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Tu tens a mania

Tu tens a mania

O adeus àqueles que me ajudaram durante a adolescência

Os tempos da adolescência nunca são isentos de sofrimento e confusão. E, muitas vezes, recorremos à música para nos ajudar a ultrapassar as nossas dores. As duas vozes que mais me ajudaram morreram este ano: Chris Cornell e Chester Bennington. Os dois lutavam contra os mesmos problemas, e os dois acabaram por perder a batalha da mesma forma. A morte de Cornell foi-me algo difícil de digerir. Escrevi um texto sobre o que senti quando li a notícia, mas não consigo ter coragem de partilhar sentimentos tão íntimos. Hoje ainda não consegui pegar na caneta. Optei por pegar no computador, pois, para mim, as coisas tendem sair menos pessoais quando escrevo directamente aqui.

Uma das coisas que mais me revolta no meio disto tudo é a estupidez humana quando se fala em suicídio, depressão e dependência. As pessoas tendem a ignorar o tamanho do sofrimento que uma pessoa passa quando acha que a única solução para terminar esse sofrimento é o suicídio. Vi vários comentários a dizerem que Chester foi fraco e que optou pela via mais fácil. Não é fácil e não é uma decisão tomada de repente. Provavelmente, a ideia do suicídio já o andava a atormentar há algum tempo. E, tendo em conta que Bennington e Cornell eram grandes amigos e que hoje seria o aniversário de Cornell, cheira-me que foi a morte deste a última gota na força de Chester.

A depressão não é uma doença fácil e distorce completamente a mente de uma pessoa. Aliada à dependência de drogas e/ou álcool, a luta torna-se bem mais difícil e bem mais mortal. Em vez de andarem a apontar os dedos e a acharem que são superiores àqueles que sofrem destes problemas, reduzem-se à vossa insignificância e eduquem-se. 

Goodbye Chris. Goodbye Chester.

 

 (Chester cantou esta música no funeral de Chris Cornell)

A minha mente deixa-me louca

Nunca gostei de fazer chamadas, nem de as atender. Fico logo ansiosa e, em tempos, até tinha a tendência de ignorar as chamadas de números desconhecidos (ainda continuo a ignorar as chamadas anónimas). Agora, as circunstâncias mudaram e tenho que atender as chamas de números que não conheço, mas não deixo de ficar ansiosa, nem de demorar a atender.

Ontem, enquanto almoçava, ligaram-me. Não conhecia o número e, pela hora, não me pareceu ser de alguma empresa. Estava a pensar em ignorar mas, como a minha mãe estava comigo e não queria estar a explicar-lhe que não ia atender porque não gostava de atender chamadas desconhecidas, lá atendi e descobri que era a minha orientadora de dissertação. Queria que eu fosse apresentar um resumo do trabalho que desenvolvi durante o estágio a um encontro de alunos. E a festa começou:

 

  • o meu lado racional ficou em pulgas, pois é uma boa oportunidade;
  • o meu lado crítico começou logo a dizer que o meu trabalho não é assim tão bom e que não consigo preparar o documento para o submeter na sexta-feira, nem que o conseguirei apresentar no tempo estipulado;
  • o meu lado emocional bateu o pé e disse "nem pensar, nós não vamos apresentar algo em frente de dezenas de pessoas".

 

A verdade é que já passaram 24 horas e o tumulto interno continua.

Eu tenho uma capacidade ENORME de me deixar louca.

 

 

Filmes vistos #1: Okja

Tive conhecimento deste filme quando foi apresentado no Festival de Cannes deste ano e a polémica que houve em redor dele (o filme é da Netflix). Na altura, achei que o filme parecia interessante, mas não estava preparada para o carrossel de emoções que tive ao longo do filme.

 

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Este filme gira em torno de uma jovem rapariga, chamada Mija, que vive no campo, na Coreia do Sul, juntamente com o seu avô e Okja, uma super-porca criada pela Mirando Corporation. Esta corporação criou esta super-espécie com o intuito de tornar a carne de porco mais saudável e com menor impacto ambiental, e decidiu enviar alguns destes animais para diferentes pontos do planeta, para serem criados de formas diferentes e, ao final de 10 anos, será eleito o melhor super-porco. Okja é a "sortuda" que ganha este título, só que, tal como aconteceu aos outros e ao contrário do que Mija achava, é obrigada a regressar aos terrenos da Mirando Corporation. Mija não se resigna em ficar sem Okja e parte à procura de dela. Acaba por encontrar a Animal Liberation Front, uma organização internacional que luta pelos direitos dos animais, e unem-se com o objectivo de salvar Okja e de a levar para casa.

O filme deixou-me completamente agarrada ao computador, a roer as unhas das mãos e a tentar controlar as lágrimas. Tem cenas de humor bem colocadas e algumas cenas são bastante pesadas (se alguém estiver interessado em ver e tiver alguma sensibilidade, tenha cuidado quando ouvir alguém gritar "Alfonso"). Se tiverem preocupados com o final de Okja, posso dizer que é salva, mas a cena do salvamento é bastante emotiva, capaz de partir corações.

Gostei muito de ver este filme e de como criaram um filme em que fala incrivelmente bem do valor da amizade, da ganância corporativa e dos direito dos animais. Felizmente, há muito que não toco em carne de porco, pois se ainda comesse, teria deixado de comer após ver este filme.

 

 

Coisa de domingo #3

Comecei, no sábado, a ler Versículos Satânicos de Salman Rushdie. O livro tem sido um pouco confuso, mas incrivelmente interessante, ao ponto de ter passado a tarde inteira de hoje com ele (coisa que já não acontecia há algum tempo).

No entanto, ao início desta noite, verifiquei que estou com uma espécie de ressaca devido à leitura "excessiva": quando ia perguntar à minha mãe se ela queria que lhe cortasse as unhas, perguntei se ela queria que eu lhe cortasse as mãos. Passei os minutos seguintes a rir desenfreadamente e sempre que me lembro da situação, choro com o ataque de riso que sofro.

Mas que bela maneira de terminar o fim-de-semana 

 

Boa semana 

E já é Julho

Não dei pelo mês de Junho... Passou tão rápido que fiquei parva a olhar para o calendário quando reparei que já era Julho.

O mês não me correu bem. O cansaço provocado pelo calor aliou-se ao cansaço provocado pela procura de emprego e formou uma bolha de desmotivação, que foi um pouco difícil de rebentar. Li pouco, vi pouco e fiz pouco. Sempre que pensava que podia fazer algo, a minha mente dizia logo "Faço isso noutro dia" e voltava para o estado de vazio. No entanto, nesta última semana, as coisas melhoraram um pouco. Consegui começar a ver para além deste nevoeiro mental e a tirar partido dos meus dias. Não compensa o que desperdicei no resto do mês, que sinto que foi muito, mas já é uma grande inspiração para este mês que começa agora.

Meu querido mês de Julho, eu acho que estou preparada para ti, mas sê bonzinho, pelo sim, pelo não, pode ser?

 

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O livro eterno

Faz hoje 20 anos que foi lançado o primeiro livro da saga Harry Potter: "A Pedra Filosofal".

Eu só conheci este mundo 5 anos depois de este ter aparecido. Devorei os livros com tal intensidade que as capas de O Prisioneiro de Azkaban e O Cálice de Fogo estão quase desfeitas. Estive várias horas à espera para ver o primeiro filme e obriguei a minha mãe a ir comigo, à meia-noite, ao lançamento de A Ordem da Fénix (que devorei em menos de 2 dias).

É a saga que me acompanhou desde o início da paixão pela leitura, até ao fim da universidade. E isto porque me recusei a ler o último livro quando este saiu. Recusei-me a deixar que este mundo acabasse para mim. Recusei-me a acreditar que não haveria mais Harry Potter. Quando me aproximava do meu último ano de universidade, achei que estava na altura de ler o livro, mesmo já sabendo a história toda, pois neste mundo é impossível escapar a spoilers por muitos tempo (aliás, já sabia a história ao final de alguns dias após o livro ter sido lançado). Li-o num dia e fiquei com um sentimento amargo durante dias.

O mundo do Harry Potter ajudou-me a crescer, a apreciar a vida, a entender que não devo baixar os braços quando aparece uma adversidade e que não devo baixar a cabeça quando um bully nos incomoda. São lições que, apesar nem sempre ter forças para as seguir, têm estado gravadas em mim desde que li o primeiro livro e que permanecerão comigo sempre.

Ao contrário de muitos Potterheads, eu apenas tenho os livros e dois dvds. Gostaria de ter um cachecol da minha casa (I'm a proud Hufflepluff), e tenciono um dia fazer uma tatuagem (ou duas) em homenagem a este mundo. Mas, serão sempre os livros parte do meu tesouro.

Harry Potter, para mim, é eterno.

 

After all this time?

Always 

 

 

 

 

Hey, olha o verão

O verão começa, oficialmente, hoje, mas eu acho que ele já começou há uns valentes dias e veio em força. Tem estado tanto calor que me tem feito questionar como irei sobreviver aos próximos meses. É que tudo indica que o calor vai piorar e eu já ando a dormir mal por causa dele. Ainda estamos em Junho, meus caros.. Eu só costumo ter problemas a dormir por causa do calor no mês de Agosto!!

Vou, masé, começar a procurar possíveis países para onde emigrar para fugir disto. Irlanda? Escócia? Holanda? Alemanha? Existem bastantes países pela Europa cujas temperaturas são agradáveis durante o Verão. Agora é ver como se portam no Inverno.

Até comecei a sentir-me mais fresca só de pensar nas temperaturas destes países.

 

 

O jornalismo actual

Antes de mais, quero dizer que não consigo encontrar palavras para descrever o que sinto acerca do incêndio em Pedrogão. Muito menos quando soube que foram trovoadas secas que o causaram (há menos de uma semana presenciei algo do género por aqui, mas, felizmente, não causou qualquer incêndio). 

No entanto, tenho muitas palavras a dizer relativamente à cobertura jornalística que tem sido feita. Já se sabe que o jornalismo actual tem sido tendencioso e sensacionalista. Os jornais começaram a deixar de serem isentos e acompanham os seus artigos com opiniões de modo a provocar algo nos seus leitores (nomeadamente, raiva e revolta). Ao longo do dia de ontem, tive a possibilidade de ver como os vários jornais e cadeias televisivas têm acompanhado este incêndio e tenho a dizer que, afinal, não é só o CMTV a fazer perguntas estúpidas e inconvenientes às vítimas. E vi algo que achava que seria o CMTV a fazer, mas a TVI chegou lá primeiro, através da "sempre profissional" Judite de Sousa. Ela era uma daquelas jornalistas que eu ainda tinha algum respeito, mas depois de ontem, perdi-o completamente (e não devo ser a única).

A TVI e esta senhora acharam que seria uma excelente ideia realizar uma reportagem junto ao corpo de uma das vítimas e ainda comentar, em tom de acusação, "que os bombeiros ainda não vieram recolher o corpo, apesar de andarem por perto". Não sei se a senhora Judite se lembra de, aquando da morte do seu filho, acusou os jornais de exposição mediática e de falta de respeito pela morte do seu filho. E agora pergunto: o que fez ontem não foi exactamente isso? Não explorou e desrespeitou a morte de uma pessoa e a utilizou para atirar farpas aos bombeiros? Não têm andado a perguntar às pessoas cujos familiares morreram ou perderam os seus pertences o que sentem? Isto tudo é o que? Serviço público, querem ver...

Há muito que o jornalismo português tem andado na rua da amargura. Não por falta de jornalistas competentes, mas por falta de decência daqueles que gerem os jornais. E acredito que existam imensos profissionais que não conseguem encontrar trabalho decente devido a estes camelos que acham que jornalismo é explorar as pessoas e deturpar a realidade.

É lamentável o estado do jornalismo actual. E eu esperava mais desta senhora, principalmente devido ao que passou após a morte do filho.

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