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Tu tens a mania

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Decisões

Às vezes é complicado tomar decisões. Este ano foi o ano de decisões complicadas a nível universitário. Último ano a estudar, onde tinha que frequentar um estágio. Estágio esse que achava que iria ser muito bom profissionalmente. Enganei-me.

Aprendi com ele. Mas não foi nada do que estava incluído na lista de aprendizagem que os professores nos ditam. Aprendi a dizer “não”. É engraçado ver o que cresci desde que coloquei os pés no primeiro estágio. Sim, primeiro. A ideia dos estágios curriculares é estar numa empresa, a conhecer os seus procedimentos e elaborar um projecto que será apresentado no final do ano. No meu caso, o estágio teria a duração de 7 a 8 meses. Foi das primeiras a candidatar-me a um estágio e fui a primeira a candidatar-me para a empresa em que fui aceite (e, curiosamente, a minha única opção). No início só via vantagens: era a área que eu queria, era perto de casa, o pessoal era todo jovem e divertido.

Logo no primeiro dia detectei problemas na empresa. O mais importante: falta de comunicação. Pode parecer um problema pequeno, mas não é. Não sabiam qual era o projecto que iria desenvolver. Uns diziam que era uma coisa, outros diziam que era outra. No final disseram que iria trabalhar com uma colega que também tinha entrado há pouco tempo. Peguei no trabalho dela e tentei definir um projecto. Passei as primeiras duas semanas a sentir-me perdida e com pouco apoio. Acabaram por me dar outro tipo de trabalho para me habituar à empresa. Ao final de um mês e meio, sentia-me miserável e com vontade de desistir (não só do estágio, mas também do mestrado, por achar que tinha escolhido o curso errado). Após ter assistido a um episódio lamentável, decidi falar com a minha orientadora. Quando acabei de descrever o que se passava, ela disse logo para procurar outro estágio, pois não podia ficar lá. Ao final de três meses de estágio, estava a sair pela última vez daquela empresa.

Custou. Senti que estava a ser uma desilusão para os meus pais por estar a abandonar um bom estágio. Senti que estava a virar as costas à mais pequena dificuldade. Senti que estava a ser ingénua. Mas não concordava com o modo operativo daquela empresa. Não dormia em condições. Andava demasiado triste e desanimada com a minha vida. Não era justo continuar assim.

A mudança de estágio trouxe uma mudança de ar e de rotinas. Deixei de ter pouco tempo de viagem. Passei a ter que levar almoço. Passei a chegar tarde a casa. Mas passei a estar animada e feliz. Ainda há dias em que me apetece ficar enfiada na cama e não sair de lá. Mas consigo arranjar forças para me levantar. Passei a conseguir sorrir espontaneamente todos os dias no trabalho. Passei a conseguir conviver com as pessoas e a sentir-me integrada. E, apesar de ter de apresentar a dissertação na época especial (em Outubro), sinto-me feliz onde estou.

Às vezes custa dizer que não. Mas só me trouxe coisas boas.

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