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Tu tens a mania

Tu tens a mania

O livro eterno

Faz hoje 20 anos que foi lançado o primeiro livro da saga Harry Potter: "A Pedra Filosofal".

 

Eu só conheci este mundo 5 anos depois de este ter aparecido. Devorei os livros com tal intensidade que as capas de O Prisioneiro de Azkaban e O Cálice de Fogo estão quase desfeitas. Estive várias horas à espera para ver o primeiro filme e obriguei a minha mãe a ir comigo, à meia-noite, ao lançamento de A Ordem da Fénix (que devorei em menos de 2 dias).

 

É a saga que me acompanhou desde o início da paixão pela leitura, até ao fim da universidade. E isto porque me recusei a ler o último livro quando este saiu. Recusei-me a deixar que este mundo acabasse para mim. Recusei-me a acreditar que não haveria mais Harry Potter. Quando me aproximava do meu último ano de universidade, achei que estava na altura de ler o livro, mesmo já sabendo a história toda, pois neste mundo é impossível escapar a spoilers por muitos tempo (aliás, já sabia a história ao final de alguns dias após o livro ter sido lançado). Li-o num dia e fiquei com um sentimento amargo durante dias.

 

O mundo do Harry Potter ajudou-me a crescer, a apreciar a vida, a entender que não devo baixar os braços quando aparece uma adversidade e que não devo baixar a cabeça quando um bully nos incomoda. São lições que, apesar nem sempre ter forças para as seguir, têm estado gravadas em mim desde que li o primeiro livro e que permanecerão comigo sempre.

 

Ao contrário de muitos Potterheads, eu apenas tenho os livros e dois dvds. Gostaria de ter um cachecol da minha casa (I'm a proud Hufflepluff), e tenciono um dia fazer uma tatuagem (ou duas) em homenagem a este mundo. Mas, serão sempre os livros parte do meu tesouro.

 

Harry Potter, para mim, é eterno.

 

After all this time?

Always 

 

 

 

 

Hey, olha o verão

O verão começa, oficialmente, hoje, mas eu acho que ele já começou há uns valentes dias e veio em força. Tem estado tanto calor que me tem feito questionar como irei sobreviver aos próximos meses. É que tudo indica que o calor vai piorar e eu já ando a dormir mal por causa dele. Ainda estamos em Junho, meus caros.. Eu só costumo ter problemas a dormir por causa do calor no mês de Agosto!!

 

Vou, masé, começar a procurar possíveis países para onde emigrar para fugir disto. Irlanda? Escócia? Holanda? Alemanha? Existem bastantes países pela Europa cujas temperaturas são agradáveis durante o Verão. Agora é ver como se portam no Inverno.

 

Até comecei a sentir-me mais fresca só de pensar nas temperaturas destes países.

 

 

O jornalismo actual

Antes de mais, quero dizer que não consigo encontrar palavras para descrever o que sinto acerca do incêndio em Pedrogão. Muito menos quando soube que foram trovoadas secas que o causaram (há menos de uma semana presenciei algo do género por aqui, mas, felizmente, não causou qualquer incêndio). 

 

No entanto, tenho muitas palavras a dizer relativamente à cobertura jornalística que tem sido feita. Já se sabe que o jornalismo actual tem sido tendencioso e sensacionalista. Os jornais começaram a deixar de serem isentos e acompanham os seus artigos com opiniões de modo a provocar algo nos seus leitores (nomeadamente, raiva e revolta). Ao longo do dia de ontem, tive a possibilidade de ver como os vários jornais e cadeias televisivas têm acompanhado este incêndio e tenho a dizer que, afinal, não é só o CMTV a fazer perguntas estúpidas e inconvenientes às vítimas. E vi algo que achava que seria o CMTV a fazer, mas a TVI chegou lá primeiro, através da "sempre profissional" Judite de Sousa. Ela era uma daquelas jornalistas que eu ainda tinha algum respeito, mas depois de ontem, perdi-o completamente (e não devo ser a única).

 

A TVI e esta senhora acharam que seria uma excelente ideia realizar uma reportagem junto ao corpo de uma das vítimas e ainda comentar, em tom de acusação, "que os bombeiros ainda não vieram recolher o corpo, apesar de andarem por perto". Não sei se a senhora Judite se lembra de, aquando da morte do seu filho, acusou os jornais de exposição mediática e de falta de respeito pela morte do seu filho. E agora pergunto: o que fez ontem não foi exactamente isso? Não explorou e desrespeitou a morte de uma pessoa e a utilizou para atirar farpas aos bombeiros? Não têm andado a perguntar às pessoas cujos familiares morreram ou perderam os seus pertences o que sentem? Isto tudo é o que? Serviço público, querem ver...

 

Há muito que o jornalismo português tem andado na rua da amargura. Não por falta de jornalistas competentes, mas por falta de decência daqueles que gerem os jornais. E acredito que existam imensos profissionais que não conseguem encontrar trabalho decente devido a estes camelos que acham que jornalismo é explorar as pessoas e deturpar a realidade.

 

É lamentável o estado do jornalismo actual. E eu esperava mais desta senhora, principalmente devido ao que passou após a morte do filho.

Livros Lidos: Os Anagramas de Varsóvia

Ao longo do mês de Maio, decidi criar pequenos hábitos que me permitissem estimular a minha criatividade. Entre eles, está a elaboração de reviews dos livros lidos e dos filmes/séries vistas. No entanto, ao longo desse mês, mantive as minhas opiniões escondidas no meio das páginas do meu caderno. Neste mês de Junho, decidi dar o passo seguinte e partilha-las.

 

Há um ano atrás, tinha acabado de conhecer Richard Zimler, com o livro O Último Cabalista de Lisboa. Após ter terminado esse livro e de ter conhecido o escritor na Viagem Literária da Porto Editora, comecei a namoriscar Os Anagramas de Varsóvia. Felizmente, os meus primos decidiram oferecer-me o livro no meu aniversário (suas coisas fofas). Devido à quantidade de livros que tinha (e ainda tenho) por ler, fui adiando a leitura deste, até estipular que o iria ler no mês de Junho, por ter sido o mês em que terminei o outro livro de Zimler (manias, que é que se há-de fazer??).

 

O livro conta a história de Erik Cohen, um velho psiquiatra que foi obrigado a ir viver com a sua sobrinha e sobrinho-neto (Adam), no gueto judeu de Varsóvia, no Outono do ano de 1940, altura da ocupação nazi. Quando Adam aparece morto, pendurado na vedação de arame farpado que separa os judeus do resto do mundo, com uma das pernas cortadas, Erik inicia uma busca pelo assassino do seu sobrinho. Juntamente com um amigo de infância, Izzy, Erik começa a juntar as peças que ligam este assassinato à morte de outras crianças judaicas e, eventualmente, à pessoa por detrás destas mortes. 

 

Considero o enredo fenomenal, cheio de intriga e uma visão aprofundada da realidade que os judeus passaram nas mãos dos nazis. Tal como aconteceu com O Último Cabalista. Zimler consegue mostrar a crueldade que a ignorância, ganância e xenofobia conseguem criar e os pesadelos que estes causaram aos judeus. É um daqueles livros que nos permite fazer um reality check à nossa vida e aos que nos rodeiam e permite lembrar-nos que as atrocidades que causamos jamais serão esquecidas.

 

"No mínimo dos mínimos, devemos aos nossos mortos o estatuto de pessoa única"

 

"Os judeus da nossa terra aprendem estratégias defensivas desde muito cedo"

 

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O tamanho conta

Sempre soube que não gostava de capítulos longos. Muita palavra seguida dá cabo da minha cabeça e sabe-me incrivelmente bem encontrar uma página parcialmente vazia depois de x páginas. É uma espécie de alívio sempre que encontro uma. E, durante o mês de Maio, pude comprovar que, de facto, as páginas com brancura fazem-me falta.

Logo no início do mês, comecei a ler Fiesta de Hemingway. É um livro pequeno, cuja a história decorre em torno das festas de S. Fermín, na Pamplona (sim, essas cheias de touros pela rua). Até estava entusiasmada com o livro e o enredo era minimamente interessante. Porém, demorei um mês a termina-lo. Sim, eu li outros livros pelo meio, mas pegava neste amigo todos os dias e todos os dias me sentia aborrecida a ler-lo.

Basicamente, o livro está dividido em três parte, com um total de 19 capítulos. No entanto, os capítulos estavam coladinhos uns ao outros. O único espaço entre eles era a numeração do capítulo. Cada capítulo tinha poucas páginas, mas como estavam todos seguidos, a impressão que dava é que era tudo um enorme capítulo. Frequentemente, não me apercebia que já tinha mudado de capítulo e reclamava comigo própria e com o livro por ainda faltar muito para o próximo capítulo.

O livro foi interessante, mas pedia às senhoras editoras para não encaixarem os capítulos uns em cima dos outros, como se fossem peças da Lego. Nós, os leitores, merecemos folguinhas entre capítulos. 

Efeito chá preto

Durante a adolescência, sempre que torcia o nariz ao cheiro do café, as pessoas diziam-me que isso passaria quando chegasse à universidade. Quando lá cheguei, percebi o porquê de me dizerem isso, mas continuava a torcer o nariz. Cheguei a experimentar, porém a má-disposição e as dores de cabeça que tinha sempre que tomava levaram-me a desistir de fazer experiências. A água e as pastilhas-elásticas foram a minha salvação. Até ao dia em que descobri o chá preto.

Comecei a fazer chá preto todos os dia de manhã e levava para a universidade. E este hábito tem-se mantido até aos dias de hoje, tal como as pessoas "normais" bebem café todos os dias. E sempre que vou dar sangue, bebo um pouco mais de chá preto, bem quando as noites são mal dormidas.

Hoje foi um desses dias. Acordei a meio da noite devido a "doçura" da minha gata e nunca mais consegui fechar os olhos. Às 9 da manhã já tinha bebido a minha dose habitual de chá, mas como continuava ensonada, cansada e pronta para amaldiçoar todo o universo, fiz mais. Ou seja, hoje foram quase 2 litros de chá preto para o bucho. Não sei se faz bem ao organismo, até duvido que faça. Mas posso dizer que não me fez lá muito bem à cabeça... Sim, passei a manhã de rastos, mas de tarde estava toda energética, a cantarolar, a mexer o corpo ao som da música e a lembrar-me de questão existenciais e insistiam em não abandonar a minha mente até que as tentasse responder. Não fiz nada de jeito, pois apesar da energia, a minha capacidade de concentração estava toda trocada, mas foi uma tarde interessante e cómica.

Não planeio repeti-la, mas se alguma vez acontecer algo do género e tiver que emborcar tanto chá preto, já sei o que me espera.

 

 

I hate the world today

Poderia continuar a cantar a música de Meredith Brooks, mas, na realidade, e apesar de o dia me ter corrido lindamente, uma notícia bastou para tornar o meu dia negro e perder a vontade de cantar o que quer que seja..

 

O Netlfix decidiu cancelar Sense8. 

  

Admito que só comecei a ver a série no mês passado, mas devorei as duas temporadas como se não houvesse amanhã. É uma daquelas séries que junta tudo o que há de bom no mundo: ficção científica, diversidade de sexos, orientações sexuais e raças. Gira em torno de 8 pessoas que se encontram ligadas mentalmente e que precisam de encontrar uma forma de sobreviverem, sem chamar atenção. Cada episódio conseguia ser melhor que o anterior. E tem das melhores cenas de sexo que alguma vez vi no pequeno e no grande ecrã.

Terminei a segunda temporada há poucos dias e tenho andado ansiosa por saber qualquer tipo de novidade sobre a nova temporada. Mas vir a saber que foi cancelada é um grande tiro no coração...

 

Porquê, senhores da Netflix, PORQUÊÊÊ??? Seus maus...!

 

 

 

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