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Tu tens a mania

Tu tens a mania

Descobertas pelo Spotify

Eu sempre gostei de playlists. Tenho dezenas delas guardadas no Spotify, apesar de só ouvir meia dúzia delas regularmente. Algumas delas foram criadas por mim, como por exemplo as que oiço ao acordar e a que oiço quando vou fazer caminhadas.

Há já alguns meses, o Spotify decidiu criar uma espécie de playlists que vão de encontro ao que a pessoa ouve - as Daily Mixes. São 6 playlists, cujas as músicas estão distribuídas de acordo com o género musical e que vão se mudando, dependendo das músicas a pessoa vai ouvindo. Resisti-lhes durante algum tempo, mas acabei por ceder e apaixonei-me por elas. Das 6, apenas não oiço uma, cujo o género é demasiado Pop (não é que não oiço Pop, apenas só tenho vontade de o ouvir quando o vento sopra em determinada direcção). Tenho recorrido tanto a elas que começo a questionar-me se necessito de ter as outras playlists guardadas. Mas, como tenho a mania de mudar de ideias muito rapidamente, tenho-me mantido quietinha. Além do mais, sabe sempre incrivelmente bem regressar ao que conhecemos e adoramos.

Uma das enormes vantagens destas playlists é que me têm permitido conhecer música nova e reencontrar música que fui deixando de ouvir. Uma dessas redescobertas foi a música Heartbeat de José González, que ouvi, em modo repeat, durante anos e que, de um momento para o outro, deixei de me lembrar da sua existência.

Aiii, que isto tem sido um mimo musical!!

 

 

Olá insónia

Não costumo sofrer de insónias. Nem costumo ter dificuldades em adormecer. Quando estou mais ansiosa, sei o que hei-de fazer para me ser mais fácil adormecer. Mas, de vez em quando, lá aparece uma insónia mais teimosa que sei lá o quê. Hoje foi uma dessas que me bateu à porta.

Já me tinha enfiado na cama tarde e a más horas (a culpa é do festival de rua Imaginarius, em Santa Maria da Feira). Mas, às 5 da manhã, o meu cérebro decide que é uma boa altura para acordar. Revirei na cama, li, bebi chá de camomila, meditei, nada funcionou. Às 6 horas decido desistir. Aproveitei estas horas extra para fazer as coisas que tive que colocar de lado porque não iria ter tempo para as fazer hoje. Já fiz tudo isso e bem mais e, neste momento, sinto-me fisicamente exausta (até me admiraria se não sentisse assim, só com umas 3 horas de sono no lombo...), desconheço como raio irei aguentar o dia, mas o meu cérebro encontra-se motivado para o dia que aí vem.

Realmente, os cérebros têm uma maneira esquisita de funcionar...

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Masculinidade sensível

Há uns meses atrás, falei sobre as coisas que os homens adorariam poder fazer, mas que não faziam por serem coisas de mulheres (aqui). Desta vez, venho falar de um artigo de roupa que é considerado de mulher e que uma marca de roupa decidiu criar modelos para o sexo masculino.

O artigo "ofensivo" em causa é o romper (basicamente um macacão, cuja parte baixa são uns calções). A marca em causa chama-se ACED Design e denominaram o artigo como RompHim. Para ser sincera, não acho que o artigo em causa não fica bem à maioria das mulheres. Normalmente, os elásticos ficam colocados em zonas estranhas, dando um visual pouco apelativo. No entanto, cada um é livre de fazer o que quiser e a minha opinião jamais deverá levar alguém a sentir-se mal por vestir algo que gosta (YOU DO YOU, BABY!). Ao ver as fotos dos homens a usar rompers, devo dizer que gosto mais de ver o "vil" artigo neles. É óbvio que não fica bem a todos, mas nunca  houve algo que ficasse bem a todos.

Porém, os queridos internautas discordam comigo. Os homens "másculos" que por aí andam não demoraram muito a dizer que é roupa para mulheres e que só os gays é que usam coisas dessas (novamente, é mau ser-se parecido a mulheres e que só os gays é que assim são... Muito gostaria de conseguir compreender este ódio ao que é de mulher ou ao que é de gay...). E também existe mulheres com uma insegurança tal que, muito prontamente, disseram que jamais andariam com alguém que usasse tal coisa, porque é ridículo os homens usarem coisas de mulheres.

E eu só consigo pensar numa coisa: Sean Connery usou um destes rompers no filme Goldfinger. Sim, o James Bond usou romper. E o actor que lhe deu vida nesse filme é considerado um dos melhores 007. Se o James Bond usou um, porque raio não pode um homem comum usar um destes artiguinhos??? Que raio se anda a passar com a "masculinidade"?

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 P.S.: Por falar em James Bond, Goodbye, Mr. Moore..

Ainda sobre a Eurovisão

Vejo, pelas internets, ainda muito burburinho em torno da Eurovisão, nomeadamente sobre onde se poderá realizar e quais os custos que isso vai acarretar. Mas julgo que se estão a esquecer do que é realmente importante: os apresentadores.

Em Portugal, os apresentadores encaixam, sempre, em duas categorias: aborrecidos-que-até-dá-para-competir-com-as-aulas-teóricas-de-segunda-feira-de-manhã e os histéricos-que-quase-provocam-surdez. E porque é que os apresentadores são importantes, perguntam vocês. É muito simples: eles serão a cara do país. Podemos ter excelentes condições ao nível de multimédia, de conforto e até de música (o que acho que será um pouco difícil de bater, tendo em conta o que é ouvido por este país fora), mas, se os apresentadores forem aborrecidos ou demasiado estridentes, acreditem que a imagem que iremos passar é má. É por isso que acho urgente que se comece os castings para os apresentadores da próxima edição e que se consiga arranjar uma espécie de bootcamp com os apresentadores da edição de 2016: Petra Mede e Mans Zelmerlow (de que me lembre, foram os melhores e mais adorados). Não podemos mostrar aquilo que aparece nas nossas televisões diariamente ao mundo exterior, aquilo é mau demais para ser deixado à solta pela Europa e mundo.

Não arruínem a Eurovisão, por favor!!!

 

P.S.: Já agora, uma homenagenzinha ao António Variações, não??? Acho que as pessoas fieis ao festival iriam adorar conhecer as músicas dele.

 

Coisas de domingo #2

Domingo é, praticamente, sinónimo de ficar na cama até mais tarde, a ler, a ouvir música, ou a fazer as duas coisas simultaneamente. Hoje, não só não fugi à regra, como adicionei ao ritual a chaleira com chá rooibos e uma vela adquirida por metade do preço numa loja de bricolage. Passei a manhã a ouvir uma playlist do Spotify e a terminar de ler o livro O Terceiro Polícia de Flann O'Brien. O "ninho" estava tão confortável e quente que nem dei pela falta do pequeno-almoço.

Olhando lá para fora, assumi que o dia seria frio. No entanto, quando decidi aventurar-me pelas terras exteriores das quatro paredes, após o almoço, verifiquei que, na realidade, o tempo até está quente.  Sentei-me no chão e fiquei a ouvir a ausência do típico vai-e-vem automobilístico de domingo à tarde dos meses quentes. É que, apesar de eu achar que está o tempo perfeito para passear, a grande maioria das pessoas discorda comigo e deixa-se ficar por casa. E eu, como não gosto de passear ao domingo, deixei-me ficar por casa, tal como eles.

Vou tentar escolher o livro a ler a seguir, que filme hei-de ver ao início da noite e tentar não pensar que amanhã inicia mais uma semana de procura de estágio/emprego.

Uma boa semana 

 

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#salvadorable

Gosto tanto quando as pessoas conseguem chamar a atenção a algo tão feio como tem sido esta crise de refugiados que a Europa tenta esconder debaixo do tapete (e não estou a ser irónica).

 

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 vídeo de Rute Filomeno

 

 

BTW, a hashtag do título é um dos nomes que tem sido usado nas redes sociais para descrever o Salvador. Não sei como é que não me lembrei de algo do género quando o ouvi a actuar esta música pela primeira vez.

Goodbye, my lovers

De vez em quando, dá-me umas coisinhas esquisitas na cabeça e decido arrumar. O ataquezinho de hoje estava relacionado com os meus livros. Já no início do ano doei alguns livros, livros estes que há muito me estavam a causar comichão pois já não fazia sentido tê-los.. Na altura, a coisa ficou arrumada em meia hora. Hoje isso não aconteceu. Hoje foi dia de espalhar os livros pelo chão e decidir, um por um, quem fica e quem vai. A maioria dos livros que vão são livros da minha infância (livros da Anita, que não me lembro de alguma vez ter gostado, mas tenho um montão deles), mas alguns são livros adquiridos nos últimos anos e que me causaram as leituras mais aborrecidas.

Consegui criar um pouco mais de espaço nas estantes, mas já estou a pensar na próxima limpeza a fazer (não sei quando a farei, mas acho que já sei quais serão os livros a ir). E, antes disso, devo voltar a reorganizar a estante, pois não gosto muito de como ficou. Podia ter tentado fazer isso ainda hoje, mas já estava exausta de carregar livros e de subir e descer cadeiras. Agora o que tenho a fazer é decidir se os irei doar ou se os irei vender. Sempre fui de doar livros, mas, estando desempregada, o dinheiro faz falta 

Agora é tentar manter as estantes arrumadinhas e tentar não aumentar muito o número de livros lá existentes.

 

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Segundas-feiras

A minha relação com as segundas-feiras têm-se vindo a alterar com o passar dos anos. Se, enquanto estudava, achava o início da semana uma autêntica tortura, agora considero que é o início de uma nova oportunidade. A culpa é do facto de eu mandar currículos durante a manhã de segunda e planear o que fazer ao longo da semana. Acordo bem disposta, pronta a enfrentar o dia. E, por consequente, é o dia em que sou mais produtiva.

Sendo hoje feriado, não enviei currículos. Porém, já concluí praticamente tudo o que tinha planeado fazer, faltando apenas duas coisinhas que só podem ser feitas durante a tarde. E, agora, encontro-me a olhar para o ecrã do computador sem saber o que hei-de fazer. Estou demasiada energética para ler e sem paciência para várias coisas que já vi que podia fazer. Admito que me encontro com os níveis de energia mais elevados do que é normal e não sei se será por ser feriado ou por ser início do mês (adoro o início do mês, parece-me sempre uma nova oportunidade de mudança). Até é provável que sejam as duas coisas, agora que penso nisso. E, apesar de estes picos de energia até serem vantajosos, preferia que os níveis de energia se distribuíssem, de forma uniforme, ao longo da semana. Já sei que chegando a sexta-feira, não terei paciência para o que quer que seja. O que é chato, pois é no final da semana que os meus níveis de criatividade estão ao rubro. Felizmente, já fui adquirindo alguns truques para contornar a coisa, mas não deixa de ser cansativo o conflito interno persistente em que vivo durante o dia de sexta-feira. Paciência. Vou é aproveitar a energia de hoje e fazer algo de útil. De preferência algo que me esgote, de modo a conseguir pegar num livro.

Bom feriado e boa semana 

 

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