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Tu tens a mania

Tu tens a mania

Olá insónia

Não costumo sofrer de insónias. Nem costumo ter dificuldades em adormecer. Quando estou mais ansiosa, sei o que hei-de fazer para me ser mais fácil adormecer. Mas, de vez em quando, lá aparece uma insónia mais teimosa que sei lá o quê. Hoje foi uma dessas que me bateu à porta.

Já me tinha enfiado na cama tarde e a más horas (a culpa é do festival de rua Imaginarius, em Santa Maria da Feira). Mas, às 5 da manhã, o meu cérebro decide que é uma boa altura para acordar. Revirei na cama, li, bebi chá de camomila, meditei, nada funcionou. Às 6 horas decido desistir. Aproveitei estas horas extra para fazer as coisas que tive que colocar de lado porque não iria ter tempo para as fazer hoje. Já fiz tudo isso e bem mais e, neste momento, sinto-me fisicamente exausta (até me admiraria se não sentisse assim, só com umas 3 horas de sono no lombo...), desconheço como raio irei aguentar o dia, mas o meu cérebro encontra-se motivado para o dia que aí vem.

Realmente, os cérebros têm uma maneira esquisita de funcionar...

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Masculinidade sensível

Há uns meses atrás, falei sobre as coisas que os homens adorariam poder fazer, mas que não faziam por serem coisas de mulheres (aqui). Desta vez, venho falar de um artigo de roupa que é considerado de mulher e que uma marca de roupa decidiu criar modelos para o sexo masculino.

O artigo "ofensivo" em causa é o romper (basicamente um macacão, cuja parte baixa são uns calções). A marca em causa chama-se ACED Design e denominaram o artigo como RompHim. Para ser sincera, não acho que o artigo em causa não fica bem à maioria das mulheres. Normalmente, os elásticos ficam colocados em zonas estranhas, dando um visual pouco apelativo. No entanto, cada um é livre de fazer o que quiser e a minha opinião jamais deverá levar alguém a sentir-se mal por vestir algo que gosta (YOU DO YOU, BABY!). Ao ver as fotos dos homens a usar rompers, devo dizer que gosto mais de ver o "vil" artigo neles. É óbvio que não fica bem a todos, mas nunca  houve algo que ficasse bem a todos.

Porém, os queridos internautas discordam comigo. Os homens "másculos" que por aí andam não demoraram muito a dizer que é roupa para mulheres e que só os gays é que usam coisas dessas (novamente, é mau ser-se parecido a mulheres e que só os gays é que assim são... Muito gostaria de conseguir compreender este ódio ao que é de mulher ou ao que é de gay...). E também existe mulheres com uma insegurança tal que, muito prontamente, disseram que jamais andariam com alguém que usasse tal coisa, porque é ridículo os homens usarem coisas de mulheres.

E eu só consigo pensar numa coisa: Sean Connery usou um destes rompers no filme Goldfinger. Sim, o James Bond usou romper. E o actor que lhe deu vida nesse filme é considerado um dos melhores 007. Se o James Bond usou um, porque raio não pode um homem comum usar um destes artiguinhos??? Que raio se anda a passar com a "masculinidade"?

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 P.S.: Por falar em James Bond, Goodbye, Mr. Moore..

Ainda sobre a Eurovisão

Vejo, pelas internets, ainda muito burburinho em torno da Eurovisão, nomeadamente sobre onde se poderá realizar e quais os custos que isso vai acarretar. Mas julgo que se estão a esquecer do que é realmente importante: os apresentadores.

Em Portugal, os apresentadores encaixam, sempre, em duas categorias: aborrecidos-que-até-dá-para-competir-com-as-aulas-teóricas-de-segunda-feira-de-manhã e os histéricos-que-quase-provocam-surdez. E porque é que os apresentadores são importantes, perguntam vocês. É muito simples: eles serão a cara do país. Podemos ter excelentes condições ao nível de multimédia, de conforto e até de música (o que acho que será um pouco difícil de bater, tendo em conta o que é ouvido por este país fora), mas, se os apresentadores forem aborrecidos ou demasiado estridentes, acreditem que a imagem que iremos passar é má. É por isso que acho urgente que se comece os castings para os apresentadores da próxima edição e que se consiga arranjar uma espécie de bootcamp com os apresentadores da edição de 2016: Petra Mede e Mans Zelmerlow (de que me lembre, foram os melhores e mais adorados). Não podemos mostrar aquilo que aparece nas nossas televisões diariamente ao mundo exterior, aquilo é mau demais para ser deixado à solta pela Europa e mundo.

Não arruínem a Eurovisão, por favor!!!

 

P.S.: Já agora, uma homenagenzinha ao António Variações, não??? Acho que as pessoas fieis ao festival iriam adorar conhecer as músicas dele.

 

Coisas de domingo #2

Domingo é, praticamente, sinónimo de ficar na cama até mais tarde, a ler, a ouvir música, ou a fazer as duas coisas simultaneamente. Hoje, não só não fugi à regra, como adicionei ao ritual a chaleira com chá rooibos e uma vela adquirida por metade do preço numa loja de bricolage. Passei a manhã a ouvir uma playlist do Spotify e a terminar de ler o livro O Terceiro Polícia de Flann O'Brien. O "ninho" estava tão confortável e quente que nem dei pela falta do pequeno-almoço.

Olhando lá para fora, assumi que o dia seria frio. No entanto, quando decidi aventurar-me pelas terras exteriores das quatro paredes, após o almoço, verifiquei que, na realidade, o tempo até está quente.  Sentei-me no chão e fiquei a ouvir a ausência do típico vai-e-vem automobilístico de domingo à tarde dos meses quentes. É que, apesar de eu achar que está o tempo perfeito para passear, a grande maioria das pessoas discorda comigo e deixa-se ficar por casa. E eu, como não gosto de passear ao domingo, deixei-me ficar por casa, tal como eles.

Vou tentar escolher o livro a ler a seguir, que filme hei-de ver ao início da noite e tentar não pensar que amanhã inicia mais uma semana de procura de estágio/emprego.

Uma boa semana 

 

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#salvadorable

Gosto tanto quando as pessoas conseguem chamar a atenção a algo tão feio como tem sido esta crise de refugiados que a Europa tenta esconder debaixo do tapete (e não estou a ser irónica).

 

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 vídeo de Rute Filomeno

 

 

BTW, a hashtag do título é um dos nomes que tem sido usado nas redes sociais para descrever o Salvador. Não sei como é que não me lembrei de algo do género quando o ouvi a actuar esta música pela primeira vez.

Goodbye, my lovers

De vez em quando, dá-me umas coisinhas esquisitas na cabeça e decido arrumar. O ataquezinho de hoje estava relacionado com os meus livros. Já no início do ano doei alguns livros, livros estes que há muito me estavam a causar comichão pois já não fazia sentido tê-los.. Na altura, a coisa ficou arrumada em meia hora. Hoje isso não aconteceu. Hoje foi dia de espalhar os livros pelo chão e decidir, um por um, quem fica e quem vai. A maioria dos livros que vão são livros da minha infância (livros da Anita, que não me lembro de alguma vez ter gostado, mas tenho um montão deles), mas alguns são livros adquiridos nos últimos anos e que me causaram as leituras mais aborrecidas.

Consegui criar um pouco mais de espaço nas estantes, mas já estou a pensar na próxima limpeza a fazer (não sei quando a farei, mas acho que já sei quais serão os livros a ir). E, antes disso, devo voltar a reorganizar a estante, pois não gosto muito de como ficou. Podia ter tentado fazer isso ainda hoje, mas já estava exausta de carregar livros e de subir e descer cadeiras. Agora o que tenho a fazer é decidir se os irei doar ou se os irei vender. Sempre fui de doar livros, mas, estando desempregada, o dinheiro faz falta 

Agora é tentar manter as estantes arrumadinhas e tentar não aumentar muito o número de livros lá existentes.

 

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Segundas-feiras

A minha relação com as segundas-feiras têm-se vindo a alterar com o passar dos anos. Se, enquanto estudava, achava o início da semana uma autêntica tortura, agora considero que é o início de uma nova oportunidade. A culpa é do facto de eu mandar currículos durante a manhã de segunda e planear o que fazer ao longo da semana. Acordo bem disposta, pronta a enfrentar o dia. E, por consequente, é o dia em que sou mais produtiva.

Sendo hoje feriado, não enviei currículos. Porém, já concluí praticamente tudo o que tinha planeado fazer, faltando apenas duas coisinhas que só podem ser feitas durante a tarde. E, agora, encontro-me a olhar para o ecrã do computador sem saber o que hei-de fazer. Estou demasiada energética para ler e sem paciência para várias coisas que já vi que podia fazer. Admito que me encontro com os níveis de energia mais elevados do que é normal e não sei se será por ser feriado ou por ser início do mês (adoro o início do mês, parece-me sempre uma nova oportunidade de mudança). Até é provável que sejam as duas coisas, agora que penso nisso. E, apesar de estes picos de energia até serem vantajosos, preferia que os níveis de energia se distribuíssem, de forma uniforme, ao longo da semana. Já sei que chegando a sexta-feira, não terei paciência para o que quer que seja. O que é chato, pois é no final da semana que os meus níveis de criatividade estão ao rubro. Felizmente, já fui adquirindo alguns truques para contornar a coisa, mas não deixa de ser cansativo o conflito interno persistente em que vivo durante o dia de sexta-feira. Paciência. Vou é aproveitar a energia de hoje e fazer algo de útil. De preferência algo que me esgote, de modo a conseguir pegar num livro.

Bom feriado e boa semana 

 

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 Fonte

Livros e o mundo

Ontem, dia 23, foi dia Mundial do Livro. No ano passado falei sobre a sua origem (aqui). Este ano, um pouco atrasado, decidi reflectir sobre o porquê de lermos.

A resposta mais imediata é por prazer. Gostamos de ler porque nos permite fugir da realidade. Temos a possibilidade de conhecer novas cidades, mundos e realidades, sem termos que sair do nosso casulo. Ajuda a aliviar o stress criado com as nossas rotinas esgotantes. Permite conhecer consequências sem termos que cometer os actos. Permite saber que existe mais pessoas no mundo como nós e faz-nos sentir menos sozinhos.

Mas existe um lado analítico no acto de ler. A leitura permite-nos aprender, melhorar a linguagem e a escrita, melhorar a concentração e a memória, estimula a mente e desenvolve o sentido crítico. Permite-nos compreender o mundo e entender a natureza humana.

Conheço muita gente que só sabe criticar as pessoas e que não conseguem compreender como é que certas coisas acontecem (Trump, Brexit, Le Pen, etc.). E, ao ouvi-las falar, sei que lhes falta leitura. E também sei que a falta de leitura está por detrás do que se tem passado no mundo. A falta de sentido crítico permite acreditar em tudo o que nos é dito e que nos é apelativo, sem pensar na realidade por detrás das coisas.

Para mim, a falta de leitura tem sido um grande problema no mundo. Bem como a falta de empatia. E, curiosamente, ler permite desenvolver empatia.

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Eu achava que estávamos no séc. XII...

... Mas, aparentemente, estou enganada. Segundo o jornal russo Novaya Gazeta, as autoridades da Tchetchénia criaram uma campanha anti-gay, o que já levou a detenção de dezenas de homens, suspeitos de serem homossexuais. O porta-voz do líder tchetcheno já veio afirmar que é tudo mentira, dizendo que não existem gays na Tchetchénia : "You cannot detain and persecute people who simply do not exist in the republic". E vai mais longe, dizendo que, caso existam, serão as próprias famílias a tratarem do assunto: "If there were such people in Chechnya, the law-enforcement organs wouldn't need to have anything to do with them because their relatives would send them somewhere from which there is no returning".

As organizações humanitárias russas afirmam estarem a receber informação que apontam para a existência de um campo de concentração, onde os homens são agredidos várias vezes por dia, torturados com choques eléctricos,, e obrigados a sentarem-se em cima de garrafas.

A Tchetchénia é conhecida pelo seu conservantismo, sendo que o seu líder, Ramzen Kadyrov, apoia a poligamia e o uso obrigatório do véu islâmico. No caso dos homossexuais, são muito poucos aqueles que têm coragem de se assumir homossexuais, e as famílias tem a tendência de os deserdar. Também é "tradição" que suspeitos de homossexualidade desapareçam e que ninguém tente descobrir o que se passou.

A última vez que existiu um campo de concentração na Europa foi no tempo de Hitler (que, também, perseguiu os homossexuais, mas esta parte da história tem a tendência de ser escondida, e eu não entendo porquê). Era de se pensar que as coisas evoluíram desde então..

Gostava que houvesse uma resposta política por parte dos restantes países da Europa (pois sei que a Rússia nada irá fazer). E, ao ler os comentários a esta notícia, descobri alguém que pensa como eu: os homofóbicos têm algo a esconder.

 

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 autoria de myoldcatships

 

Fontes: The Guardian e Independent



 

A Sociedade e a Criatividade

Há muito tempo que vivo com uma cabeça com demasiada imaginação, mas nunca soube o que fazer com ela. Durante os tempos de escola, só praticava a componente técnica de desenho, raramente tínhamos a oportunidade de dar asas à imaginação. Em Português, estudávamos verbos, preposições e funções sintáticas como se fossem a coisa mais importante do mundo. Treinar a interpretação de texto e a escrita criativa é que não.

Fui conseguindo viver nesta ignorância criativa até precisar de escrever a dissertação. E, se quando comecei a escreve-la  achava que não seria necessário qualquer tipo de criatividade, ao fim de vários dias a olhar para as palavras e não saber o que fazer com elas, me apercebi da falta que faz uma educação correcta em Português (essencialmente). E, ao fim de alguns dias, fiquei a saber que esta opinião é partilhada por muita gente, professores incluídos.

Vivemos numa sociedade centrada em empregos passados atrás de uma secretária, com a cabeça baixa, as costas encurvadas e a disponibilidade de trabalhar para além das 8 horas diárias (e ai se nos atrevemos a não fazer mais do que essas 8 horas..). Quando se ouve alguém dizer que quer ser pintor, escritor, dançarino ou actor, o primeiro comentário que se ouve é "contínua a estudar, que só assim é que consegues um emprego decente". Ou então que a pessoa é preguiçosa e não quer trabalhar a sério. Ou então que vive numa ilusão (ganhas o jackpot se ouvires os três comentário de seguida, vindos da mesma pessoa).

Tentamos matar a criatividade desde crianças, ao enche-las de trabalhos de casa e de actividades extra-curriculares ligadas ao desporto e à aprendizagem de línguas (que também são coisas importantes, mas, nos tempos que correm, têm sido em exagero), de modo a cansa-los para que não os tenhamos de aturar durante a noite. Impedimos-los de brincar, porque fazem muito barulho ou porque se sujam. Ou então, sinal dos tempos modernos, damos-lhes telemóveis ou tablets para que fiquem caladinhos.

Estamos a criar zombies que, com o avançar da idade, se tornarão depressivos, incapazes de se adaptarem às adversidades e incapazes de apreciarem as coisas mais simples, como um sorriso ou um abraço., por exemplo.

Vivemos numa sociedade que anda a matar a criatividade e nós assistimos a isto, impávidos e serenos, como se fosse a coisa mais natural. 

 Alike, Daniel Martínez Lara e Rafa Cano Méndez

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