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Tu tens a mania

Tu tens a mania

O regresso ao mundo fantástico

Comecei a ler graças aos livros de fantasia. Sou da geração do Harry Potter. Devorei diversos livros que faziam parte da colecção da Editorial Presença em que os livros de Harry Potter estavam inseridos. Mas, desde que entrei no secundário e, talvez um pouco por pressão da minha mãe, comecei a ler outros géneros literários e a fantasia foi ficando para trás. Ia lendo um ou outro, mas já não era a relação que mantinha durante a adolescência.

No ano passado reli a saga de Harry Potter e conheci o mundo de Nárnia (como é que ainda não tinha lido estes livros???). E, desde então, o bichinho estava a rescucitar, mas como tinha tantos livros para ler que não lhe liguei muito. Aquando da ida à Comic Con em Dezembro, o bichinho começou a falar comigo. E eu comecei a procurar novos mundos para explorar. Curiosamente, foi logo em Janeiro que encontrei As Brumas de Avalon. Lembro-me de ouvir falar nestes livros há muitos anos, mas nunca tinha dado muita atenção. Provavelmente porque na altura vivia com a cabeça enfiada em Harry Potter e em Eragon. Mas quando vi o primeiro livro a metade do preço, não resisti e comprei. Comecei a lê-lo, mas rapidamente parei pois percebi que iria ficar viciada na história. Fui juntando dinheiro para comprar os restantes três volumes e neste mês de Julho que mergulhei definitivamente em Avalon. Eu bem sabia que iria ficar rendida a estes livros. Dei cabo dos 4 volumes em duas semanas, terminando o último volume hoje (admito, já tenho algumas saudades do raio das personagens).

Os próximos livros não serão deste género, uma vez que em Setembro estreia a segunda temporada da adaptação televisiva de Poldark e eu quero ver se leio os primeiros quatro volumes. Mas já tenho O Hobbit e O Senhor dos Anéis à minha espera (isto das sacerdotisas e druidas e feitiços e blábláblá deu-me vontade de regressar a Tolkien). Vão ser uns belos companheiros para a escrita da dissertação.

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A arte de não fazer nada

Esta foi a minha primeira semana de férias. Normalmente, esta seria passada a colocar séries/filmes em dia ou a organizar as coisas que há muito adiava. E, de facto, era esse o plano. Queria terminar a terceira temporada de Penny Dreadful, planeava ir ao cinema, organizar uma roupas para doar, reorganizar os livros (PRECISO DE MAIS PRATELEIRAS!!!!). Mas a realidade trocou-me as voltas. Passei a semana a fazer nada. Quer dizer, entre dormir, ler e estar simplesmente deitada a olhar para o céu, ainda fui fazendo alguma coisinha (umas comprinhas, um passeio, etc). Mas a maior parte do tempo foi passado em modo absolutamente zen. Nunca tinha experimentado tal coisa, mas agora não quero outra coisa. Tenho mais uma semaninha para aproveitar, e cheira-me que vai ser passada como esta: em modo dolce far niente.

 

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Santiago de Compostela

Desde pequena que gosto de Santiago de Compostela. Nunca consegui explicar o motivo. Sempre que ia de férias para a Galiza, obrigava os meus pais a irmos um dia a Santiago. Fui tantas vezes que já sabia o caminho para a Catedral de cor e salteado. A atracção por esta cidade e pelo o que ela representa é tanta que nos mais recentes anos, adquiri a ideia que um dia irei fazer o Caminho Francês. Já tenho companhia, agora falta tempo e resistência para o fazer. 

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Quando me propuseram ir passar uma semana lá, trabalhando parte do dia, com o transporte e refeições pagas, eu disse logo que sim. Felizmente, e devido a umas complicações com o estágio curricular, vi-me obrigada a adiar a entrega da dissertação para Outubro, o que possibilitou a minha ida para lá sem qualquer peso na consciência. E lá fui eu. Mochila às costas, livros debaixo do braço e vontade de explorar.

O primeiro dia foi dedicado a conhecer o trajecto que tinha que fazer diariamente, a conhecer a zona envolvente e as pessoas com quem ia estar. Alguns portugueses, a maioria, como seria de esperar, espanhóis. Fui no sábado (dia 8). No domingo, final do Europeu, estava a trabalhar com o rádio ligado para ir acompanhando o jogo. Saí do trabalho às 22h, o que me deu para ainda ver o golo de Portugal e dar um pequeno berro de alegria. No dia seguinte, os espanhóis só nos davam os parabéns. Acho que fiquei mais feliz com a simpatia espanhola do que a vitória em sim.

As minhas manhãs eram passadas a vaguear pelas belas ruas de Santiago. O que mais me apaixonou foram as belas floreiras nas janelas. De várias cores e feitios, davam um cheiro magnífico às ruas. A quantidade de artistas de rua de excelente qualidade que fui encontrando também me deixou absolutamente encantada. Dei por mim, muitas vezes, sentada ao sol a vê-los tocar. Posso dizer que percorri tudo aquilo que me foi permitido ver. Museus, igrejas, conventos, livrarias, bibliotecas, colégios, etc.. Tenho pena de não ter conseguido visitar um convento. Só o descobri no último dia e, de longe, me pareceu o mais bonito deles todos.

Com muita pena, na sexta me vim embora. Durante a viagem de regresso, notei que uma semana soube-me a pouco, apesar de ter sido a minha maior permanência naquela terra mágica. Apercebi-me que, de facto, vivo apaixonada pela aquela cidade e que, apesar de ter trazido parte de Santiago comigo, deixei uma parte de mim lá. Não sei quando lá voltarei, mas espero que seja para breve.

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P.S.: A catedral irá estar em modo limpeza até meados de 2019. 

 

 

P.S. 2: Fui para lá com dois livros e vim de lá com mais 4. Ups..!

Já agora, encontrei um alfarrabista recheado de livros e que tinha uma prateleira com livros em português. Tantos meses à procura de "A Tragédia da Rua das Flores" (e que, finalmente, consegui aquirir no mês passado) e fui dar caras com uma cópia, juntamente com "O Mandarim" e "As Cidades e as Serras".

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Chocolate

Segundo li, hoje é dia Mundial do Chocolate. Sendo eu o equivalente ao Monstro das Bolachas no que toca a chocolate, não podia deixar de não celebrar este dia.

Para não abusar na coisa, quando for embora, irei passar pela bela Arcádia. Só ainda não sei se vou optar pelos chocolates de mentol, ou pelos clássicos. Gulosa como sou, tenho quase a certeza que vou optar pelos clássicos. Sempre trago mais gramas de mau caminho.

Até lá, vou estar com a cabeça na lua de chocolate.

 

 

Juno

Hoje, a sonda espacial Juno entrou na órbita de Júpiter. Movida a energia solar, foi lançada a 5 de Agosto de 2011 para estudar a composição do planeta, bem como os seus campos gravitacionais e magnéticos.  Um dos principais objectivos é determinar a quantidade de água que existe e tentar corroborar as teorias já existentes ou então formular novas teorias.

 

Para os cientistas isto é um dia extraórdinário e mais um passo no conhecimento deste universo. Para mim, é o dia em que Juno finalmente se vai colocar entre o seu marido Júpiter e as amantes deles (Io, Europa, Calisto e Ganímedes). É a minha veia de mitologia romana a falar mais alto.

 

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 Fonte: Britannica

Último sprint

Hoje comecei a minha última semana de estágio. Se, por um lado, estou feliz por ter férias à vista, por outro tenho a melancolia colada à perna. Foram 7 meses nesta empresa que muito bem me acolheram e me ajudaram a formar o meu percurso. Receberam-me de braços abertos quando me vi presa a uma outra empresa que não me permitia crescer.

É a última semana e ainda tenho muito para fazer. Tenho que terminar o projecto que me propuseram e apresentar as minhas conclusões. Tenho que terminar as pequenas tarefas que me foram apresentando como complemento do estágio. E tenho, acima de tudo, me despedir daqueles que se tornaram essenciais ao meu trabalho.

Se no início do primeiro estágio estava desejosa que este terminasse, neste tenho a sensação de que irei deixar escorrer algumas lágrimas quando tiver de dizer adeus.

Ainda é segunda, mas já temo a sexta-feira.

Sobre o jogo de ontem

Não o vi. Assim como não vi os outros jogos de Portugal. Os únicos jogos neste Europeu que vi foram os da República da Irlanda e a maioria da Islândia (que, espero eu, vai ganhar à França e, assim, vingar os Irlandeses).

Ontem fui obrigada a estar a ler e a ouvir múscia ligeiramente mais alto que é habitual, pois sem isso, só ouviria a minha mãe a reclamar com os jogadores. Quando, finalmente, me enfiei na cama, apercebi-me que iriam a prolongamento, mas, na minha maior inocência, pensei que a rádio que estava sintonizada não iria relatar o jogo (não é costume). Algo que viria a ser provado errado. Eu estava de tal maneira exausta que adormeci a ler. A posição até era confortável, coisa rara quando se adormece a ler. Mas lá acordei. Como? Com o senhor da rádio a gritar golo! Tinha sido marcado o primeiro penalty de Portugal.

Fiquei com vontade de berrar com alguém, mas o sono falou mais alto. Desliguei o rádio a praguejar, fechei o livro e fui dormir. Não sou de guardar rancores, mas a verdade é que ainda não fui capaz de sintonizar na rádio em que estava. Amuei.

 

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