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Tu tens a mania

Tu tens a mania

Regresso ao trabalho

Hoje volto a colocar os pézinhos no trabalho. A empresa fechou por três semanas e parece-me que vá ter bastantes pedidos de clientes à minha espera. No entanto, a minha ansiedade não está relacionada com a quantidade de trabalho que me espera. A minha ansiedade deve-se ao facto de voltar a trabalhar em algo que não gosto, que não me estimula e voltar a ter que me relacionar com pessoas mesquinhas que desconhecem o significado de honestidade, humildade e trabalho de equipa.

 

Durante estes dias de pausa, obriguei-me a estipular dois objectivos-base para os próximos meses: não andar a correr  e fazer pausas regulares para respirar. Preciso, realmente, de me concentrar nestes objectivos, pois acredito que não conseguirei melhorar o meu trabalho se não me concentrar em mim e no meu estado emocional. O meu trabalho tem a tendência de me deixar esgotada e a maioria dos meus erros devem-se ao facto de eu não parar e pensar no que é prioritário.

 

Para cumprir estes objectivos, preciso de dar vários passos, nomeadamente: dizer não a trabalhos que não me competem, não me deixar levar por discussões/problemas alheios, não deixar que ignorem as minhas ordem ou que se sobreponham a elas, não cair nas falinhas mansas diárias, saber reconhecer quando tenho demasiado trabalho nas mãos, saber quais são as minhas prioridades e saber ouvir o meu corpo e a minha mente

 

Não será um trabalho fácil, muito menos tendo em conta o ambiente de trabalho que tenho. Mas é algo que preciso de fazer para manter a minha sanidade mental e para aguentar na empresa, pelo menos, até Dezembro. A ver como isto corre

 

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Setembro, um novo ano

A maioria das pessoas vê o início do ano como altura de resoluções e mudanças. Para mim, é o mês de Setembro (e não estou sozinha nisto, como podem ver no post da Mia)

 

Setembro é o início do Outono. O cair das folhas apela à renovação. Os tons acastanhados e as brisas frescas inspiram-me a parar e pensar. As primeiras chuvas relaxam-me. O mês de Setembro é-me perfeito para definir prioridades e objectivos. Chegou a hora de arreganhar as mangas e trabalhar

 

Creio que esta motivação vem do facto do mês de Setembro ser o mês de regresso às aulas e a minha mente continua ligada a iesse detalhe. Continua aa ver este mês como um novo início, uma nova oportunidade de melhoria e de aprendizagem. E espero que esta motivação nunca desapareça. Janeiro é um mês demasiado frio para uma pessoa estar a tentar convencer o corpo e a mente que se tem de ser menos preguiçoso

 

Bem-vindo, Setembro. Já tinha saudades tuas

 

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 Sarah Andersen

 

 

Livros Lidos: They Both Die in the End

Este ano foi o ano em que descobri os livro Young Adult. Sempre que ouvia falar deste género, pensava sempre em John Green e a corrente dramática que houve em torno de A Culpa é das Estrelas (tenho a tendência de me afastar dos livros que têm muito "barulho"). No entanto, este ano lá me rendi ao género.

 

"Entire lives aren't lessons, but there are lessons in lives."

 

Este livro deixou-me intrigada mal li a sinopse. Passa-se num presente alternativo, onde existe um sistema que avisa as pessoas que irão morrer nesse mesmo dia - Death-Cast. Mateo Torrez e Rufus Emeterio são dois jovens que recebem essa fatídica chamada e, por diferentes motivos, decidem utilizar a aplicação Last Friend. Nesta aplicação, as pessoas que receberam a tal chamada (denominados de Deckers) podem conhecer pessoas na mesma situação (ou não) e arranjarem um amigo para passarem o seu último dia. E é assim que Mateo e Rufus se conhecem, desafiando-se, mutuamente, a passarem o dia juntos e a torna-lo inesquecível.

 

"You may be born into a family, but you walk into friendships. Some you’ll discover you should put behind you. Others are worth every risk"

 

Foi um livro angustiante de ler, pois desde o início que já se sabia que ambas as personagens iriam morrer. No entanto, à medida que ia prosseguindo a história, foi sendo alimentada uma pequena esperança que, no fundo, eles não iriam morrer. A maneira como cada um lidou com a chamada e a capacidade de quererem tornar o seu último dia inesquecível fez-me pensar, bastante, no que eu faria se estivesse nessa mesma situação. Fez-me, de igual forma, pensar como desperdiço o meu dia-a-dia com coisas inúteis e superficiais, enquanto que poderia tornar os meus dias um pouco mais significativos.

 

"I've spent years living safely to secure a longer life, and look where that's gotten me. I'm at the finish line but I never ran the race."

 

É um livro que toca em assuntos importantes, como a morte, o luto, a adolescência, LGBTQ e o impacto de avanços tecnológicos. Honestamente, não sei se quereria viver num mundo onde as pessoas são avisadas que vão morrer nesse dia. Os meus níveis de ansiedade estariam constantemente elevados e, aí sim, iria passar os meus dias focando no que é desnecessário.

 

"I cannot tell you how you will survive without me. I cannot tell you how to mourn me.  I cannot convince you to not feel guilty if you forget the anniversary of my death, or if you realize days or weeks or months have gone by without thinking about me. I just want you to live."

 

Gostei imenso do livro e de como o autor conseguiu juntar dois personagens diferentes e que combinam muito bem. Gostei, também, da forma como a história é contada, com um narrador omnisciente, que vai contando a história misturando os pontos de vista. Vão aparecendo personagens que, inicialmente, não faz qualquer sentido que elas lá estejam, mas que no final se percebe o seu papel na história.

 

"Maybe it's better to have gotten it right and been happy for one day instead of living a lifetime of wrongs."

 

Para quem gosta de livros com finais felizes, não leiam este livro. Se gostam quando o livro não acaba bem, força.

 

"People have their time stamps on how long you should know someone before earning the right to say it, but I wouldn't like to you no matter how little time we have. People waste time and wait for the right moment and we don't have that luxury. If we had our entire lives ahead of us I bet you'd get tired of me telling you how much I love you because I'm positive that's thepath we were heading on. But because we're about to die, I want to say it as many times as I want--I love you, I love you, I love you, I love you."

 

 

 

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Férias

Esta é aquela altura do ano em que as pessoas mais anseiam. Aquela altura em que, do nada, a vida nos parece maravilhosa e em que nos permitimos viver (coisa que não fazemos durante o resto do ano).

 

Estou de férias há uma semana. Tirei uns dias e afastei-me do que me é conhecido, e passei esses dia a fazer o que mais gosto: visitar monumentos/museus, ler e descansar. Porém, aproveitei para fazer algo que há muito tenho adiado: reflectir.

 

Os meus objectivos para estas férias são simples: retomar o hábito de leitura e de escrita, definir prioridades e objectivos para o resto do ano e tomar controlo da minha vida (creio que este último ponto seja um pouco difícill de alcançar, mas as coisas ficarão facilitadas quando dominar os dois outros pontos).

 

Nestes últimos meses, notei que tenho andado a abdicar muito de mim em prol de um trabalho que não gosto.  Trabalho num sítio que não me estimula intelectualmente, que me deixa exausta física e psicologicamente e que me força a criar múltiplas personalidades consoante a pessoa com que tenho de lidar (coisa que odeio). Aprendi muito sobre a natureza das pessoas (e tenho visto coisas bem desagradáveis), mas, a nível profissional, nada aprendi. A desmotivação tem sido a minha companheira constante e admito que me senti triste quando a empresa aceitou o meu pedido de aumento salarial (e que, mesmo assim, continua baixo).

 

Este cansaço e esta falta de motivação tem afetado a minha vida pessoal. Tenho tido pouca vontade de cuidar de mim (principalmente a nível mental), e, a cada dia que passa, as coisas foram acumulando. Estas férias chegaram no momento certo, pois creio que pouco faltava para atingir o meu limite. Quero passar as restantes semanas de férias a cuidar de mim e do meu espaço. A libertar-me do desnecessário, a (re)descobrir o que me faz feliz e o que me ajuda a aliviar o stress e a definir limites. E quero criar rotinas que me permitem não voltar a cair na espiral negativa que tenho andado.

 

Creio que estas próximas semanas irão ser interessantes e divertidas

 

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 Claudia Cardinale; Dancing barefoot on a roof terrace in Rome, January 01, 1959; Photo by Archivio Cameraphoto Epoche

Hábitos

Uma coisa que sempre me custou (e ainda custa) bastante é quebrar os maus hábitos.

 

Sou preguiçosa, gosto de comer, perco demasiado tempo nas redes sociais, passo os dias a queixar-me do trabalho que tenho e não gosto, deito-me tarde quando tenho que acordar cedo, carrego no snooze todos os dias (e não sei como é que só carrego uma vez). A minha actividade física resume-se à correria que tenho que fazer durante as 8h de trabalho, a minha postura piora a cada dia e começo a queixar-me das costas, encharco-me em açúcar quando chego a casa  (e já consumi bem mais do que tenho comido por estes dias) e o meu quarto está mais desarrumado do que sei lá o quê, apesar de o tentar arrumar todos os dias.

 

Diariamente, deito-me à noite, repetindo interiormente mantras como "Amanhã irei ser diferente", "Amanhã vou tentar começar a quebrar o hábito x", e por aí fora. No entanto, assim que acordo, cheia de sono, a minha mão carrega no snooze antes de o meu cérebro se aperceber do que se passou.

 

Admiro as pessoas que conseguem alterar os seus hábitos e, consequentemente, mudar as suas vidas. Admiro a sua força de vontade e determinação. E admiro a sua capacidade de não desistir.

 

Mas, para esta velha caquética que ainda está na casa dos 20, não é fácil ser determinada. A minha força de vontade é fugaz ao ponto de já ter desaparecido quando noto que ela tinha aparecido. E a preguiça é a rainha do meu corpo (e mente!).

 

Tenho que admitir que já sinto cansada de me sentir assim. De sentir que estou a perder contra mim própria. Porém, é-me igualmente cansativo lutar contra mim mesma. O convencer-me a ser melhor do que tenho sido exige um esforço mental de tal tamanho que fico exausta e enfio-me no meu canto a fazer de conta que não tenho qualquer problema para resolver. A gratificação instantânea é tão apetecível que acabo por compensar a exaustão emocional por um (grande) pedaço de chocolate.

 

Tenho a noção da necessidade de dar passos pequeninos para conseguir alterar os meus hábitos e mantê-los. Mas ainda não consegui descobrir o quão pequeninos têm de ser os meus passos para que isso aconteça.

 

Gostava de ser optimista e dizer que irei consegui. Mas vou continuar a ser meia pessimista e dizer que irei continuar a tentar. Posso ser preguiçosa, pouco determinada e sem grande força de vontade, mas continuo a ser teimosa como uma mula

 

 

 

P.S.: A música apenas condiz com o post no que toca ao título, "Bad Habit", mas tem sido uma fiel aliada no combate à inércia natural do meu corpo

Música no trabalho

Um dos maiores receios que tinha antes de começar a trabalhar na empresa onde estou era a (im)possibilidade de ouvir música enquanto trabalhava. Sempre vivi rodeada pela música e sei que trabalho muitíssimo melhor com música de fundo. Felizmente, esta ansiedade foi rapidamente ultrapassada no primeiro dia, no momento em que verifiquei que o meu posto de trabalho tinha um rádio. Apenas sintonizava uma estação, mas a música que por lá passava não era, de todo, má e cumpria o seu objectivo.

 

Quando mudei de posto, o computador foi comigo e, assim, comecei a passar os meus dias a ouvir a Antena 3. O meu actual lugar de trabalho é um tanto barulhento e, por isso, necessito (mesmo!) da música para concentrar. Tem-me, igualmente, ajudado na gestão do stress diário que tenho e melhorado a minha capacidade de organização (é frequente a vontade de atirar as folhas todas para o ar e fugir). Noto, bastante, a diferença de quando trabalho com música e sem música. A maior diferença é na minha capacidade de gerir as emoções. Com a música, torna-se mais fácil de me abstrair e conseguir fazer um reset ao tumulto dentro de mim. Quando estou sem música, começo a esfumar dos ouvidos bem mais rapidamente e a imaginar como haveria de assassinar a pessoa que me está a irritar (também acontece quando oiço música, mas aí sou muito mais criativa).

 

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 (fonte)

 

Eu sei que existem patrões que não gostam de música no local de trabalho (um deles é o meu, mas rapidamente se apercebeu que seria uma guerra perdida na empresa. Quase todos os postos de trabalho têm música, seja da rádio ou do computador e é dos primeiros sons que se ouve logo de manhã: a música e o ligar das máquinas), mas as pessoas têm a tendência de não perceberem o impacto da música na vida e no cérebro das pessoas. A música é estimulante e é relaxante. A música permite-nos descontrair e a concentrar. A música ajuda-nos a ver os problemas como algo de solução fácil e rápida e a fazer-nos querer arregaçar as mangas para resolver as coisas imediatamente. A música torna o trabalho mais fácil de tolerar, principalmente quando se trabalha em algo que não se gosta. E caso tenham dúvidas disto, basta consultarem a ciência (artigo da Shifter).

 

É óbvio que nem toda a música serve. Existe música que é distractiva. Ouvir música carnavalesca ou pimba é meio caminho andado para que não se faça o trabalho. Se o trabalho for aborrecido, uma música lenta (e aqui também depende dos gostos de cada um) dará vontade de dormir. A música deve ser adaptada de acordo com os gostos e o modo como as pessoas funcionam. Eu, por exemplo, ouvia The Prodigy, Rammstein e System of a Down enquanto estudava cálculos e físicas na universidade. Jamais ouviria no local de trabalho porque 1) é demasiado barulhento e acabaria por não ouvir as pessoas e 2) estimula-me demasiado para as tarefas que normalmente tenho em mãos e 3) honestamente? as pessoas iriam achar que eu era uma maluquinha e já me basta o estereótipo de "a menina mais nova". Já em casa (ou a caminho de casa, obrigada Spotify!), nos dias em que estou mais irritada, não os dispenso.

 

As pessoas (e por pessoas falo nos patrões) deviam ser mais compreensivos, fazerem um esforço para entender como podem melhorar o dia-a-dia dos trabalhadores e deixarem de revirarem os olhos sempre que notam que os trabalhadores estão a ouvir música. A música não morde, mas os trabalhadores morderão se lhes tiram a música

 

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(fonte

Citações soltas #7

"Criar é comprometedor. Dançar graciosamente e criar versos bonitos. Cantar, fotografar e pintar bem deixou de ser requisito. Do que se cria espera-se uma mensagem, um qualquer significado transcendente, e que este esteja associado, ou em sintonia, com uma causa qualquer."

 

Kalaf Epalanga, Também os Brancos Sabem Dançar

Livro lidos: The Year of Magical Thinking

A primeira vez que ouvi falar em Joan Didion foi devido a um texto dela sobre a importância de manter um diário. Li o texto em causa e gostei, imediatamente, da forma como Didion escreve. No entanto, só me convenci a ler um livro dela após ter visto o documentário da Netflix, Joan Didion: The Center Will Not Hold. Decidi começar por The Year of Magical Thinking.

 

“Life changes in the instant. The ordinary instant."

 

Escolhi este livro por achar mais apropriado após a visualização do documentário. Já sabia sobre o que falava e, por isso, decidi, como na gíria se diz, enfrentar o touro pelos cornos. Este livro trata-se de uma reflexão do ano que se seguiu à morte do marido de Joan, John Gregory Dunne. Dunne morreu alguns dias após a filha deles ser internada no hospital por causa de uma pneumonia e em perigo de vida. Ao longo do livro, Didion relata o que foi acontecendo ao longo desse ano e de que forma ela foi reagindo às adversidades que lhe foram aparecendo.

 

“A single person is missing for you, and the whole world is empty.” 

 

Não é um livro difícil de ler, pois a escrita de Joan é simples e concisa. No entanto, devido ao tema que é abordado (o luto), não se pode dizer que seja um livro fácil de ler. Para alguém que ainda não perdeu @ parceir@ de vida, a leitura deste livro permitiu-me entender melhor o sofrimento provocado por tamanha perda. Para alguém que tenha perdido alguém assim tão próximo, talvez seja um pouco reconfortante entender que não está sozinh@.

 

Foi um livro que me deixou com um aperto no peito e uma vontade de abraçar quem me é próximo. E creio que o próximo livro que irei ler de Joan Didion também me irá deixar de lágrimas nos olhos.

 

"I know why we try to keep the dead alive: we try to keep them alive in order to keep them with us. I also know that if we are to live ourselves there comes a point at which we must relinquish the dead, let them go, keep them dead."

 

 

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