidade. Gostava de ter lido mais livros que desafiassem o meu pensamento. Gostava de ter feito várias coisas diferentes ao longo do meu percurso como leitora. Mas jamais quererei mudar o facto de gostar de ler. De gostar de sentir o peso de um livro nas mãos e do seu cheiro, quer seja a novo ou a velho. Do poder que o que lá está escrito terá em mim. Dificilmente me arrependo de ter pegado num livro, por mais terrível que seja a escrita. Peguei num livro e isso já é muito em comparação à maioria das pessoas

 

Segundo o Expresso, a venda de livros desceu 20% nos últimos 10 anos e isso assusta-me. Poderia pensar que, apesar de a venda de livros ter descido, a utilização de ebooks e audiobooks compensasse essa descida. No entanto, duvido. Não me parece que estejam assim tanta gente a utilizar estes meios alternativos de leitura. Tendo em conta o que se tem visto na sociedade portuguesa, acredito que as pessoas andam a ler cada vez menos. Todos os dias oiço algo que me faz pensar “Esta pessoa não lê”

 

O livro é um recurso tão benéfico para nós. Permite-nos viajar, conhecer novas culturas e realidades, permite-nos aperceber de coisas que achávamos ser verdadeiras e, no entanto, são falsas. Permite-nos fugir da nossa própria realidade. Ajuda-nos a encontrar inspiração para enfrentar os nossos problemas ou a criar novas oportunidades para nós mesmos. Permite-nos ser mais criativos e a reflectir melhor sobre o que nos rodeia. Ajuda-nos a sermos melhores

 

O livro é algo mágico e que deveria ser receitado a toda a gente. Precisamos de mais amor, compreensão, empatia e sentido crítico neste mundo

 

Feliz dia Mundial do livro

 

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