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Tu tens a mania

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Hemingway e Paris

Não sou pessoa de ler apenas um livro. Gosto de ter vários à mão. Ultimamente tenho andado com dois: um para casa e outro para o dia-a-dia. Ontem terminei de ler o meu companheiro de viagens de ontem. Poderia dizer que era da semana, mas, na realidade, comecei-o a ler ontem. "Paris é uma festa" de Ernest Hemingway. Devorei-o num dia, coisa que já não acontecia há algum tempinho.

Trata-se de um livro autobiográfico, onde Hemingway descreve partes da sua estadia em Paris entre 1921 e 1926. Pelo meio, aparece Ezra Pound, Gertrud Stein e F. Scott Fitzgerald. Outros artistas são mencionados, mas estes três têm uma especial atenção por parte do escritor.

É mundialmente conhecida a amizade entre Hemingway e Fitzgerald, mas doi incrivelmente interessante poder saber exactamente como se conheceram e como é que a amizade se desenvolveu. Sempre gostei de Fitzgerald e, ao terceiro livro, começo a gostar de Hemingway.

Tenho pena que se trate de um livro inacabado, publicado postumamente, pois tenho a certeza que ainda havia muitas histórias para serem partilhadas.

 

"Paris é uma cidade muito antiga; nós éramos jovens e ali nada era simples, nem sequer a pobreza, nem o dinheiro ganho de surpresa, nem o luar, nem o bem e o mal, nem a respiração de quem junto de nós dormisse ao luar."

 

"Nós precisamos de mais mistério autêntico nas nossas vidas, Hem" - Evan Shipman (poeta)

 

"-Aprendi uma coisa.

 -Que foi?

 -Que nunca se deve viajar com alguém que não nos agrade"

 

" Se ele fora capaz de escrever um livro tão bom como O Grande Gatsby, era mais do que certo que poderia vir a fazer outro ainda melhor. Nessa altura, eu ainda não conhecia Zelda e, por isso, desconhecia igualmente as coisas terríveis com que ele se via forçado a lutar. Mas não tardaria muito que as viéssemos a descobrir" - sobre F. Scott Fitzgerald

 

"Paris é imortal e as recordações das pessoas que lá vivem diferem de umas para as outras. Acabamos sempre por voltar, sejamos nós quem formos, ou mude Paris no que mudar, ou sejam quais forem as dificuldades ou as facilidades que, ao regressarmos, se nos deparem. Paris vale sempre a pena, pois somos sempre compensados de tudo o que lhe tivermos dado. Mas Paris era assim nos velhos tempos em que nós éramos muito pobres e muito felizes"

 

 

 

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